31 de janeiro de 2011

Posted by Samuel Balbino | File under : , , , , , ,

Somente Cristo! Esta é uma afirmação conclusiva a qual chegaram os Reformadores do século XVI. Eles resolveram, ou melhor, foram guiados pelo Espírito Santo para enxergarem a grandeza da obra redentora de JESUS. Atentaram ao sublime mistério da paixão como um definitivo acontecimento para a salvação, o perdão e a justificação para todos os crentes, em todas as gerações e em todas as épocas. Em um tempo onde Cristo dividia espaço com outros “possíveis mediadores”, a Reforma veio trazer luz sobre uma das verdades mais absolutas e mais enfáticas que poderíamos aceitar; uma verdade que estava sendo negada e negligenciada pelo catolicismo romano: Cristo é suficiente para a nossa salvação!
A doutrina do “Solo Christus” não só reconhece os méritos de Cristo, como também exclui qualquer outra pessoa de dividir essa glória com ele. Somente Cristo, isto é, ninguém além de Cristo. Ninguém além de Cristo era capaz de cumprir os propósitos de Deus quanto à salvação dos pecadores. Ninguém além de Cristo poderia ser a oferta para a remoção das ofensas. Ninguém além de Cristo poderia suportar todo o peso da responsabilidade de ser o justificador, o autor e consumador da nossa fé. Ninguém além de Cristo poderia ter feito melhor a intercessão entre nós e Deus.
Talvez este seja um ponto onde a maioria dos protestantes sejam unânimes até hoje. Negar que somente Cristo é suficientemente poderoso para nos conferir salvação é negar a sua força e chamar de ineficaz o plano de Deus. Era isso o que acontecia na idade média. Em 431 d.C. instituiu-se o culto a Maria, em 787 d.C. passou a venerar as imagens e em 933 d.C. começou a realizar canonizações. Na ótica corrompida da igreja católica, Maria era uma espécie de co-redentora, e que os santos eram também intercessores entre nós e Deus. Desta forma o cristão não via a Cristo como o único caminho, mas como um dos possíveis. É por este motivo que onde a idolatria reina absoluto, Cristo não tem lugar na mente das pessoas. Vejam como exemplo aqui o nordeste. Aqui é a região mais idólatra do país. Há lugares onde o padroeiro é mais levado em conta do que Deus. Vi ontem numa reportagem da TV local um agricultor louvando a São José pela chuva que recebeu nesse mês. Por que isso? Porque ele foi ensinado que São José tem poder para enviar chuvas à terra. E onde fica Deus nisso? Deus não tem mais autoridade de enviar sua provisão? Ou será que ele perdeu essa capacidade porque está muito velho e repassou para José a responsabilidade de regar a terra? É claro que não! Quem ordena e envia as chuvas é Deus. Mas a mente frágil e suscetível das pessoas mais simples é manipulada pela engenhosidade do catolicismo para acreditarem nessas bobagens. Uma pessoa assim nem se lembra de JESUS, não faz idéia do significado da vinda dele ao mundo e de sua morte na cruz. Em vez disso, Maria e os santos, tem total proeminência.
Aprendemos nas Escrituras a reconhecer como digno de louvor somente a Deus, e JESUS como Deus corporificado. Vejam que quando os magos do oriente vieram até onde estava o menino JESUS, eles o adoraram:
“E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra” (Mateus 2.11).
O texto não diz “e os adoraram”, mas “o adoraram”. Maria estava próxima, mas não recebeu adoração alguma, porque ela não é digna disso, era uma simples mulher e tão pecadora quanto qualquer outro ser humano. Maria também precisou da salvação que seu filho veio trazer, ela mesmo disse que precisava do salvador:
“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46,47).
Os escolastas argumentam que por Maria ter sido concebida sem pecado, isto a coloca numa posição de honra acima de todos nós, ou seja, ela e JESUS teriam a mesma essência pura e isenta do pecado original de Adão. Mas onde na Bíblia vemos essa afirmação? Quando alguém encontrar me avisem. Simplesmente não existe; pelo contrário, Paulo nos diz:
“Porque TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Roamanos 3.23).
