30 de dezembro de 2011

Posted by Samuel Balbino |


Quero desejar a todos os leitores e seguidores do Blog Nova Reforma uma feliz ano novo. Que nesse novo ano que adentramos possamos corrigir os erros deixados em 2011, que possamos nos tornar cristãos melhores, mais ordotoxos, mais amantes das verdades sagradas e assim prossigamos para o alvo, o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus!


A luta continua!
Em meu nome, e de toda a Congregação em Amor e Graça, nós vos saudamos: Graça e Paz!!



Pr. Samuel Balbino

24 de dezembro de 2011

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"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9.6).

Vinde e adoremos, porque Deus cumpriu as promessas feita aos antigos e honrou o seu nome nos enviando o seu filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, o cordeiro que não encobre os pecados, mas que os apaga definitivamente. Grande júbilo hove naquela noite, que este mesmo júbilo possa haver em nós, pois nasceu o salvador, a oferta em propiciação pelos pecados dos judeus e não somente por eles, mas pelo mundo inteiro. Desejo a todos um feliz natal e um excelente ano novo, que Deus possa continuar nos abençoando nos vínculos do Calvário!


Pr. Samuel
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Por Hermes C. Fernandes
 
Tenho lido muitos artigos publicados na internet que são contrários à celebração natalina. Argumenta-se que o Natal seria uma festa pagã, travestida de celebração cristã. O dia 25 de dezembro seria o dia do nascimento do deus Sol, Mitra. Com a adesão do imperador romano ao cristianismo, a data foi cristianizada, tornando-se a data oficial de comemoração do natal de Jesus.
 
Para alguns, tudo isso não passa de paganismo. Algumas igrejas sequer comemoram a data. Preferem celebrar as festas judaicas, em um claro retorno às raízes hebréias, e à prática da Lei Mosaica.
 
Árvore de Natal tornou-se símbolo de idolatria; há quem diga até que sua silhueta lembre a imagem da Senhora Aparecida!
 
Ok! Antes de aderir a esse modismo, que tal ponderar um pouco? Tirando Jesus do Natal, o que sobra?
Como se não bastasse a figura do Papai Noel a usurpar o centro das atenções, os cristãos resolveram dessacralizar a data. O Natal deixa de ser a celebração do nascimento de Jesus, e passa a ser… mais uma festa pagã?! O deus Sol agradece. Estamos devolvendo a ele, o que lhe foi tomado.
 
Há projetos de lei aqui nos Estados Unidos querendo acabar com o feriado de Natal, por acreditar que sua celebração fira a liberdade de culto, menosprezando outras tradições religiosas.
 
Muitos cristãos têm se manifestado aqui em favor da manutenção do feriado natalino. Mas no Brasil, são os próprios cristãos que resolveram tomar a contra-mão, e se manifestarem contrários ao Natal. Em vez de cantatas, silêncio. Em vez de peças teatrais falando do nascimento do Salvador, vazio. Nada de presentes, nem Ceia Natalina, nem árvores, nem casas decoradas…
 
Em vez de dizer “Feliz Natal”, muitos preferem dizer “Boas festas”. Até rádios evangélicas aderiram ao modismo, com receio de perder audiência dos que rejeitam a celebração natalina.
 
Há, porém, uma contradição aqui. Os mesmos crentes que se recusam a celebrar o Natal, insistem em celebrar a passagem do Ano Novo.
 
Ora, se formos coerentes em nosso raciocínio, devemos adotar o calendário judeu, e deixar pra comemorar o novo ano mais tarde. Devemos adotar o ano lunar, em vez do solar. Nosso calendário solar honra o deus Sol! E o que dizer dos meses do ano? Deveríamos riscar de nossas folhinhas os meses de Julho e Agosto, pois os mesmos foram criados para honrar imperadores romanos que se diziam deuses, Júlio e Augusto.
 
Os mesmos crentes que se negam a celebrar o Natal, por achar que é fruto do sincretismo entre o cristianismo e o paganismo, vão para as praias festejar a entrada do Ano Novo, e montam tendas ao “Pai das Luzes”, para tentar evangelizar os espíritas que vão fazer suas oferendas aos Orixás.
 
Ora, se Paulo pôde enxergar em um espaço cúltico (altar) oferecido a uma divindade desconhecida, um lugar de adoração ao Deus cristão, por que não poderíamos enxergar em uma data pagã uma oportunidade de adorarmos a Deus, dando-Lhe graças por nos haver enviado Seu Filho Jesus?
 
O fato é que por trás dessa sórdida campanha contra o Natal há interesses inconfessáveis. Pense comigo: Celebrar o Natal envolve gastos com presentes, decoração da casa, ceia natalina, etc. Se os crentes o celebrarem, não terão dinheiro para participar daquela poderosa campanha de fim de ano, onde se rascunha o projeto de vida para o ano seguinte. Sem os gastos com o Natal, o décimo-terceiro se torna forte candidato a ser entregue como oferta na igreja.
 
Lembro de uma jovem senhora de nossa igreja no Engenho Novo, que depois de anos participando de uma dessas igrejas, finalmente conheceu a graça de Jesus, rompeu com o legalismo, e pela primeira vez em muitos anos, montou em sua casa uma árvore de Natal. Seu filho, pré-adolescente, jamais tinha tido esta alegria.
 
E pensar que meu sogro se converteu num culto natalino em que preguei sobre “o Deus que Se fez carne”…
Que Deus desperte o Seu povo para a realidade, e que voltemos a aproveitar a atmosfera natalina para dar testemunho do grande amor de Deus, que foi capaz de nos enviar o Seu único Filho para nos salvar de nossa mediocridade.
 
Desde já, desejo a todos um Feliz Natal e um Surpreendente Ano Novo!
 
Em tempo: a árvore de natal foi inventada pelo grande reformador protestante Martinho Lutero. Ele escolheu o prinheiro por ser a única árvore capaz de resistir ao intenso frio do inverno Alemão, sem perder suas folhas. As bolas com que enfeitou a primeira árvore natalina representava, segundo ele, os frutos do Espírito na vida cristã.

http://www.hermesfernandes.com/2009/12/por-que-muitas-igrejas-deixaram-de.html



20 de dezembro de 2011

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“Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus predestinou desde a eternidade para a nossa glória” (1ª Coríntios 2.7, RV)

O que podemos concluir da sabedoria de Deus com base nesse versículo? Sim, alguns de fato irão atentar primeiramente para a predestinação! Sabe por que isso acontece? Porque boa parte do povo cristão têm a mente bloqueada para a soberania de Deus. Talvez se apressem alguns e digam: Calma Samuel! Nesse versículo não temos nada sobre pessoas predestinadas para a salvação! Quem disse que não? Ainda que o sujeito que sofre a ação do verbo predestinar não sejam pessoas, como em outros casos, ainda sim temos ai uma evidência do poder selecionador de Deus.

O apóstolo Paulo fala sobre sabedoria. Ora, como podemos delimitar o que seja sabedoria? Se todos nós fôssemos contemporâneos do maior dos apóstolos, se tivéssemos vivido em seus dias, a noção que nos viria à mente logo de imediato seria da filosofia grega. É um pouco difícil associarmos hoje a sabedoria estritamente a filosofia, pois em nosso mundo globalizado tivemos contato com diversas culturas e vários conceitos diferente do que venha a ser sábio. De repente a idéia de sabedoria pode não ser a mesma para toda e qualquer pessoa. Por exemplo, para alguém que pesquisa ou tem alguma simpatia pela cultura oriental, o conceito de sabedoria fique mais evidente diante dos provérbios chineses, conhecidos por tratar de temas muito abrangentes e na maioria das vezes de sentido muito forte e ilustrativo. Dessa forma a primeira coisa que lhe vem à mente quando se ouve falar em sabedoria são os velhos provérbios dos sábios orientais.

Mas nos tempos bíblicos o conceito mais forte que havia de sabedoria era a filosofia grega. As pessoas sentavam nas praças para debaterem sobre as questões da vida, procuravam explicá-las, entendê-las. É nesse contexto que surge um grupo de homens galileus e iletrados falando de um tal Cristo, alguém que teria morrido e ressuscitado depois de três dias. Ora isso é impossível de se crê – talvez tenha dito algum dos pensadores da época. O que para eles é considerado como um atestado de loucura, na verdade é o manancial e a fonte de toda e verdadeira sabedoria.

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gregos...” (1ª Coríntios 1.22).
 
Então isso quer dizer que para o resto do mundo, pregar a Cristo crucificado era considerado uma das coisas mais absurdas que se poderia ouvir. É um pouco difícil compreendermos isso porque nascemos em uma época totalmente diferente, já crescemos ouvindo falar de Jesus e já se estabeleceu no consciente coletivo que existe um Deus e de certa forma já temos algum conceito do que seja a salvação.  Mas não havia nada nem se quer parecido quando os pescadores da Galiléia começaram a pregar. Eles foram considerados loucos ainda nem tinha saído de sua nação:
 
“Todos, antônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isso dizer? Outros, porém, zombavam, diziam: Estão embriagados!” (Atos 2.12).
 
