26 de julho de 2015

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A história da destruição de Sodoma e Gomorra é ao mesmo tempo fascinante e horripilante. Quando a leio me dou conta do quanto Deus é misericordioso para com a nossa geração. Algumas vezes me deparei pensando: Ah se eu tivesse nascido nos tempos bíblicos... Mas com certeza Deus é muito sábio e fez com que eu nascesse na época certa. O modo de Deus agir nos primórdios da humanidade é bem diferente de hoje. O contexto mudou. A aliança mudou. Por isso, quando lemos este e outros relatos que mostram a manifestação da justiça e da ira do SENHOR sendo derramadas sobre os ímpios, deve se encher o nosso coração de temor e reverência. Os costumes estão muito parecidos com os da época daquelas cidades. Apesar de sabermos que aquele mesmo evento dificilmente voltaria a acontecer hoje (a menos que Deus soberanamente o queira), precisamos ficar cientes que tais cidades foram arrasadas em razão de sua depravação e imoralidade. Estas coisas ofendem a santidades de Deus, e até hoje continuam muito comuns e corriqueiras em nossa sociedade moderna.

Eu não vejo o avanço da promiscuidade e depravação como algo anormal; pelo contrário, eu vejo como natural! É o que se pode esperar de uma humanidade caída e obscurecida pelo pecado. Bem no início da história vemos este fato se repetindo duas vezes. O que levou Deus a destruir a primeira geração com o dilúvio? O aumento da iniquidade na terra. Passa-se um tempo, e da mesma forma que um vírus infecta um sistema e vai se proliferando para outros, o pecado vai se multiplicando e alcançando níveis absurdos.  Temos no centro da história duas cidades: Sodoma e Gomorra. Nos é dito que os habitantes dessas cidades era maus e grandes pecadores !(Gn 13.13). A depravação sexual era o forte delas. Eu me atrevo a dizer (ainda que seja apenas uma especulação minha) que as obscenidades que eram praticadas nessas cidades eram bem piores que hoje. Talvez alguém possa dizer que não, que hoje com toda a informação e tecnologia que dispomos a humanidade está bem mais depravada. Concordo que nossa sociedade moderna é muito depravada, mas ainda quero acreditar que os pecados de Sodoma e Gomorra feriram por demais a santidade de Deus até o ponto de sua ira se ascender irremediavelmente contra elas.

Andei pesquisando e vi que vários arqueólogos e historiadores concordam que Sodoma e Gomorra existiram nas proximidades do mar morto. Em algumas escavações foram encontrados restos de uma civilização e ruínas com uma camada espessa de cinzas e enxofre.  Acredita-se que o relato bíblico da destruição das cidades pecadoras se deve a erupção de um vulcão e imediatamente ao descobrir isso me veio à memória um outro caso muito intrigante que foi o de Pompéia. E pergunto: Como era a cidade de Pompéia? Depravada. Todos os historiadores concordam com isso. Até hoje as obras de artes e artefatos descobertos nas ruínas de Pompéia causam espanto e assombro pela imoralidade e perversão que representam. Eu não posso dizer que tudo isso é mera coincidência.  Sodoma, Gomorra e Pompéia foram alvos da ira de Deus, por causa dos seus pecados e da sua imoralidade absurdamente acentuada.

Hoje vemos um avanço do pecado e o seu estímulo através dos meios de comunicação e pela internet. A cultura está cada vez mais absolvendo valores duvidosos, ou melhor, abrindo mão dos bons valores morais e sucumbindo a libertinagem e depravação. E o que me deixa ainda mais revoltado é ver alguns pseudos-cristãos se omitindo diante de tudo isso apenas para obter o status de serem, o que o mundo considera como, o "politicamente correto". O relativismo e o liberalismo são problemas que devem ser combatidos, por outro lado sabemos que a tendência é essa mesmo, que o mal se prolifere até chegar o momento no qual Deus se levantará para exercer sua ira. Que nesse momento, o remanescente que se acha fiel alcance misericórdia e socorro e seja livre do destino que está reservado para todos os que se afundam em sua devassidão, impureza e sensualidade.