O único que sobre o qual é dito que não teve pecado é o Senhor JESUS Cristo:
“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2ª Coríntios 5.21).
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4.15).
 “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas. Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1ª Pedro 2.21,22).
Logo a doutrina da “Imaculada Conceição de Maria” não é bíblica, e se não é bíblica é porque procede dos homens e não de Deus. Também não nos é ensinado em parte alguma que os apóstolos ou aqueles que tiveram uma vida piedosa no passado, mereçam receber adoração e culto, ou que eles possam ouvir nossas orações e interceder a Deus por nós. Paulo e Barnabé recusaram-se ser adorados em Listra quando o povo, em sua ignorância espiritual, quis lhes oferecer sacrifícios os invocando como deuses (Atos 14.15). Por que hoje, se eles pudessem se comunicar conosco, seria diferente? O anjo que veio trazer a revelação ao apóstolo João recusou a atitude dele de se prostrar:
“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Revelação 19.10).
Hoje, no entanto, há pessoas que se curvam diante de esculturas de anjos e de homens e mulheres para adorá-los.
A Reforma veio para nos lembra de uma máxima das Escrituras:
“E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (Atos 4.12).
Não pode existir outro nome, não pode existir mais ninguém. Só JESUS derramou o seu sangue para nos resgatar e reconciliar com Deus, não foi Maria, não foram os apóstolos, não foram os outros santos, foi somente Cristo.
Na segunda Confissão Helvética Lemos:
“Só Deus deve ser invocado pela exclusiva mediação de Cristo. Em todas as crises e provações de nossa vida invocamos somente a ele e isso pela mediação de Jesus Cristo, nosso único mediador e intercessor. Eis o que nos é claramente ordenado: “Invoca-me no dia da angústia: eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sal 50,15). Temos uma promessa generosíssima do Senhor, que disse: “Se pedirdes alguma cousa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome” (João 16,23), e: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mat 11,28). Está escrito: “Como, porém, invocarão aquele em que não creram?” (Rom 10.14). Nós cremos em um só Deus, e só a ele invocamos, e o fazemos mediante Cristo[i]”.
E um logo adiante também diz:
“Por essa razão não adoramos, nem cultuamos nem invocamos os santos dos céus, nem outros deuses, nem os reconhecemos como nossos intercessores ou mediadores perante o Pai que está no céu. Deus e Cristo, o Mediador, nos são suficientes. Nem concedemos a outros a honra que é devida somente a Deus e ao seu Filho, porque ele claramente disse: “A minha glória, pois, não a darei a outrem” (Is 42.8)[ii].
Somente em Cristo achamos salvação e somente ele é o nosso mediador e intercessor. Render essa glória a qualquer outro ser humano, constitui-se em idolatria e pecado, pois ofende a santidade e a divindade de Deus.
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1ª Timóteo 1.5).


[i] Segunda Confissão Helvética, Cap. X §24  – O Livro das Confissões da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América PC(USA) -  Missão Presbiteriana no Brasil Central – 1966 - Revisado, atualizado e editado para o contexto da PC(USA) pelo Portuguese Language Ministry of The Outreach Foundation PC(USA), Louisville, Kentucky, por José Pezini e Alcenir Oliveira 2006.
[ii] Segunda Confissão Helvética, Cap. X §25.

1 comentários:

Iran Sulyvan disse...

Olá!Paz e Graça!

Não pude deixar de notar a maneira como entende a vida e a forma como a transmite literariamente dizendo...Fico mais tranquilo em saber que existem poucas pessas ainda que não se deixaram enredarem pelo engano da Religiosidade Extrema...Que se importam mais com as regras e as leis internas e se esquecem do mais essencial que é o amor ao próximo e a vida. Continue! Não pare!

No amor Daquele que nunca se engana.

Att:
Pastor Iran Sulyvan
msn: conferencistairansulyvan@hotmail.com