Pessoas de várias nações estavam ali vendo homens e mulheres sem nenhuma instrução falando em idiomas que nunca tinha aprendido ou estudado, e falavam as grandezas de Deus. Não é estranho que o pensamento “racional” das pessoas ali presentes julgasse mal o evento que ocorria ante seus olhos. A  questão é que para racionalidade deles isso era impossível! Este é o problema da sabedoria humana: Ela não acredita nas coisas de Deus. Se para se manter um relacionamento com o Eterno é preciso acreditar  nele, e isso também implica em crer nas coisas que ele faz e opera, logo podemos discernir que a sabedoria humana é incapaz de reconhecer a Deus, pelo contrário; ela afasta ainda mais o homem da Divindade.  Razão pela qual diz o maior dos pecadores:
 
“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1ª Coríntios 1.21).

Não vemos com muita freqüência personalidades consideradas super inteligentes ou muito sábias diante da nossa sociedade moderna confessando a Cristo como Senhor. Recentemente perdemos uma das mentes mais brilhantes que a humanidade já teve, Steve Jobs, fundador da Apple. Este homem foi o responsável por boa parte da informatização do mundo. Suas idéias possibilitaram que o conhecimento estivesse ao acesso de qualquer pessoa em qualquer lugar da terra. Ele e Bill Gates criaram as funcionalidades para os computadores que hoje nos são tão comuns. Agora mesmo estou escrevendo esse texto graças a uma das idéias geniais que Jobs teve. E antes de morrer ainda nos deixou uma novidade que promete revolucionar mais uma vez a era digital. Com a criação dos tablets, o acesso a internet e a leitura de livros fica ainda mais acessível e confortável. Varias editoras agora estão publicando seus livros em versões eletrônicas justamente para se aproveitarem dessa tecnologia criada por Jobs que possibilita em um simples “computador portátil” se possuir mais de cinco mil livros, e ainda ser capaz de lê-los com o mesmo conforto e comodidade de um exemplar impresso. Por que estou falando sobre isso? Para poder mostrar que mesmo alguém que contribuiu de maneira tão grandiosa para o avanço da sociedade moderna e que beneficiou até mesmo a pregação do evangelho, não pode, contudo, alcançar a sabedoria de Deus. Steve Jobs era budista, e ainda antes havia se envolvida com outra religião indiana, além de drogas e vida dissoluta. Ele não foi um exemplo de como servir a Deus porque nunca o fez. Teve muita sabedoria, mas não a sabedoria do alto. Isso prova que não é a intelectualidade que possibilita ao ser humano conhecer a Deus, porque se fosse assim homens do grau de Steve Jobs entenderiam mais de Bíblia do que todos nós juntos. Fica absolutamente claro que a sabedoria de Deus é algo que ele exclusivamente revela a quem ele quer.
 
“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graça te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelastes aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém sabe quem é o filho senão o Pai; e também ninguém sabe quem é o Pai senão o filho, e aquele a quem o filho o quiser revelar” (Lucas 10.21,22).
 
Fica claro que Deus dispõe de total liberdade para escolher a quem irá se revelar. Não está no homem essa iniciativa, mas unicamente no Eterno. Isto é maravilhoso porque nos revela mais uma vez a doutrina da soberania divina. A sabedoria verdadeira é uma dádiva, e como tal só é dada a quem aprouver a Deus concedê-la. 
 
Questionam-se muitos os motivos pelos quais Deus não se revela plenamente a todos ou o que ele leva em consideração para revelar-se apenas a alguns. Este tipo de pergunta tem por trás um falso senso de justiça que pode parecer à primeira vista muito coerente levando-se em conta que todo e qualquer ser humano é moralmente capaz de definir o que é plenamente justo e correto. Todos temos absoluta certeza do que é certo ou errado, mas isso não significa que podemos definir plenamente o que é justo e correto. Primeiro porque quando falamos sobre o que é certo ou errado, estamos nos referindo ao padrão de Deus. Este padrão é revelado na sua Lei. Por exemplo, a lei diz que não devemos matar. Nós sabemos que não devemos matar, e por quê? Porque a Lei nos diz. Mas se não tivéssemos a Lei como encararíamos essa questão? De uma maneira totalmente diferente, talvez até tivéssemos receio de matar alguém, mas não temeríamos está violando uma ordem de Deus, pois não teríamos nada da parte dele que nos proibisse de matar. Assim, quando dizemos que todo homem sabe o que é certo e errado, isso se refere ao padrão que já nos foi deixado claro nas Escrituras. Mas nenhum ser humano está apto a dizer precisamente o que é justo e correto, porque isso implicaria em dizer que o homem é justo e correto. Quero dizer que os homens sabem o que é certo enquanto Deus os revela o que é certo. Não havendo revelação de Deus, não pode ninguém definir precisamente o que é justo, somente ele mesmo o sabe. É por isso que certa vez diz:
 
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor, porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos”. (Isaías 55.8,9).
 
Estive meditando sobre a mensagem por trás desse versículo. E fico me perguntando: Meu Deus, que comparação é essa? Imagino que alguém já tenha visto, pelo menos pela Tv, alguém saltando de pára-quedas ou fazendo algum esporte radical que exija isso. Quando se está lá em cima e se olha cá pra baixo a sensação é que todos aqui são formigas. Podemos também ter essa impressão quando estamos na cobertura de um prédio muito alto. Você não pode identificar uma pessoa aqui em baixo vendo-a lá de cima. Faça essa experiência um dia. Suba em um prédio muito alto e tente olhar pra baixo e reconhecer alguém. É simplesmente impossível. A distância nos impede de distinguirmos com clareza os traços de qualquer rosto ou objeto. O problema não é somente a distância, mas a nossa limitação. O aparelho ocular não tem tanta capacidade assim, é por causa dele que não conseguirmos enxergar algo que está tão distante de nós. Quando o Senhor nos diz que os pensamentos dele estão muito acima  dos nossos, está afirmando que não possuímos capacidade para compreedê-los na sua plenitude. Seria o mesmo que tentar enxergar a olho nu uma pedra no solo de Marte.
 
Não devemos questionar o por quê Deus age dessa ou daquela maneira. Os homens sim devem ser questionados e não o Senhor. Devemos humildemente nos prostrar diante dos desígnios divinos e amá-los do modo que eles são. Isso revela confiança, e confiança cega mesmo. Aquele que não confia cegamente em Deus ainda não teve um encontro real e superlativo com ele. Por outro lado aqueles que confiam se lançam de cabeça, corpo e alma sob sua palavra e amam aquilo que por ele foi instituído sem tirar e nem lhe acrescentar coisa alguma. Assim devemos ser nós - os que alcançamos a verdadeira sabedoria.

Pr. Samuel

17 de dezembro de 2011

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Estes dias liguei minha Tv e comecei a procurar algo que realmente valesse à pena assistir. Enquanto passeava pelos canais me deparei com um programa evangélico. Havia um “pastor” com um tom muito prepotente que esbanjava soberba em cima de um púlpito, mas as pessoas que o ouviam pareciam não perceberem isso. Parei e deixei por alguns minutos sintonizado para ver até aonde aquilo ia. O tal pastor estava muito irritado porque ao que parece alguns políticos estavam perseguindo a sua denominação ou algo do tipo. Muito eufórico, o pastor que se auto-denomina “apóstolo” esbravejava da plataforma com quem tem muita autoridade naquilo que diz.

Lembro-me também que ele constantemente apelava para os muitos “milagres” que teoricamente acontecem nas reuniões feitas naquele lugar. Conclamava as televisões para que fossem lá filmar e verem cegos enxergarem, paralíticos andarem e cancerosos serem restaurados.

Num ímpeto de ira ele vocifera: Cuidado! Se se levantarem contra esse ministério, eu amaldiçoou e a mão de Deus vai pesar! Após ouvir isso ao vivo da boca de um homem que se julga ministro de Cristo me veio à mente a pergunta: O que fizeram com o evangelho?
Sem dúvida alguma isso que estão pregando por ai a fora não é o evangelho de Jesus Cristo. A ameaça feita por esse sujeito proclamado apóstolo não é uma atitude esperada de um homem de Deus. Certa feita os verdadeiros apóstolos intentaram fazer isso e o próprio Senhor os repreendeu:

“Ora, quando se completavam os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. Enviou, pois, mensageiros adiante de si. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque viajava em direção a Jerusalém. Vendo isto os discípulos Tiago e João, disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir como Elias também fez? Ele porém, voltando-se, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia”  (Lucas 9.51-56).

Certamente que sair por ai amaldiçoando os outros não é coisa para um cristão fazer. Mas além disso, ocupar um horário tão importante da Tv para fazer este tipo de coisa é no mínimo uma grosseria para com aqueles que desejam realmente pregar o evangelho nas mídias modernas, porém não dispõe de recursos financeiros suficientes para isso. Os verdadeiros apóstolo em sua época usaram a tecnologia a seu favor, viajando de um lado para o outro em navios para anunciar a palavra ao maior número possível de pessoas, além de escreverem todo o material que hoje dispomos como o Novo Testamento. É evidente que a única meta deles era anunciar o evangelho.

Onde está este evangelho hoje? Não se vê pregadores televisivos falando do evangelho. Vemos eles vendendo livros, Dvds, antenas, entradas para congressos e etc. Outros usam do sensacionalismo e da ignorância dos incautos para angariarem adeptos, o que significa mais dinheiro entrando em seus cofres, uma vez que lá as pessoas são incentivadas e sugestionadas a darem seu dinheiro em troca das bênçãos. E não venha estes palradores frívolos e nem seus defensores dizerem que não é verdade, porque só não vê isso quem for cego.

Covil de salteadores! Raça de víboras! São estes os títulos que Cristo tem para vocês, os que usam o evangelho como fonte de lucro. Seduzem os pobres para lhes extorquir até o último centavo e os cativa para não perceberem o abismo no qual estão caindo.