Ir. Samuel Balbino


12 de julho de 2015

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Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dera nenhum filho. Como tinha uma serva egípcia, chamada Hagar,disse a Abrão: "Já que o Senhor me impediu de ter filhos, possua a minha serva; talvez eu possa formar família por meio dela". Abrão atendeu à proposta de Sarai.

Quando isso aconteceu já fazia dez anos que Abrão, seu marido, vivia em Canaã. Foi nessa ocasião que Sarai, sua mulher, entregou sua serva egípcia Hagar a Abrão.Ele possuiu Hagar, e ela engravidou. Quando se viu grávida, começou a olhar com desprezo para a sua senhora. (Gênesis 16:1-4).

O relato bíblico acima traz lições bem interessantes que podemos aplicar em nossa vida. Mas antes, devemos fazer algumas perguntas sobre o texto para conseguir identificar onde estão essas aplicações.

1ª Sobre o que é esse relato?
2ª Quem são os personagens?
3ª Qual a relação entre eles?
4ª Existe algum conflito?
5ª Qual a grande lição?

Acredito que estas 5 perguntas são suficiente. Então vamos lá.

1ª Sobre o que é esse relato?
O relato é sobre como Sarai, esposa de Abrão, ofereceu a ele a sua escrava Hagar como mulher, para que a engravidasse e assim realizasse o cumprimento da promessa feita de que Abrão seria pai.

2ª Quem são os personagens?
Os personagens da História são Deus, Abrão e Sarai, a escrava Hagar, o filho prometido a Abrão, o filho nascido da relação entre Abrão e Hagar.

3ª Qual a relação entre eles?
Deus havia prometido a Abrão que ele seria pai de muitas nações, e que através dele as famílias da terra seriam abençoadas. No entanto, Abrão era um homem idoso e sua esposa Sarai além de idosa era estéril. Sarai possuía uma escrava egípcia chamada Hagar.

4ª Existe algum conflito?
O conflito acontece quando Sarai resolve "dar uma ajudinha" a Deus e aconselha ao seu esposo ter relações com a escrava para dessa forma suscitar um descendente "legítimo" ao seu Senhor. Quando a escrava se acha grávida, entende que agora está em nível mais alto que sua senhora e passa a tratá-la arrogantemente, torna-se orgulhosa.

5ª Qual a grande lição?
Diante do quadro que temos podemos afirmar que a grande lição da história é: OS MEIOS DE DEUS SÃO MELHORES QUE OS NOSSOS. Deus havia feito uma promessa a Abrão, mas sua esposa não aguentou esperar o tempo determinado para o cumprimento da mesma e decidiu "apressar" as coisas. Usou os recursos que tinha a sua disposição ao invés de aguardar a providência de Deus. E o que ela obteve com isso? Um problema! Agora o que antes parecia uma solução tornou-se uma dor de cabeça para ela.

Eu posso destacar aqui ainda outras lições.

Percebam que todo o problema gira em torno de Sarai. Abrão entra na história, faz o que tem que fazer e depois sua esposa é que aguenta as consequências. Eu aprendo com isso que alguns problemas que afetam o casamento poderiam ser melhor contornados se os conjugues não fossem indiferentes para com os problemas uns dos outros.

Sarai tinha um problema que a acompanhava a anos, sua infertilidade. De repente, após ouvir uma promessa de Deus, ela se enche de esperança e vai até seu marido compartilhar com ele a ideia que tinha tido. A ideia não era boa, o correto era ela ter esperado o cumprimento da promessa recebida. Por outro lado, Abrão acatou aquela sugestão tranquilamente. Ele que vinha esperando a realização desse sonho já a tanto tempo, vinha descansando na promessa que recebera de Deus, simplesmente não disse uma palavra que repreendesse a astúcia da sua mulher. Ele foi indiferente para com a ingenuidade dela, não esboçou nenhuma palavra que revigorasse a fé de sua esposa e a fizesse desistir dessa tolice, mas cedeu e deixou que sua mulher "se virasse" para consertar as coisas depois.

