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O cristão e as festas juninas


"Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes." (Romanos 14:2).

Muitos ainda se questionam se um cristão pode ou não participar de festas juninas, ou mesmo se uma denominação evangélica deve promover um eventos desse tipo. O texto citado mostra a resposta do apóstolo Paulo a uma questão de usos e costumes da época e que serve para analisarmos o problemas das festas do mês de junho em nosso tempo.

Paulo deixa claro que há pessoas cuja mente ainda estão subordinadas a temores por vezes infundados. O fato de alguns se recusarem a comer carne (talvez mais precisamente a de porco), mostra que a mente delas ainda não estava totalmente liberta de preceitos humanos ou ainda não compreendiam totalmente a liberdade conferida por Cristo ao seu povo. Mas ao contrário da atitude de alguns de nós, o apóstolo recomenda paciência para lidarmos com essas pessoas e não criticá-las ou sair por aí taxando-as de legalistas ou coisa do tipo. No meu modo de ver precisamos orar por elas e evitar criar atritos sobre nossas próprias convicções. Deus abrirá os olhos de todos no tempo dele.

Outra recomendação importantíssima é para as pessoas que frequentemente se "escandalizam" ao ver "crentes" participando de festas juninas. Elas não tem o direito de condenar e julgar os outros como pecadores pelo simples fato de estarem participando de uma confraternização. Se em sua consciência você não se sente "livre" para participar, não queira impor o seu jugo aos outros também. Precisamos partir do pressuposto que não existe nem uma passagem bíblica que sustente tal proibição, o que nos leva a concluir que é mais uma proibição meramente humana e fundamentada apenas (na maioria das vezes) em um desejo obscuro de querer mostrar "santidade".

Finalmente, ainda alguns vão apelar para o argumento de que as festas juninas são de cunho religioso e ao participarmos estaríamos endossando a veneração aquela "santo" ou à sé Romana. Na verdade já faz tempo que as festas juninas perderam essa conotação de religiosidade e ainda que permanecesse tenho certeza que as denominações evangélicas que promovem festas da colheita ou algo parecido procuram enfatizar que ali não está se celebrando homenagem a quem quer que seja, mas apenas que, como Igreja de Deus, estão reunidos para se alegrarem e confraternizarem uns com outros - Coisa que até onde sei não é pecado.


Ir. Samuel


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