O verdadeiro evangelho hoje não está sendo pregado na Tv. Ele está nas pequenas congregações esquecidas do resto do mundo, está na boca dos pastores desconhecidos e sem fama que devotam suas vidas para alcançar pecadores. Está com o pobre missionário que renunciou a tudo para levar a mensagem num país de língua estranha, de povo estranho e longe de sua terra e família. O verdadeiro evangelho está oculto, e só é descoberto àqueles a quem Deus quiser revelá-lo.

A esperança dos autênticos crentes é que um dia todos os exploradores da fé receberão a sua devida punição.

“Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda” (2ª Pedro 2.3, NVI).

Pr. Samuel

14 de dezembro de 2011

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Por Richard Gaffin

É visão amplamente difundida hoje que todos os dons mencionados em Romanos 12, I Coríntios 12, e Efésios 4 foram dados para permanecer na igreja até o retorno de Cristo. A percepção de que certos dons cessaram é vista como um estratagema desesperado, em flagrante descuido para com o claro ensino bíblico, algo pouco convincente, uma racionalização a posteriori de uma igreja embaraçada pela ausência destes dons em seu meio. Não obstante, há várias linhas de ensino do Testamento Novo que, na sua convergência, apontam para a conclusão de que a profecia e as línguas foram designadas para cessar antes do retorno de Cristo, e de fato cessaram. Neste capítulo, serão esboçadas estas linhas, algumas delas mais completamente que outras.

A. A Natureza Temporária do Apostolado
Passando por sobre os detalhes do debate que tem envolvido muito os eruditos bíblicos sobre o papel do apóstolo, é uma generalização justa dizer que no Novo Testamento o termo tem uma de duas referências básicas: (1) pode se referir ao representante de uma igreja em particular, a quem temporariamente foi delegada uma tarefa específica (II Cor. 8.23; Fp 2.25; talvez Atos 14.4, 14). (2) A mais importante e dominante referência, tal como aparece em I Coríntios 12.28, 29 e Efésios 4.11, é quanto aos apóstolos de Cristo. Neste último sentido, os apóstolos são limitados em número (quantos, pode permanecer uma questão aberta aqui), e confinados à primeira geração da história da igreja. Este caráter temporário do apostolado pode ser visto de vários ângulos: (1) uma exigência era que o apóstolo fosse uma testemunha ocular e auditiva do Cristo ressuscitado (João 15.27; Atos 1.8, 22; 10.41). Paulo considera esta exigência como tendo sido atendida no caso dele pelo aparecimento de Cristo a ele na estrada de Damasco (I Co 9.1; 15.8e.d.; cf. Atos 9.3-8; 22.6-11; 26.12-18). (2) Paulo sugere que ele é o último dos apóstolos (I Co 15.8e.d.: “... último de todos... o menor dos apóstolos...”; talvez também 4.9: “...a nós, os apóstolos, em último lugar,” onde, provavelmente, “nós” não inclui Apolo [v. 6] mas é limitado a Paulo, desde que as experiências atribuídas a “nós” nos versos imediatamente seguintes [9b-13] são melhor compreendidas como a própria experiência individual de Paulo). (3) As Epístolas Pastorais tornam claro que Paulo vê Timóteo, mais do que qualquer outro, como o sucessor pessoal dele. A tarefa do ministério do evangelho designada por Paulo deve ser assumida e continuada por Timóteo (e outros). Mesmo assim, Paulo nunca o designa como apóstolo. De acordo com o Novo Testamento, “sucessão apostólica” em um senso pessoal é uma contradição em termos. A atividade dos apóstolos na igreja é “de uma vez por todas”. Qualquer um que esteja trabalhando com o Novo Testamento é então compelido a reconhecer o caráter temporário do apostolado. Esta conclusão tem sido negada ao longo da história da igreja e ainda há hoje os que resistem a ela. Com eles nós temos que dividir a companhia sobre este ponto, lamentavelmente. Mas onde for aceita, várias outras conclusões se tornam envolvidas. Por um lado, com tudo que é singular e preeminente sobre o ofício do apóstolo, posto que Paulo lista este dom como um (o primeiro) entre outros dons dados à igreja (I Co 12.28e.d.; Ef 4.11), há que se notar claramente não ser o caso que todos os dons mencionados por Paulo devam continuar até a volta de Cristo. Tampouco, por consequência, defender a posição de que um (ou mais) destes dons tenha sido retirado há de implicar, necessariamente, na negação da autoridade e aplicabilidade contínua da Bíblia. Além do mais, a distinção apostólico-pós-apostólico não é imposta sobre o Novo Testamento e sobre a história da igreja, mas é determinada pelo próprio Novo Testamento. As epístolas pastorais, em particular, são escritas para efetuar a provisão para o futuro pós-apostólico da igreja. Por conseguinte, a demanda que compromete a todos os que reconhecem a natureza temporária do apostolado, especialmente devido à sua importância óbvia e central, é determinar que elementos da vida da igreja são, assim, tão integralmente associados com o ministério dos apóstolos, a ponto de terem desaparecido junto com a cessação do apostolado, e quais elementos continuam no período pós-apostólico da igreja.

B. O Caráter Fundacional do Testemunho Apostólico
A atividade singular mais importante dos apóstolos seguramente é aquela já salientada, a saber, de testemunhas de Cristo (por exemplo, João 15.27; Atos 1.8; 13.31). Os apóstolos exibiram um testemunho autorizado e revestido de poder pelo próprio Cristo, concernente à sua ressurreição, como sendo o cumprimento da história do pacto (por exemplo, Lucas 24.48; Atos 1.22; 2.32; 4.33; 10.39-41). Por causa da centralidade e das implicações de longo alcance da morte e ressurreição de Cristo, este testemunho é uma interpretação abrangente de sua pessoa e obra. Não é limitado à proclamação dos fatos básicos do evangelho aos incrédulos. Antes, é de uma só essência com, ou melhor, é a totalidade da pregação e ensino apostólicos, seja oral ou escrito (II Ts 2.15). Consiste em declarar nada menos que “todo o conselho de Deus” (Atos 20.27), revelado na vinda do reino de Deus (por exemplo, v. 25) e a revelação do mistério em Cristo (por exemplo, Rom. 16.25e.d.), para a salvação do seu povo e a renovação de toda a criação (II Co 5.17; Ap 21.5).

Talvez a mais ampla perspectiva desta tarefa de testemunha seja oferecida em Efésios 2.19e.d. Nesse texto Paulo vê a igreja da nova aliança (conf. vv. 11e.d.) como o resultado da grande atividade de edificação de Deus no período entre a ressurreição e a volta de Cristo (conf. II Pe 2.4-8). Laborando desse modo, Paulo denomina os apóstolos, juntamente com Cristo, como a base, o fundamento da igreja-edifício (v. 20). Não é dito isto para que se ofusque ou se negue a superioridade da pessoa e da obra de Cristo como fundamento exclusivo da igreja (I Co 3.11), mas para incluir os apóstolos e a atividade deles dentro de um objetivo específico. Os apóstolos suplementam a obra de Cristo, não por expiação adicional ou por realizações redentivas de sua parte, mas pela sustentação do testemunho acerca da obra de Cristo. Em termos desta passagem, os apóstolos não são, como Cristo é, a paz que fez judeus e gentios um só, pela destruição da inimizade e pela reconciliação de ambos com Deus, bem como de um com o outro (vv. 14-16). Mas eles são os porta-vozes por meio de quem o Cristo exaltado vem e apregoa a paz-unidade tanto a judeus quanto a gentios (v. 17). A obra de Cristo uma-vez-por-todas, fundacional, consumada na sua morte e ressurreição, é ligada ao testemunho uma-vez-por-todas, fundamental, dos apóstolos com respeito àquela obra. Tal testemunho é antecipado em Mateus 16.18, onde Jesus chama Pedro, em sua confissão (conf. v. 16), na qualidade de representante dos demais apóstolos, de a pedra sobre a qual ele edificaria a sua igreja.

Os apóstolos não fazem parte da fundação por causa de sua precedência cronológica na igreja (se fosse assim, a inclusão de Paulo seria duvidosa; conf. especialmente I Co. 15.8e.d.) ou porque o seu número fosse fixo (o Testamento Novo não tem por interesse delimitar seu número preciso). Nem são eles o fundamento por causa de sua raça (judaica). O ponto da passagem não é a unidade entre judeu e gentio exibida no fato de que gentios sejam edificados sobre um fundamento judeu, mas uma unidade entre judeu e gentio porque ambos são edificados sobre a base, que é Cristo, o qual, junto com os apóstolos e profetas, estabelece o fundamento. Os apóstolos não são parte do fundamento por qualquer razão ou característica de suas pessoas à parte do exercício de suas funções (apostólicas). Por outro lado, o fundamento não é o testemunho apostólico abstraído dos próprios apóstolos. A escolha entre um entendimento pessoal e um impessoal acerca do fundamento é um falso dilema exegético. O fundamento é os apóstolos na qualidade de apóstolos testemunhas, os apóstolos em termos da revelação dada a eles e pronunciada por eles (conf. Ef 3.5).