E quanto a Hagar? Uma ilustre desconhecida. Uma escrava. Possivelmente comprada por Abrão para servir e cuidar de sua esposa quando estiveram pelo Egito. Hagar encheu o coração de orgulho quando viu que agora tinha assumido um status muito superior ao que tinha antes. De uma ignorada e sofrida escrava à concubina mais importante de seu senhor, pois carregava no ventre o herdeiro. Ela recebeu uma grande bênção e honra, mas não soube ser grata a quem lhe proporcionou aquilo.
Nós estamos constantemente abençoando ou sendo abençoados por alguém. Não é muito, portanto, que demonstremos gratidão às pessoas por meio das quais Deus nos presenteia com graça. Ás vezes é um irmão em Cristo, um colega de trabalho, um vizinho, um desconhecido. Não importa. Devemos ser gratos e horar a quem merecer honra. Ver Romanos 13.7.

Que Deus nos ajude a ser perseverantes e aguardar a provisão dele para nossa vida!



Pb. Samuel





4 de junho de 2015

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Então o Senhor disse a Abrão: "Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei."Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Gênesis 12:1,2

Eu acho interessante como em toda a Escritura Deus é apresentado como sendo onipotente, soberano e merecedor de honras e glória. Mas também vejo que em alguns momentos ele coloca alguns dos seus escolhidos em destaque para com isso cumprir os seus propósitos.

Abraão (que no texto ainda se chamava Abrão) era um homem comum, que vivia numa comunidade primitiva em Ur, considerada a cidade mais antiga do mundo, na região onde conhecemos como Iraque. Provavelmente este homem vivia cercado pela idolatria, acreditasse em vários deuses. Não temos como saber se ele teve acesso a alguma informação que o levasse ao único e verdadeiro Deus. O que sabemos é que o SENHOR resolveu se manifestar a ele e colocá-lo como protagonista de um história que repercutiria milhares de ano depois dele.

Reparando bem, Abraão se tornou o ponto de partida das três religiões monoteístas do mundo: O judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Todas elas reivindicam ligação direta com este personagem. A frase "Tornarei famoso o seu nome" é muito curiosa, ainda mais pelo fato de percebermos que realmente o nome Abraão é famoso por toda a terra. Ele tornou-se referência no quesito fé. É muito comum falarmos na "fé de Abraão" e a própria Bíblia o chama de "o pai da fé".

O que eu quero dizer com tudo isso é que no Reino de Deus existe aqueles a quem ele vai destacar e elevar acima dos outros. A fama hoje é muito procurada, desejada e incentivada. Quando alguém sabe fazer algo diferente ou extraordinário, logo é estimulado a procurar mostrar isso na mídia, principalmente na internet. O objetivo é ser ovacionado, ganhar reconhecimento, dinheiro, prestígio. E um dia tudo isso vai embora. Diferentemente, quando Deus exalta e engrandece alguém é para que este alguém desempenhe um papel importante e execute um propósito pré-estabelecido.

Deus abençoa a alguns para crescerem e realizarem grandes feitos para abençoar a outros com isso (vs 3). Ele também mostra que não há sucesso e ascensão sem ele. Se Deus nunca tivesse aparecido a Abraão e feito uma aliança, ele teria morrido em Ur junto com todos os seus parentes e nós nunca saberíamos quem ele foi. É Deus quem exalta o homem, para que ele mesmo também seja exaltado. Se fomos colocados em posição de destaque, devemos reconhecer que isso é uma dádiva de Deus e que há um propósito para que assim seja.

Seja na fama ou no anonimato somos chamamos para servir ao SENHOR e glorificá-lo com nossas obras e atitudes.


