2 de novembro de 2010

Posted by Samuel Balbino | File under : ,

 “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.” (João 17.9)

Na sua oração sacerdotal Jesus nos deu prova de quem realmente foi o alvo de sua missão como Salvador e Redentor. É comum se dizer hoje que o sacrifício de Cristo na cruz foi realizado em favor de toda a humanidade. Mas, o que nós podemos constatar nas palavras do  próprio autor da salvação é o contrário.
Jesus tencionava redimir um grupo específico de pessoa. Sua missão aqui na terra tinha um alvo bem preciso e determinado. Aliás, essa é a posição dos reformadores mais ilustres como, John Huss, Lutero, Calvino, os irmãos Valdenses, tão perseguidos e exterminados, chegaram a redigir uma confissão onde expunham essa verdade; além desses, outros também defendiam essa doutrina.
Nesse texto de João 17.9, Jesus deixa bem claro, através de sua intercessão, quem é o “público” cuja obra redentora iria alcançar. Façamos uma rápida análise do versículo.
1)É por eles que eu rogo – Jesus se dirige aqueles que o seguiam, que estavam com ele, os seus discípulos. Nesse contexto está em foco o oferecimento de Jesus, então ele só roga por aqueles por quem ele vai morrer.

2)Não rogo pelo mundo – Parece meio contraditória essa expressão de Jesus. Talvez a primeira vista sim, e se você entender que ele veio morrer por todo mundo, significando toda a humanidade, então, teremos uma contradição perturbadora. Pois, se ele veio salvar o mundo inteiro (nesse sentido já citado), por que ele não roga, não intercede pelo mundo? Ora, não há nada mais justo do que, se eu desejo o bem de alguém, e esse alguém está correndo um perigo sério e danoso, se eu puder ajudar intermediando, é claro que o farei. Se Cristo tencionasse salvar o mundo, rogaria por ele.

3)mas por aqueles que me deste – Agora sim nós temos o alvo da redenção. Jesus esclarece que o seu sacrifício, que seria realizado pouco depois, é em prol desses que ele recebeu do Pai. Não haveria sentido Jesus rogar por pessoas que nunca crerão nele. É por esse grupo determinado, que  o Pai lhe deu, que Jesus roga.

4)porque são teus – Esse final é maravilhoso. Aqui Jesus nos mostra que esses por quem ele roga, intercede, e que lhe foram dados por seu Pai, sempre foram propriedade divina. Ele disse: “me destes, porque são teus”. Isso significa que todo crente em Jesus sempre pertenceu a Deus, esta é a predestinação. De modo que não poderiam passar por esta vida sem ter um encontro com ele, afinal é sua propriedade. Deus tem um compromisso com aqueles que lhe pertence, e essa é a certeza que todos serão salvos.

Baseados nisso podemos afirmar que:
·        Jesus roga somente por seus discípulos;
·        Logo, ele não intercede e nem oferece sua vida pelo resto do mundo;
·        Jesus roga por aqueles que ele recebeu do Pai;
·        Estes que ele recebeu, já são de propriedade divina, pertencem a Deus, e são eles que recebem a salvação.

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