É também importante perceber que o fundamento aqui é absoluto e histórico em seu caráter. Ele não descreve situações particulares as quais o evangelho alcança pela primeira vez, indiferentemente de tempo e lugar. Antes, é parte de uma imagem histórico-redentiva única, abrangente (edificação)[1], a qual encena, no caso dos apóstolos como também de Cristo, o que é realizado uma única vez, ao início da história da igreja, e não permite repetição. O período, além deste que é fundacional, não é um tempo de reassentar perpetuamente o fundamento, mas é o da superestrutura que é construída em cima deste fundamento (que é definitivamente assentado). A natureza fundacional do testemunho abrangente dos apóstolos nos permite apreciar uma ênfase correlata na “tradição” apostólica a ser rapidamente assumida, como já encontrada em II Tessalonicenses (2.15; 3.6), sobre o “depósito” a ser guardado, nas cartas pastorais (I Tm 6.20; lI Tm 1.14) e na “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3). Esta ênfase reflete a autoridade conexa do testemunho dos apóstolos e estabelece linhas que preparam e apontam o caminho para o eventual surgimento do cânon do Novo Testamento (veja lI Pedro 3.16, onde as cartas de Paulo são já consideradas no mesmo nível das “demais Escrituras”).


Publicado no Blog Os Puritanos -  ospuritanos.blogspot.com


[1] Entenda-se a idéia da palavra “abrangente” que aqui traduz “comprehensive”, no senso de Atos 20.27 já mencionado – o testemunho apostólico como “todo o conselho (ou desígnio) de Deus” (N. do T.).
Extraído do livro "Perspectivas sobre O Pentecostes", Richard B. Baffin Jr., Ed. Os Puritanos, páginas 97 a 101.
 
 

13 de dezembro de 2011

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O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), afirmou na semana passada ao Terra TV que o fato de segmentos políticos afirmarem que a homossexualidade é uma opção é um equívoco.

“é um equívoco, pois significa desconhecer uma série de ‘conquistas’ que a ciência já fez no sentido de mostrar que nós não optamos por isso”.

O deputado, assumidamente homossexual, é favorável ao PLC 122, projeto de lei desarquivado pela senadora Marta Suplicy (PT - SP), que trata da união homoafetiva. Ele também defende a implementação do que é conhecido como "kit gay", apelido dado às cartilhas e vídeos sobre preconceito e bullying que o Ministério da Educação quer distribuir em escolas públicas.

Pastores e cientistas divergem sobre o assunto. O reverendo Marcos Amaral, que é pastor e psicólogo clínico falou ao The Christian Post que a maioria dos estudos científicos não comprovam que a homossexualidade é determinado biologicamente.

“Existem estudos bastante ricos e avançados que acompanharam o cérebro de homossexuais e verificaram que eles emitem conexões entre os neurônios bem parecidas com as de uma mulher. Mas isso não significa que isso comprove que a homossexualidade é algo determinado biologicamente”, disse Amaral ao CP.

O líder religioso explica que os estudos científicos mostram que pressões externas acabam moldando o comportamento do indivíduo, que o levam a agir de determinada maneira.

“Via de regra”, diz o pastor, “os homossexuais possuem problemas com a figura paterna, geralmente o pai é omisso ou violento”, diz. “Além disso, Freud já chamava a homossexualidade de perversão libidinal”, cita.

Apesar dessa ideia de que pressões externas e as dinâmicas da vida moldam o comportamento dos homossexuais, segundo Amaral, “não devemos demonizá-los”.

Mas para a geneticista Mayana Zatz, que responde a perguntas de leitores na Veja, ainda não existe uma comprovação científica sobre o assunto.

“Embora em minha opinião exista uma predisposição genética para um comportamento homossexual, pesquisas científicas que provem isso na prática são muito difíceis de serem realizadas”.
A homossexualidade é uma opção ou uma determinação genética? A questão é polêmica e gera intensos debates entre homossexuais, heterossexuais, religiosos, cientistas e até no meio político.

A cientista indica que pode existir uma “herança multifatorial” neste caso, onde vários genes interagem com o ambiente para determinar uma característica.

“Entretanto, a identificação de genes responsáveis por traços multifatoriais é extremamente difícil”, disse Zatz, de acordo com a Veja.

A cientista afirma que até hoje não foram ainda identificados os muitos genes que determinam a estatura e sabe-se com certeza que trata-se de um traço com grande influência genética.

Por outro lado, durante muito tempo, o autismo também era atribuído ao ambiente e hoje, ela explica, sabe-se que o comportamento autístico é uma característica genética, embora a busca para os genes responsáveis ainda continue.

Ela conclui que o avanço nas pesquisas e tecnologias poderá talvez elucidar esse enigma no futuro próximo.
 
 
Fonte: The Christian Post

12 de dezembro de 2011

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Cantora Ana Paula Valadão, uma aduladora por excelência
A Globo vai exibir um “especial” gospel. Quem diria que um dia isso poderia acontecer? Até pouco tempo atrás a maior emissora do país fazia vista grossa ao evangelicalismo no Brasil; e o pior, com o advento dos pentecostais até passou a criticá-lo duramente. É claro que a IURD teve um papel fundamental nessa perseguição por parte da rede Globo. Ela surgiu fazendo um verdadeiro estardalhaço na sociedade “emburrecendo” as pessoas por torpe ganância. Podemos dizer até que o único segmento realmente combatido pelas organizações Marinho foi a “empresa” do Edir Macedo, mas por outro lado a ausência de qualquer manifestação em favor da Igreja Evangélica na Globo poderia ser entendida como uma triste indiferença. Todas as demais emissoras ou possuem programas cristãos em sua grade ou já levaram pastores e cantores evangélicos em seus programas de auditório ou entrevistas. A Globo não fazia isso.

Com o crescimento alarmante (e diria preocupante) dos “evangélicos” no país, as organizações Globo perceberam um mercado bastante lucrativo, principalmente na área fonográfica. Diferentemente dos cantores seculares, os cantores “gospel” dificilmente saem do cenário musical. Estão sempre gravando, e agora com o surgimento de novas “febres” no mercado, as constantes “revelações” que estão bombando fazem os cofres da Som Livre arrebentaram de tão cheios.

A Globo não investiriam em algo que não lhe rendesse lucro. A questão é: Até que ponto toda essa ascensão da “cultura” gospel é benéfica? Primeiramente vamos concordar que os cantores que  foram escolhidos para realizar o tal evento deixam muito a desejar em suas músicas. Na verdade são mais um bando de “aduladores” do que adoradores. Suas músicas de cunho triunfalista e por vezes heréticas, por não possuírem base bíblica alguma, alisam o ego dos ouvintes dizendo aquilo que eles querem ouvir, da mesma forma que a música secular tem enchido os ouvidos alheios de pornografia e valores não cristão, ou seja, aquilo que o mundo perdido também quer ouvir. Assim sendo, não vejo com entusiasmo nada disso, antes é tudo mais uma grande “sacada” comercial que não visa bem algum à pregação do evangelho.


Pr. Samuel (um inconformado)


11 de dezembro de 2011

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Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).

E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de todas a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.



Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB)

10 de dezembro de 2011

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Por Sandro Baggio

Em maio de 1990 eu era missionário da OM e estava à bordo do navio Logos II. Estávamos ancorados em Bremenhaven, porto da cidade de Bremen no norte da Alemanha. Uma noite, ao sair com amigos para conhecer aquela bela cidade, fomos ao Marktplatz que estava lotado de pessoas. Parecia uma Oktoberfest (apesar de eu nunca ter ido a uma). A OM tinha uma lei-seca, ou seja, nenhum de seus missionários tinha permissão para ingerir bebidas alcoólicas enquanto estivesse trabalhando com a organização. Mas alguém sugeriu que, estando naquele local, devêssemos tomar algo. Eu não sabia exatamente o que beber e, diante de minha indecisão, foi sugerido uma cerveja doce. A idéia soou agradável e aceitei. Logo que chegou, tomei a cerveja de tonalidade bem clara, servida num copo semelhante a uma pequena taça, diferente das canecas servidas aos outros da mesa (e bem menor que estas!). Bebi tranquilamente. E fiquei bêbado como uma égua. Ao retornar para o navio, subi o passadiço com muito cuidado e passei pelo vigia noturno calado, orando para que ele não notasse meu estado. Além de me deixar muito envergonhado, aquela situação trouxe-me lembranças dolorosas da infância.

Eu cresci num lar manchado por tumultos decorrentes do abuso do álcool. Parte de minha infância foi um verdadeiro inferno por causa das bebedeiras de meu pai. Quando criança, era comum beber até ficar bêbado nas festas de fim de ano. Com onze anos, comecei a beber com meu irmão um ano mais velho. Comprávamos vinho e cachaça e esperávamos o dia em que minha mãe e irmãs estavissem fora de casa para chamar uns amigos e encher a cara. Numa destas “festas”, meu irmão teve um coma alcoólico, foi internado às pressas e por muito pouco não morreu. Foi o fim de nossas bebedeiras. Aos quatorze anos entreguei minha vida a Jesus no culto de uma igreja pentecostal e “eles ensinaram-me certo e o errado e branco e preto” como diz a canção do King’s X.

Foi somente quando estava no seminário teológico que comecei a estudar seriamente o que a Bíblia diz sobre a ingestão de bebidas alcoólicas. Fiquei surpreso ao descobrir que, contrário do que eu havia sido ensinado (e que me pareceu muito bom tendo em vista meu histórico familiar com bebidas), a Bíblia não condena beber vinho. Na Bíblia, o vinho é visto como sinal de alegria e bênção de Deus. 