Pb. Samuel


22 de maio de 2015

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O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assassinou a tiros o jornalista iraquiano Faras Yassin, por ter abandonado a crença e não mostrar arrependimento, em Mossul, no Iraque. A informação foi entregue pelo Sindicato de Jornalistas do Iraque nesta quarta-feira (20).

A execução ocorreu na noite de terça-feira (19), no centro de Mossul. O corpo do jornalista foi entregue aos parentes pelo EI nesta manhã, no instituto legista. Por se tratar de um apóstata, os jihadistas proibiram a família de realizar uma cerimônia fúnebre pela vítima.

Conhecido como Faras al Bahr, o jornalista foi capturado na própria casa pelos terroristas, no bairro de Al Qadesiya, em abril.

Antes de Mossul ser dominada pelo EI em junho de 2014, trabalhou ano e meio como produtor no canal de televisão "A Ninawa do Amanhã", propriedade do governador da província de Ninawa - cuja capital é Mossul -, Ezil al Nuyeifi.

Anteriormente, havia trabalhado por cinco anos na televisão por satélite Al Mosuliya, que denunciou as execuções e prisões de jornalistas de Mossul pelos extremistas "de uma maneira terrível, suspeita e preocupante".


16 de maio de 2015

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O texto de hoje significa muito para mim. Ele traz em si um desafio que tento superar todos os dias.

"Enoque andou com Deus, e já não foi encontrado; pois Deus o havia arrebatado " (Gn 5.24 NVI)

Eu fico tentando imaginar como deve ter sido a vida desse homem. Se vocês por acaso nunca tiveram esta curiosidade, pare por um instante e pense nisso. Veja, que o próprio Deus fez questão de levá-lo para junto de si em vida. O mesmo evento só veio a acontecer mais uma vez algumas centenas de anos à frente, foi o caso o profeta Elias.

É impossível não questionar o motivo pelo qual Enoque subiu aos céus ainda vivo. Um privilégio surreal. Uma bênção sem precedentes! Por que ele? O que ele fez de tão especial? No que ele foi diferente do restante dos seres humanos?

Temos pouca informação confiável sobre este personagem, a não ser este relato no livro de Gênesis e outras referências nas cartas aos Hebreus e nas de Pedro e Judas (que por sua vez estão citando um livro apócrifo). Mas acredito que o pouco que nos é dito sobre ele já é suficiente para desvendarmos o mistério desse arrebatamento.

Conforme vamos lendo a genealogia de Adão, descobrimos que Enoque foi o bisavô de outro personagem muito importante da história, inclusive bem mais conhecido: Noé. 

Diz que Noé era o único homem íntegro e justo em sua geração (6.9). Da mesma forma que seu ancestral, é dito que ele andava com Deus. E é neste ponto que o texto me chama atenção. No significado desse "andar com Deus"!

Percebemos que "andar com Deus" era o mesmo que dizer que a pessoa estava numa posição de destaque em relação aos demais. Aos olhos do SENHOR aquele ser humano era diferente. Sua conduta era outra. Ele não agia da mesma forma que os seus contemporâneos.  A humanidade estava se degradando cada vez mais. Corrupção e violência enchiam toda a terra (6.11). Os descendentes do primeiro casal repetiam os feitos dos seus antecessores. Diante desse quadro dois homens se destacam por fazerem o contrário do que o resto da humanidade fazia: Eles obedeciam a Deus.

Temos razões suficientes para crer que a geração de Enoque foi tão maligna e rebelde quanto a de Noé, ou a nossa. Mas ele agiu diferente. Ele andou com Deus. Esse andar tem um sentido muito parecido com o de duas pessoas que caminham juntas, lado a lado. Dois amigos. Enoque e Noé preferiram caminhar com Deus, não com o mundo. E receberam os benefícios dessa atitude: Um foi levado vivo para o céu, o outro escapou da destruição do gênero humano.