Salomão fala da promessa aos que honram a Deus com seus recursos: seus celeiros ficarão plenamente cheios e os seus barris transbordarão de vinho. (Provérbios 3:9-10). Ele diz que felizes são os que comem no tempo certo para refazer as forças e não para bebedice, um alerta contra a embriaguez, ao mesmo tempo reconhece que o vinho torna a vida alegre (Eclesiastes 10:17 e 19). Semelhantemente, o Salmista louva a Deus como criador que “faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, e o vinho que alegra o coração do homem” (Salmos 104:14-15).

Ou seja, nestas e em tantas outras passagens que tratam da questão do vinho e da bebida fermentada, aprendi que a Bíblia ensina claramente que:

beber não é pecado, mas
beber demais é pecado, portanto
é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida e
às vezes, a melhor coisa a fazer é não beber.

Que beber não é pecado deveria ficar evidente, visto que o primeiro milagre de Jesus (João 2) foi transformar água em vinho numa festa de casamento. “Mas”, haviam me dito, “não era ‘bem’ vinho, não tinha fermentação, era apenas suco de uva.” Esta teoria logo caiu por terra, tendo em vista que outras passagens da Bíblia falavam sobre a possibilidade de se embriagar com o vinho, logo não poderia ser “apenas suco de uva” (ninguém fica embriagado com suco de uva). De fato, Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo recomenda-lhe beber um pouco de vinho em suas refeições. (5.23) 
 Ao tratar das qualificações dos diáconos e presbíteros, Paulo diz que eles não devem ser “amigos de muito vinho” (3.3) e nem “apegados ao vinho” (3.8), palavras que não fazem muito sentido se fosse “apenas suco de uva”. Em sua carta a Tito ele menciona o comportamento das mulheres cristãs e diz que elas não devem ser “escravizadas a muito vinho.” (2.3) Além do disso, há fortes indícios de que o próprio Senhor Jesus bebia vinho. Em contraste com João Batista, de quem o anjo disse a seus pais que ele não beberia vinho nem bebida fermentada (Lucas 1.15), Jesus foi acusado de comilão e beberrão (Mateus 11.18-19). Jesus não teve pecado algum e ele bebia. Paulo não recomendaria um pouco de vinho a Timóteo, se beber vinho fosse pecado. E a Ceia não seria celebrada com vinho, se sua ingestão fosse pecado. Um dos problemas em Corinto é que alguns estavam se embriagando na Ceia, prova que não se tratava de “apenas suco de uva”.

Muitos crentes, ao descobrirem isto, estão começando a desfrutar uma taça de vinho ou uma cerveja livres de uma consciência culpada.

O problema hoje em dia não parece ser o da abstinência forçada ou das proibições legalistas. Não vivemos mais na época da lei-seca na maioria das igrejas evangélicas brasileiras. O problema é que, cada vez mais, os crentes estão bebendo um pouco demais. Me surpreende olhar o Facebook e ver um número crescente de fotos exibindo bebidas como se fossem troféus e “confissões” de bebedeira como se fossem coisas banais. É o caso clássico de quem não sabe lidar com a liberdade e, após um período de repressão, vai de um extremo a outro.

Porque será que o homem quando foge de si mesmo Se afoga na bebida e se droga sem parar?
Será que a vida imposta é perder um vale tudo? Viver sempre chapado é melhor do que lutar?
Beber até morrer essa é a solução?… - Beber até Morrer, Ratos de Porão

Cristãos podem beber? Sim, não há proibição quanto a isso na Bíblia. Mas a Bíblia deixa absolutamente claro que embriagar-se é pecado e que os bêbados não herdarão o Reino de Deus: “…nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6:1 e Gálatas 5:19-21). 
Há diversas histórias na Bíblia sobre as consequências de embriagar-se, levando pessoas a cometerem uma série de delitos graves sob o efeito da bebida. Incesto, violência, adultério, pobreza, assassinato, depressão e loucura são alguns dos males relatados pela Bíblia que acompanham a embriaguez.

Em seu comentário da primeira carta de Paulo a Timóteo, quando Paulo recomenda ao jovem pastor que, por causa de suas enfermidades, não beba apenas água, mas também “um pouco de vinho”, Calvino diz o seguinte sobre a embriaguez:

“O termo grego usado descrevia não apenas a embriaguez, mas qualquer tipo de descontrole ao beber vinho. Beber com excesso não é só indecoroso num pastor, mas geralmente resulta em muitas coisas ainda piores, tais como rixas, atitudes néscias, ausência de castidade e outras que não carecem de menção.” E acrescenta:

“Quão poucos há em nossos dias que carecem da abstinência de água; em contrapartida, quantos carecem de ser refreados em seu uso imoderado do vinho! É também evidente que necessário se nos faz, mesmo quando queremos agir corretamente, rogar ao Senhor que nos dê o Espírito de sabedoria para nos instruir no caminho da moderação.”

Portanto, é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida. Estatísticas apontam que consumo do álcool no Brasil aumenta a cada ano, tornando o país um dos mais afetados por problemas ligados ao alcoolismo. Uma das razões para isto parece ser que beber está tornando-se algo cultural. No Brasil a cerveja tornou-se a bebida tradicional (a AMBev produz 35 milhões de cervejas engarrafadas por dia!) e isto tem feito com que os brasileiros comecem a beber cada vez mais jovens (entre 10-13 anos é a idade para a iniciação no álcool). O resultado de tanta bebedeira é que, segundo algumas estimativas, acredita-se que 7,3% do PIB anual é aplicado para problemas decorrentes do álcool e 65% dos acidentes fatais em São Paulo têm o motorista embriagado.

Há diversas advertências na Bíblia sobre a sedução do vinho. A mais notória delas talvez seja esta em Provérbios 23.31-35:

Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas. Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro. E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?”

Chesterton comenta: “O vinho, diz a Escritura, alegra o coração do homem, mas somente do homem que tem coração.” Portanto:

“Nunca beba quando estiver infeliz por não ter uma bebiba, ou irá parecer um triste alcoólatra caído na calçada. Mas beba quando, mesmo sem a bebida, estaria feliz, e isso o tornará parecido com um risonho camponês italiano. Nunca beba quando precisar disso, pois tal ato racional é o caminho para a morte e o inferno.” - G. K. Chesterton, Omar e a Vinha Sagrada em Hereges.

A conclusão é que, às vezes, o melhor a fazer é não beber. Isto não é legalismo, é bom senso. O comediante Eddie Murphy revelou que não bebe porque o álcool não o faz bem e, a última vez que ficou de ressaca, após três taças de champanhe em 1993, o fez decidir nunca mais consumir bebida alcoólica.

“Eu não bebo. Se bebo, sei que não vou me sentir bem. E, às vezes, parece que todos que bebem estão se divertindo mais, porém sei que eu não posso.” - Eddie Murphy.

Do mesmo modo, conheço muitas pessoas que não bebem, por diferentes motivos. Algumas não podem beber por questões de saúde. Outras porque, tendo sido vítimas do alcoolismo, sabem que apenas uma dose pode ser suficiente para que caiam no abismo novamente. O cristão que é livre para beber sem embriagar-se precisa ser livre também para não beber quando a ocasião não for conveniente (ou não beber nunca, se for o caso). Acima de tudo, ele precisa ter sensibilidade para não beber quando estiver na presença de pessoas que possam tropeçar ao tentarem imitá-lo. Isto também é um ato de caridade.

Concluindo, mas longe de esgotar este assunto, creio que, como cristãos, deveríamos ser exemplos de responsabilidade com relação aos nossos hábitos de comida e bebida. Paulo lista abusos nesta área como obras da carne, coisas que estávamos sujeitos antes de conhecer a Cristo (Romanos 13.13-14). Em contraste, o fruto do Espírito é domínio próprio (moderação). Por isto, recomenda o apóstolo, em vez de se embriagar com o vinho, devemos procurar estar cheios do Espírito Santo (Efésios 5.17-18). O apóstolo Pedro também advertiu seus leitores sobre certos abusos que já não deveriam mais fazer parte da vida dos cristãos (1 Pedro 4.3). Tais advertências ecoam as palavras do próprio Senhor Jesus em Lucas 21:34:

“Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.”

POST-SCRIPTUM

“Temperança, infelizmente, é uma palavra que perdeu seu significado original. Hoje em dia ela significa a abstinência total de bebidas alcoólicas. Na época em que a segunda virtude cardeal recebeu esse nome, ela não significava nada disso. A temperança não se referia apenas à bebida, mas aos prazeres em geral; e não implicava a abstinência, mas a moderação e o não-passar dos limites. É um erro considerar que os cristãos devem ser todos abstêmios; o islamismo, e não o cristianismo, é a religião da abstinência. É claro que abster-se de bebidas fortes é dever de certos cristãos em particular ou de qualquer cristão em determinadas ocasiões, seja porque sabe que, se tomar o primeiro copo, não conseguirá parar, seja porque rodeado de pessoas inclinadas ao alcoolismo, não quer encorajar ninguém com seu exemplo. A questão toda é que ele se abstém, por um bom motivo, de algo que não é condenável em si, e não se incomoda de ver os outros apreciando aquilo. Umas das marcas de um certo tipo de mau caráter é que ele não consegue se privar de algo sem querer que todo mundo se prive também. Esse não é o caminho cristão. Um indivíduo cristão pode achar por bem abster-se de uma série de coisas por razões específicas – do casamento, da carne, da cerveja ou do cinema; no momento, porém, em que começa a dizer que essas coisas são ruins em si mesmas, ou em que começa a fazer cara feia para as pessoas que usam essas coisas, ele se desviou do caminho”.

- C.S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples, Martins Fontes, p. 103-104 (obrigado pela lembrança, Daniel Grubba).


Publicado no Blog Púlpito Cristão

9 de dezembro de 2011

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A ELCA ordenou pastores assumidamente gays

Mais de 1.000 luteranos de todas as partes na América do Norte se reunirão esta semana em Grove City, Ohio, para formar uma Igreja para luteranos confessionais.

Na reunião de dois dias nessa semana , membros do CENTRO Luterano adotarão uma constituição que dará a luz à Igreja Luterana Norte-Americana (NALC), a qual o diretor do movimento diz "personificará o centro de luteranismo na América."

"A NALC sustentará princípios confessionais que são queridos pelos luteranos, incluindo um compromisso com a autoridade da Bíblia e as Confissões Luteranas," disse o reverendo Mark Chavez, diretor do CENTRO Luterano, num anúncio.

"Temos uma grande oportunidade diante de nós," adicionou o reverendo Paull Spring, presidente do CENTRO Luterano. "Nós não só queremos olhar para atrás, mas também queremos olhar para frente em direção à missão de Deus que nos foi dada - para confessar Cristo fielmente, testemunhar à outros e crescer na missão de Deus. "Agora é nossa oportunidade no CENTRO Luterano e na Igreja Luterana Norte-Americana."

Luteranos por todas as partes dos Estados Unidos têm reagido negativamente contra as ações da Igreja Luterana Evangélica na América (ELCA) nos anos recentes, inclusive com a aprovação de uma apólice para permitir que pastores estivessem em relacionamentos de mesmo sexo e oficiarem cerimônias de união do mesmo-sexo.

Embora meios de comunicação nacionais e internacionais tenham se focado na luta da congregação sobre assuntos de sexualidade, líderes do CENTRO Luterano notaram que os problemas na ELCA não são realmente sobre comportamento sexual, mas mais sobre um movimento em andamento que se afasta da autoridade e ensinamento da Bíblia por toda ELCA.

"Não foi nossa escolha abandonar a ELCA, mas a ELCA escolheu rejeitar 'a fé que foi uma vez entregue aos santos,' então agora estamos agindo para manter nossa posição dentro do consenso da Igreja Católica," observou Ryan Schwarz, presidente do Grupo de Visão e Planejamento do Trabalho que faz parte do CENTRO Luterano.

Na Convocação do CENTRO Luterano que está por vir, as propostas à serem consideradas foram desenhadas para fornecer uma maneira para os luteranos que apóiam o ensinamento bíblico para seguirem para frente juntos.

Além de criar a NALC, a Convocação de 2010 do CENTRO Luterano também considerá propostas para a continuação do CENTRO Luterano como "um movimento confessional e unidade de confissões" para luteranos tradicionais independente de sua afiliação com alguma Igreja, incluindo particularmente aqueles luteranos tradicionais que continuarão na ELCA por enquanto.

A convocação abrirá quinta-feira à tarde com a Comunhão Sagrada na Igreja do Nazareno em Grove City, Ohio, perto de Columbus, e concluirá sexta-feira com a instalação de oficiais para o CENTRO Luterano e a Igreja Luterana Norte-Americana.

Precederá a convocação uma conferência teológica em Hilliard, Ohio, a qual apresentará alguns dos mais significantes acadêmicos luteranos na América. A conferência, com o tema "Procurando Novas Direções para o Luteranismo," será apresentada nos dias 24 à 26 de agosto.

Fato Ocorrindo em Agosto de 2010.


Fonte: The Christian Post

8 de dezembro de 2011

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 Quando falamos no amor de Deus as pessoas têm uma concepção bastante distorcida do que vem a ser isso. Imaginam que é um amor meio bobo, submisso, passivo e dependente. Podem não classificar com esses termos que usei, mas se pedirmos para que descrevam as características do amor de Deus elas irão fornecer no mínimo adjetivos sinônimos. Isto porque a idéia que se tem de Deus é muito absurda diante da realidade que a Bíblia apresenta. Não se trata de uma sistematização teológica desenvolvida por um homem no século XVI, é mais que isso. As Escrituras são perfeitamente claras quando revelam a grandeza do Altíssimo no seu trato com as criaturas.
 
Nem tudo que comumente se diz acerca de Deus tem um respaldo firme na sua palavra. Os homens ao longo dos séculos foram tentando moldar o Senhor ao seu bel prazer, tentaram aproximar o infinito do finito. Ainda que possa parecer boa a intenção, contudo devemos discernir que não deve ser o homem quem tem de aproximar-se de Deus, e sim que o próprio Deus decida se revelar e se manifestar ao homem. É impossível para nós o colocarmos numa fôrma, adaptá-lo às nossas necessidades ou mesmo “repaginá-lo” para que se adéque aos padrões modernos. Precisamente milhares de cristãos estão fazendo isso ao redor do mundo. Eles estão de todas as formas procurando meios de deixar Deus “mais agradável” ou “mais bonzinho”.
 
Comprovadamente não é interessante um Deus que tem o total controle da existência e das vidas dos seres – Espero que tenham notado a ironia! É mais confortante ter a certeza de que em alguma instância nós possuímos o total controle, ainda que fiquemos a zombar da impotência de Deus e de sua submissão pela qual nos confere a autoridade de determinar até mesmo o nosso próprio futuro.
 
Quando adentro nesse assunto certamente no final serei taxado de extremista ou coisa do tipo. Serei extremista por não usurpar a soberania de Deus para mim, e nem mesmo poderia arcar com tal obra, pois seria como tentar esfarelar uma montanha com as próprias mãos. Vou ser bíblico e mencionar aquilo que de forma concisa está na perfeita palavra do Altíssimo, mesmo que seja difícil de ser recebido pela maioria das pessoas, cuja mente criou uma caricatura péssima do verdadeiro Deus enquadrando-o em suas próprias concepções de amor, justiça e bondade.
 
Tenho dito que Deus não ama o pecador. Isso levou à algumas perguntas que necessitam ser respondidas. Mas voltando rapidamente às origens da exposição é preciso lembrar a importância da correta compreensão da expressão “amar” e “odiar”. Amar é mais do que simplesmente gostar muito de algo ou alguém.  Em se tratando de Deus, amar quer dizer se submeter aos seus mandamentos. Amar ao próximo significa fazer-lhe o bem e negar-lhe o mal. Odiar é se opor a tudo que vai contra a santidade do Senhor. Por esta razão deve haver um ódio para com o pecado, e não somente o pecado, mas o veículo pelo qual ele se concretiza, ou seja, o homem. A santa indignação contra os pecadores é algo perfeitamente aceitável e normal, uma vez que nosso novo estado espiritual nos faz aborrecer tudo o que não possui a intenção de glorificar a Deus. Não se pode odiar a ação sem se odiar o veículo pelo qual ela se realiza. Tudo o que estiver relacionado com o pecado está terrivelmente condenado a destruição e é merecedor do desprezo e da cólera do Eterno.
 
Vejamos algumas questões mais objetivamente.
 
Deus ama o pecador?
 
Não. Deus é perfeito e é em si mesmo santo no mais profundo sentido da palavra, de modo que tudo que contraria a sua vontade é para ele uma abominação.
 
“Os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal” (Salmo 5.5).
 
“O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia” (Salmo 11.5).
 
“O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade” (Provérbios 12.22).
 
Deus não pode desejar menos do que a sua própria justiça, por isso o homem é incapaz de merecer o amor dele. Tudo o que o ser humano faz é corrupto e ofensivo.
 
Nós não devemos amar o pecador?

Se Deus não o ama, por que deveríamos amá-lo? Agora talvez alguns digam: Mas você também não é um pecador? Deveria se odiar também então. Na verdade esta é uma situação que não pode acontecer. Uma vez que recebi a graça de Deus e a redenção em Cristo, passei por um processo de novo nascimento, tive minha mente renovada e estou assentado nos lugares celestiais, não posso continuar sendo pecador. Por esse simples motivo jamais poderia me odiar, pois não sou odiado por Deus. Aqueles que confessaram a Jesus não são mais pecadores, os pecados deles já foram levados na Cruz, foram destruídos. Um pecador não pode se odiar por ser pecador porque sua mente está embotada pela iniqüidade, ele tem prazer no erro e não vê razão alguma para mudar. Só aqueles que foram constituídos justos é que sentem repulsa pelo seu estado anterior e glorificam a Deus por tê-los tirado dele.
 
Paulo diz:
 
“Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos” (Romanos 5.19).
 
A morte de Jesus torna justo aquele que nele crê. Torna-o uma nova criação:
 
“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2ª Coríntios 5.17).
 
O que dizer sobre João 3.16?
 
Este versículo é o mais citado em todo mundo. Infelizmente o mais mal compreendido também. A maioria das pessoas imagina que Jesus está falando de um amor universal, que Deus ama toda a humanidade e deseja a salvação dela. Tudo bobagem! A verdade é que está sendo feita uma afirmação. Ele veio para que os que crêem nele não pereçam como o restante, mas tenham a vida eterna. A pergunta que precisamos fazer é: Quem são os que crêem? A resposta está um pouco mais à frente:
 
“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas” (João 10.26). 
 
Aqueles que crêem são chamados de ovelhas. Não se tornaram ovelhas, sempre foram e por isso obedeceram a voz do Bom Pastor quando foram chamadas. É por elas que Jesus veio dar a sua vida:
 
“Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10.11).
 