Eu aprendo com isso que todos os que decidem andar com Deus podem ter a esperança de receberem grandes bênçãos da parte dele. Eles não andam procurando tais bênçãos, O SENHOR espontaneamente os surpreende. Certamente Enoque não orava pedindo a Deus que o levasse e nem Noé rogava que o mundo fosse destruído e ele salvo. Soberanamente e graciosamente eles receberam este privilégio.

Outra coisa que aprendo também é que estes homens devem ter sido muito firmes. O texto não diz que eles por algum momento fraquejaram ou vacilaram em sua fé e confiança; pelo contrário, mesmo vendo o mundo todo entregue ao caos do pecado, eles insistiram numa vida santa e piedosa. Hoje, vemos acontecer o contrário. Muitos crentes já começam a aderir a algumas práticas erradas da sociedade em vez de combatê-las e testemunhar contra elas. Não estão andando com Deus, estão andando com o mundo.

Se Deus quisesse arrebatar alguém hoje como fez com Enoque, acredito que poucos seriam escolhidos, pois pouquíssimas pessoas estão andando de mãos dadas com o SENHOR. Estão se negando a agir como a maioria. Estão insistindo numa vida santa e piedosa.

As implicações são;

1. ANDAR COM DEUS: É caminhar com ele, segui-lo de perto obedecendo-o e não agindo conforme o restante da humanidade caída em seus delitos e pecados;

2. QUEM ANDA COM DEUS PODE RECEBER GRANDES BÊNÇÃOS: É um resultado que pode ser esperado, mas não buscado. Porque quem de fato quer andar com Deus, o faz porque o ama e não porque está "de olho em suas bênçãos".

3. ANDAR COM DEUS REQUER FIRMEZA: Porque o mundo não vai tolerar as atitudes de alguém que quer fazer o que é certo. É loucura deixar de viver como se bem entende para agradar a Deus. A oposição vai ser constante.

Em resumo, a Igreja tem muito a aprender com Enoque e Noé. Ela precisa andar com Deus e se afastar dos conceitos equivocados que a sociedade está sorrateiramente infiltrando nela aos poucos. Pois assim como Enoque foi arrebatado, a Igreja deverá ir ao encontro do seu SENHOR nos ares!

Pb. Samuel

15 de maio de 2015


Após um bom tempo (diga-se de passagem bem extenso), volto a publicar em meu velho blog de guerra e começo com uma coleção de pequenos comentários sobre meus versículos prediletos de vários livros da Bíblia.

Nesses comentários procuro de forma bem resumida apresentar o  meu entendimento das referidas passagens e de que forma elas impactaram a minha vida, além das suas implicações para a Igreja hoje.

Para começar, vou ao principio de tudo. O livro de Gênesis.

Acredito que todos devem conhecer de cor e salteado a narrativa da criação do mundo e da queda do homem. Já ouvi essa história quando criança na escolinha da Igreja e li diversas vezes ao longo da vida. Vemos em filmes, pinturas e até no colégio (isso já faz algum tempo) lembro que também presenciei minhas professoras contando como Deus criou o homem a sua imagem e semelhança.

Mas existe um versículo que chama a minha atenção.

"E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore que te ordenei: Não comerás dela, maldita é a terra por tua causa; com dor comerás dela todos os dias". (Gn  3.17).

Deus disse isso para o nosso pai Adão após o um jogo de empurra-empurra do primeiro casal. A situação era: A mulher, enganada pela serpente, toma do fruto proibido e oferece-o ao seu marido. Ambos, ao entenderem que estavam nus, esconderam-se de Deus que passeava pelo Jardim do Éden. O SENHOR, então, já sabendo de tudo, vai ao encontro dos desobedientes e ouve as desculpas esfarrapadas deles.

O homem quando questionado joga a culpa em Deus e na mulher (a mulher que me deste...). A mulher, por sua vez, culpa a serpente. O interessante é que a serpente não tinha a quem culpar e ficou na dela.... Em todo caso, Deus profere sentenças para cada um dos envolvidos: A serpente rastejaria sobre seu ventre (o que dá a entender que antes ela tinha pernas), a mulher teria suas dores de parto multiplicadas e finalmente chega a vez do marmanjo, o homem da casa.

O que me chama mais a atenção nesse texto, para ser um dos meus prediletos, é a ênfase que Deus dá ao homem. Quem primeiro pegou do fruto e comeu foi a mulher, mas quem recebeu a principal sentença foi o Adão. Parece que Deus agiu com um pouco de injustiça, mas na verdade ele foi absolutamente justo se compreendermos o papel que o homem exerce dentro do casamento.

Por diversas vezes eu tinha lido e ouvido esta história sem nunca ter atentado a esse detalhe. O homem recebeu a maior sentença por uma razão muito lógica: Ele era o líder, o administrador, o responsável por toda a criação. É por isso que a Igreja insiste em ensinar que os homem devem reafirmar sua liderança sobre a família, porque vemos claramente que isso foi algo instituído pelo próprio Deus. Não há uma relação de superioridade do homem com a mulher, tal pensamento é resultado da má compreensão do propósito divino. Anteriormente foi dito que a mulher seria uma ajudadora (2.18) e não uma serva ou escrava. A ajudadora não está em posição inferior ao ajudado, pois se ela fosse de menor importância não teria sido criada. Mas se aprouve a Deus criar uma ajudadora para o homem, foi porque ele sabiamente entendeu que este não seria capaz de fazer tudo sozinho, daí a necessidade de alguém que o ajude.

Adão era o representante de toda a criação (e isto inclui a mulher). Ele tinha a tarefa de manter tudo em ordem e zelar pela continuidade da harmonia na qual todas as coisas existiam, e ele vinha fazendo isso através da obediência a ordem dada por Deus. Não sabemos como teria sido o desfecho da história caso nosso pai tivesse se negado a comer do fruto oferecido por sua esposa. A questão é que esta deveria ter sido a sua atitude, porém ele fez o contrário. Ele falhou em sua missão. O seu fracasso trouxe consequências a todos que ele representava.

Repare que tanto a serpente, quanto a mulher receberam castigos que diz respeito somente a elas mesmas. Porém, o homem além de receber o castigo da dor ou fadiga para obter o seu alimento cotidiano, também se o torna o responsável por trazer uma maldição sobre toda a terra. A desobediência dele fez com que todos pagassem, porque ele os representava e os liderava, mas falhou em exercer sua liderança.

A isso nós chamamos de Pecado Original. O primeiro pecado cometido na história da humanidade. O primeiro homem a ter sido criado desobedeceu a Deus, e por ser ele o representante de todos os outros, seus descendentes já nascem trazendo em si o estigma (marca) do pecado do pai, além da tendência a cometerem os seus próprios pecados pessoais e se tornaram passíveis de uma dupla condenação: Pelo pecado original que herdaram e pelos próprio pecados cometidos espontaneamente.

As implicações são muitas, dentre elas destaco:

1. O HOMEM É O LÍDER: Deus concedeu esse papel claramente quando instituiu a família.
2. O LÍDER PRECISA DE UMA AJUDADORA: Naturalmente o líder não é capaz de fazer tudo sozinho;
3. O LÍDER É O RESPONSÁVEL: Na relação que existe entre o líder e sua ajudadora, qualquer problema que venha acontecer, em última análise, é culpa do mal encaminhamento ou má administração que ele desempenhou. Pois uma vez que o líder falha em sua missão, todos os que estão sob sua orientação estão sujeito a colocar tudo a perder.

A nossa sociedade atual não recebe essas ideias como sendo válidas. A psicologia e os estudiosos do comportamento humano afirmam que a Bíblia possui valores ultrapassados e que são resultados de uma cultura machista e autoritária do oriente médio. Contudo vemos o quanto o abandono desses valores ultrapassados tem custado caro para a humanidade e para a família. As consequências estão aí para quem quiser ver.

Pb. Samuel