Por que então está escrito que Deus amou o mundo?
 
É necessário discernir em que sentido a palavra mundo foi usada. Se “mundo” ali significa todas as pessoas da terra teremos uma contradição, pois no capítulo 17 Jesus diz:
 
“Eu rogo por eles [os discípulos]; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (João 17.9).
 
Se Deus realmente amasse o mundo (todas as pessoas) por que então Jesus não orou por todos os seres humanos, mas exclusivamente por aqueles que recebeu do Pai? Se você ama uma pessoa, você obviamente intercede por ela diante de Deus. Tenho varias pessoas que amo e sempre oro por elas, por que Jesus faria diferente nesse momento? Um pouco depois Cristo continua:
 
“Não rogo somente por eles [os discípulos], mas também pelos que hão de crer [nós] em mim por meio da palavra deles” (João 17.20). 
 
Veja que ele teve uma oportunidade de incluir toda a humanidade, mas se limitou aos que creriam em seu nome. De fato Deus não ama a humanidade, mas somente aqueles que ele escolheu. Mas isso não responde por que lemos “Deus amou o mundo”. O que acontece é que ali Jesus está dizendo que ele não veio unicamente para o povo judeu, como eles acreditavam. Paulo diz:
 
“É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente” (Romanos 3.29).
 
Assim sendo, quando diz “Deus amou o mundo”, isto significa que a salvação não seria restrita aos judeus, mas viria sobre pessoas de todas as nações da terra. Tanto é que Revelação diz:
 
“E eles cantavam um cântico novo: Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação” (Revelação 5.9).
 
Deus salva aqueles que a quem ele elegeu, sobre eles o seu amor foi derramado ainda na eternidade.


Pr. Samuel

5 de dezembro de 2011

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Certamente a maioria da cristandade dirá que sim. Seria um daqueles princípios tidos como básicos. E também diriam a velha frase: “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”. Com sempre, aqueles que pronunciam certas frases e jargões não buscaram muito respaldo bíblico na hora de inventá-los. Acontece o mesmo quando se diz “eu profetizo sobre sua vida”, “tá amarrado”, “joelho no chão, jejum e oração” e tantas outras. Tudo isso é fruto da ignorância espiritual na qual boa parte do povo evangélico se encontra. 

Quando analisamos algumas coisas que dizemos já tão naturalmente, podemos constatar o quanto fugimos das Escrituras e valorizamos nossos próprios conceitos. Aprendi que a Bíblia sempre está com a razão, por mais difícil que seja para eu compreender. Talvez compreender não seja nem mesmo o problema, e sim aceitar, se conformar. Com a propagação cada vez maior das “doutrinas” antropocêntricas na Igreja, o povo que se julga cristão está indo mais e mais para longe das origens da Fé e rechaçam os valores e os ensinamentos que contrariam o bem-estar humano. Isso significa que foi criado um “evangelho” muito atraente, mais fácil de engolir, mas deslizante. O que aconteceu com a pregação que humilhava o homem? Que o fazia tremer perante a soberania de Deus? Foi simplesmente abandonada ou lançada no depósito, como dizia Charles Spurgeon.

Há ainda aqueles que realmente acreditam que estão pregando certo, porque fazem corretamente uma ou outra coisa. Mas em suma ainda estão longe do desejável. Não pode haver espaço para duas mensagens diferentes. Não se pode ensinar uma coisa e depois ao mesmo tempo contradizê-la. Só existe dois lados, ou se é cara ou coroa. Também não se pode ficar com metade da verdade, ou fica com ela totalmente ou a rejeita em absoluto. Há muitos ministérios sofistas, ensinando meias verdades, enfocando somente aquilo que lhe interessa e arranjando meios de transformar tudo em lucro.

Dito isto podemos pensar um pouco acerca da frase: Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Já faz alguém tempo que eu parei de sair por ai dizendo “Jesus te ama”! Ora, como posso ter tanta certeza disso? A Bíblia não me fornece suporte para sustentar que Jesus ama toda e qualquer pessoa. Isso talvez fira os olhos de muitos irmãos antropocêntricos que estão lendo no momento!

Eu diria que há uma grande confusão em torno do significado do verbo amar. É necessário discernir em que sentido ele está sendo dito e propósito. Muito do que dizemos está relacionado com o contexto humano, a esfera onde vivemos. Não podemos aplicar aquilo que é humano à essência de Deus. Por vezes as Escrituras nos apresentam facetas de Deus que são difíceis de compreender em sua plenitude, o que não significa que elas contradizem seus atributos de justiça e retidão, mas simplesmente que não estamos habilitados para entendê-las por completo.

O que podemos entender por Amar? Alguns tomam apenas pela mera definição humana de afeição. Realmente no contexto humano amar quer dizer isso. Um homem pode sentir tamanha afeição por uma mulher e casar-se com ela, ao mesmo tempo em que qualquer ser humano normal tenha uma afeição especial por seus genitores, irmãos, amigos. Estou falando de gostar muito de alguém. Isto é a esfera humana, o sentido humano de amar, o significado de amar aplicado no dia a dia do homem.
Mas e quanto a Deus? Como o verbo amar se aplica a ele? Jesus disse certa feita:

“Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele” (João 14.21).

Imagino que tenha ficado bastante claro qual é o significado da expressão amar a Deus. Quando estamos nos referindo às coisas espirituais aquilo que é meramente físico e limitado não pode ser colocado como fundamento. A essência do amor a Deus é a obediência. Mas é evidente que aquele que obedece sente também uma “afeição”, mas somente ela não é suficiente para definir o amor pelo criador, antes a correta definição está na obediência.

“Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados” (1ª João 5.3).
É a própria Bíblia quem nos fornece esse modo de pensar, logo se alguém não concorda com ele terá de discordar das Escrituras. Vincent Cheung foi muito feliz quando escreveu:

“Somente um cristão verdadeiro pode amar a Deus... (...) ele obedece aos seus mandamentos, e submete-se-lhe no pensar e no agir. Naturalmente, um cristão também gosta muito de Deus, mas isso seria fingimento se também não obedecesse ele aos mandamentos divinos na Bíblia. Assim, o amor por Deus não é definido como inclinação ou admiração, mas como obediência”.

Portanto, devemos retirar da cabeça a idéia de que se eu “gosto” de Deus, logo eu amo a Deus. E substituí-la por: Se eu obedeço a Deus, logo eu amo a Deus.

E quanto ao amor de Deus por nós? Esse é o ponto no qual quero chegar. Se o assunto anterior não foi fácil para ser digerido, o próximo pode causar uma verdadeira indigestão naqueles que não foram ainda vacinados contra o vírus do antropocentrismo.

Há dois modos pelo qual Deus ama. Dois pelos quais a expressão “amar” é atribuída a ele como sendo o desencadeador do processo.

O AMOR SALVÍFICO

Este é o amor restrito de Deus. Como o próprio termo já deixa transparecer, é por esse amor que ele concede salvação. É restrito porque é limitado a um número específico de pessoas. Obviamente aqui entra a predestinação e eleição. Como Deus determinou desde a eternidade algumas pessoas para serem salvas através de Jesus, isso quer dizer que ele lançou seu amor sobre elas. O ato de predestinar é em si um ato de amor, como bem diz o apóstolo Paulo:

“...e em amor nos predestinou para ele...” (Efésios 1.4,5).


Não é difícil de entender isso. O problema é que a maioria das pessoas está acostumada a olhar para Deus como o pai de todos os homens, e que por isso, obviamente, amaria a todos no mais profundo sentido da palavra. Ser o criador não implica necessariamente em amar aquilo que foi criado. Mas não sei você leitor irá continuar a leitura se eu começar a comparar os seres humanos como objetos. De qualquer modo, não há outra opção. O meio mais fácil de podermos compreender esse mistério é comparando a relação de autoridade entre Deus e nós com a de um criador e o objeto que ele mesmo criou. É muito comum, por exemplo, um artíficie ter um zelo maior pela primeira peça que ele conseguiu produzir. Ele pode chegar a guardar aquele objeto como um troféu, por em um local de destaque e nutrir quase uma devoção por ele. Ao mesmo tempo ele pode criar uma outra peça e não dar qualquer importância a ela. Ele foi injusto por fazer isso? Ele era obrigado a gostar das duas peças de igual modo? Claro que não! Afinal quem as criou foi ele, a autoridade é toda dele. É desse modo que podemos entender porque Deus ama os eleitos, mas odeia os réprobos, ama as ovelhas, mas detesta os bodes.

É fundamental que possamos discernir em que sentido Deus ama a certas pessoas. Um amor salvífico e universal como prega o arminianismo é muito contraditório. Que tipo de amor lança no inferno? Não é isso que Deus faz com ímpios? Talvez alguém diga: A culpa é deles, eles é que quiseram ir para o inferno. Deveras a desobediência deles não poderia lhes conceder outro destino, mas será que não foi Deus quem já dantes determinou que eles iriam para o inferno? Ou melhor, não foi o próprio Deus que antes já designou o inferno para os pecadores e ímpios? Que tipo de amor cria tal punição? Se ele realmente amasse, não criaria antecipadamente uma punição tão cruel que já está pronta antes mesmo do pecador pecar. Se ele realmente amasse todos os pecadores ele teria providenciado um meio para impedi-los de continuar pecando. Não teria criado o inferno, mas teria arranjado um meio de conduzir os pecadores de volta a comunhão. Agora alguém deve gritar: Mas foi isso que ele fez enviando Jesus! É mesmo? Então Jesus conduz todos os pecadores de volta a Deus? Evidentemente que não. Apenas alguns. Logo fica claro que ele só ama esses “alguns” que são conduzidos à gloria, doutra sorte o que o impede de conduzir os outros?

Perceba que qualquer argumento contra o que acabo de dizer implica numa restrição a Deus. Poderia dizer mais, limitação no poder de Deus. Como certa vez ouvi um palrador frívolo dizer que o livre arbítrio é como uma cerca que impede a Deus de salvar o homem, a menos que o próprio homem pule a cerca e venha ao encontro de Deus. Alguém que diz uma coisa dessas deveria no mínimo ter a decência de não se considerar cristão. Eu não posso chamar de cristão uma pessoa que vai contra a doutrina de Cristo. Foi exatamente isso que Lutero afirmou quando disse que, se alguém julga ter recebido a salvação pelo seu livre arbítrio, nunca conheceu a Cristo e nem entendeu direito o evangelho.

O amor salvífico é também o amor eletivo de Deus, pelo qual ele mesmo decide quais serão os objetos de sua misericórdia. Nisso não há nenhuma injustiça. Injusto seria ele amar a todos e não equipar a todos com a capacidade de obedecê-lo e servi-lo. A menos que digamos que esta capacidade venha de nós e não dele. Não creio que as pessoas orem dizendo assim: Eu me agradeço por ter produzido em mim mesmo a capacidade de obedecer a Deus. Eu sou grato a mim por ser obediente e fiz isso sozinho! Ora, é absurdo. Pelo menos os crentes sinceros oram: Senhor obrigado por me dares capacidade para te obedecer e servir! Só podemos obedecer a Deus porque ele nos capacita para tanto. Logo como poderemos aceitar o livre arbítrio? Pior do que isso é dizer que Deus trabalha com uma soma de esforços, que ele age em cooperação com o homem. Estaríamos dizendo que Deus sozinho não é suficiente para nos salvar, mas que ele precisaria da nossa ajuda, ou seja, é saltar da frigideira para o fogo! A única verdade é que Deus sozinho nos salva, no capacitando para obedecê-lo e amá-lo, isso porque nos amou primeiro, e nos escolheu antes da fundação do mundo.

AMOR BENEVOLENTE

Podemos chamar assim o amor que Deus dispensa sobre toda a humanidade. Evidentemente que esse amor não propicia salvação. É uma dádiva de misericórdia a qual ele envia sobre toda e qualquer pessoa. Jesus falou sobre isso:

“[ele] faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5.45).

Esta faceta do amor de Deus é também designada como Graça Comum, por seu caráter universal e distinto. O sol, a chuva, o ar, o frio, o calor e etc. Todas estas dádivas vêm sobre qualquer pessoa, não importa se ela é cristã ou pagã. Não importa se ela obedece aos mandamentos ou se é rebelde e contumaz. Deus não estabeleceu mandamentos pelos quais devêssemos receber tais bênçãos. É um ato de misericórdia, ninguém merece esses benefícios, mesmo assim todos recebemos das mãos do Eterno. Nesse sentido podemos dizer que ele ama toda humanidade. Mas atenção, não podemos confundir o termo “amar” com o contexto humano. Dessa forma seria uma contradição ele amar a todos, mas ao mesmo tempo lançar alguns no inferno. Como antes já disse, a definição de amor deve seguir o contexto da natureza divina, seja no sentido salvífico ou no sentido de benevolência comum. Isso pode parecer um pouco difícil de assimilar logo no começo, porém é necessário que esse padrão humano seja destruído para podermos compreender com clareza o sentido exato no qual se manifesta o amor divino, e em que direções ele vai.

Talvez se queixem alguns de que se Deus ama a humanidade mesmo que num sentido de mera benevolência, isso o torna no mínimo um ditador, já que ele escolhe aos quais quer conceder o maior dos benefícios que é a salvação e o nega aos demais. Isto é, ele concede todos os benefícios de valor temporal igualmente sobre qualquer ser humano, mas limita o maior de todos os benefícios apenas a alguns, àqueles que ele mesmo selecionou. É precisamente o que ele faz. Entendo que muitos rejeitem essa minha afirmação e a considerem como herética por ferir o centro do pensamento humanista, onde o bem-estar do homem não pode ser vituperado. Ainda podem alegar que estão defendendo a justiça de Deus, mas ela não necessita ser defendida, muito menos por quem não entende nada sobre justiça como nós - finitos e limitados humanos. Devemos abraçar e reverenciar o desígnio de Deus, não importa o quanto ele fira nosso orgulho e prepotência.

AMAR O PRÓXIMO

Finalmente se argumenta que amar ao próximo como a si mesmo mostra que se Deus nos exige tal ordenança é porque ele mesmo o faz. Mas novamente precisamos nos lembrar do contexto no qual a expressão amar é utilizada. O mandamento é na verdade um espelho do caráter perfeito de Deus reproduzido em nós. Isto significa que se ele ama, nós amamos. No contexto divino já mostrei que amar indistintamente é no sentido de benevolência comum (fazer o bem) e não no sentido de comunhão. Ainda que estejamos falando do trato humano, ainda sim prevalece o contexto divino da ação de amar. Assim como o Senhor faz nascer o seu sol sobre maus e bons, também devemos mostrar benevolência sobre os ímpios e incrédulos e não somente aos irmãos. Este é o sentido correto de amar o próximo: o de fazer o bem e não retribuir o mal àqueles que nos causam danos.

“Eu, porém vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5.44).

“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira; porque está escrito: A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se tiver sede, dá-lhe de beber” (Romanos 12. 17-20).


Tem-se em vista uma auto-renúncia onde não pagamos mal com mal. Isto é o oposto do que eles (ímpios) fazem, pois estão sempre dispostos a vingarem-se na primeira oportunidade que tiverem. Nós, porém, que nascemos de uma semente incorruptível, não devemos ter tal atitude.

O ÓDIO OU SANTA INDIGNAÇÃO

Agora chegamos num ponto complicado. Sabendo que amar ao próximo significa fazer-lhe o bem e negar o mal, resta ainda um procedimento que devemos ter em relação aos réprobos.

 As Escrituras nos dizem que Deus abomina todos quantos cometem iniqüidade.

“Os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeia todos os que praticam o mal”. (Salmo 5.5).

Uma vez que o próprio Deus odeia os pecadores, nós que fomos por ele mesmo justificados e amados, devemos reproduzir essa conduta em nosso viver. Existe então um “ódio” que temos que manifestar para com os ímpios e réprobos. Novamente precisamos discernir o sentido desse ódio. Dentro do contexto humano usual quando alguém diz que odeia algo geralmente está dizendo que nutre algum tipo de mágoa ou ressentimento. Por exemplo, quando um casal se separa muita das vezes um dos conjugues sai dizendo que odeia o seu ex-parceiro e vice-versa. Também dizemos que odiamos uma pessoa quando ela nos causa um mal muito grande. Este ódio leva o ser humano a querer tirar a vida do próximo, fazê-lo sofrer, como se o sofrimento dele nos causasse alívio da dor que ele primeiro nos proporcionou. Não é neste sentido que devemos odiar os ímpios. A santa indignação tem a ver com oposição a tudo aquilo que é moralmente ofensivo a santidade de Deus.

Se nós hoje na condição de salvos aborrecemos o pecado tanto quanto Deus, devemos também aborrecer aqueles que vivem no pecado tanto quanto Deus. Isso não significa que devemos sair por ai matando pessoas ou sendo ignorantes e mal educados com elas. Odiar no sentido divino é condenar suas ações, reprovar tudo o que eles fazem (pois só cometem pecados), lutar para diminuir suas influências na sociedade e etc. Devemos ser cordiais com toda e qualquer pessoa, mas jamais nos unir com aqueles que praticam coisas que vão contra os princípios bíblicos.

Talvez alguém pense: Mas como isso pode significar odiar? Acontece que estamos falando de odiar no sentido bíblico e não meramente humano. A Bíblia nos encoraja a odiar os ímpios:

“Odeiem o mal, vocês que amam o SENHOR, pois ele protege a vida dos seus fiéis e os livra das mãos dos ímpios”.  (Salmo 97.10).

“Odeio aqueles que se apegam a ídolos inúteis; eu, porém, confio no SENHOR”. (Salmo 31.6).

“O vidente Jeú, filho de Hanani, saiu ao seu encontro e lhe disse: Será que você devia ajudar os ímpios e amar aqueles que odeiam o SENHOR?”. (2º Crônicas 19.2).


Alguns argumentam que devemos odiar apenas as atitudes erradas de certas pessoas. Mas isso é conflitante uma vez que uma pessoa é a soma de suas ações. Se eu odeio certas ações, também odeio quem as pratica. Se alguém chegar para mim dizendo que odeia o cristianismo isso me ofenderá bastante, porque eu vivo o cristianismo. Todo o meu ser está baseado nele. O mesmo ocorre com aqueles que vivem no pecado, a nossa hostilidade ao pecado também é dirigida aos que o exercem.

Amar e odiar não são emoções dentro do contexto bíblico, mas volições que determinam e dirigem o pensamento para o alvo e objetivo correlatos. Devemos tratar os ímpios com cordialidade, mas ao mesmo tempo ser hostis a tudo quanto eles fazem, pois não visam glorificar a Deus e por consequência constitui-se pecado.
 
Pr. Samuel