8 de junho de 2011

Posted by Samuel Balbino | File under : ,


Uma das questões que mais levantam debates é o dízimo. Em 99,9% dos ministérios modernos dizimar é uma obrigação, chega até a ser uma coisa imposta pelos líderes. No pentecostalismo, em particular nas seitas neo-pentecostais, criou-se a lenda de que quem não dizima vem um demônio devorador e acaba com as finanças do crente. Usa-se até o termo “sonegar dízimo” para os irmãos “inadimplentes”.
Durante meus anos no pentecostalismo vivi debaixo de muita opressão por medo desse tal devorador. Finalmente na graça de Deus eu pude contemplar a verdade e sair dessa escravidão maldita que os homens impõem. Houve dias em que cheguei a me desesperar e perguntar a Deus onde eu estava errando, pois as coisas não iam nada bem e eu continuava dizimando e sacrificando, mesmo assim não via resultado algum. Há “pastores” que fazem um verdadeiro terrorismo com o dízimo, nem conseguem esconder a ganância por trás de tantas exigências.
Como não é nenhuma novidade esses falsos pastores se utilizam de textos bíblicos para amedrontarem o povo de Deus, e como a grande maioria dos cristãos são analfabetos da Bíblia (sabem ler, mas não compreendem), logo caem nas suas artimanhas e se submetem a um jugo opressivo e constrangedor.
Analisemos rapidamente a questão.
Já era um costume o pagamento de dízimos a deuses e reis no oriente antigo. Por vezes os reinos conquistadores também exigiam dos seus conquistados um imposto de 10%. Dessa forma, dizimar era algo tanto civil quanto religioso. Abraão foi o primeiro na Bíblia a ofertar um dízimo. Ele o fez quando voltou de uma guerra e entregou a Melquisedeque:
“E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14.20).
Esse ato de Abraão foi feito como uma forma de gratidão a Deus pela vitória recebida, foi algo voluntário. Melquisedeque não estipulou que Abraão fizesse isso, partiu dele próprio. Depois é Jacó quem nos fornece outro exemplo quando ele erige um altar ao Senhor e faz a promessa de lhe ofertar o dízimo:
“então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gênesis 28.22).
Novamente vemos um ato voluntário aqui. Não vemos em nenhum capítulo anterior a esse evento Deus estipulado ou exigindo algo de Jacó. Isso serve para comprovar que dar o dízimo antes de vir a Lei de Moisés era algo voluntário, não exigido por Deus, mas um ato de gratidão e que partia da própria pessoa. É algo honorável e certamente digno de respeito por parte de quem o faz.
Com a advento da Lei Mosaica o dízimo passa a ser uma prescrição. Isso era feito em função do sacerdócio levítico, o dízimo servia para sustentar os levitas e manter o tabernáculo e posteriormente o templo em plena atividade.
“Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao senhor; santos são ao Senhor” (Levítico 27.32).
“Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação” (Números 18.21).
Como os levitas se dedicavam apenas ao serviço religioso era dele que vinha o seu sustento. Isso foi algo determinado por Deus. Assim sendo, o dízimo deixava ser algo voluntário para ser uma exigência cujo propósito era manter aqueles que prestavam o serviço sagrado.
Com a introdução do povo na terra prometida foi prescrito que não somente os levitas, mas que os próprios ofertantes (dizimistas) deviam participar do dízimo na hora de oferecê-lo:
“mas quando passardes o Jordão, e habitardes na terra que o senhor vosso Deus vos faz herdar, ele vos dará repouso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros. Então haverá um lugar que o Senhor vosso Deus escolherá para ali fazer habitar o seu nome; a esse lugar trareis tudo o que eu vos ordeno: os vossos holocaustos e sacrifícios, os vossos dízimos, a oferta alçada da vossa mão, e tudo o que de melhor oferecerdes ao Senhor em cumprimento dos votos que fizerdes. E vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus, vós, vossos filhos e vossas filhas, vossos servos e vossas servas, bem como o levita que está dentro das vossas portas, pois convosco não tem parte nem herança” (Deuteronômio 12.10-12).
“Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, nem qualquer das tuas ofertas votivas, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão; mas os comerás perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher, tu, teu filho, tua filha, o teu servo, a tua serva, e bem assim e levita que está dentre das tuas portas; e perante o Senhor teu Deus te alegrarás em tudo em que puseres a mão” (Deuteronômio 12.17,18).
Entretanto, a cada três anos os dízimos deviam ser entregues somente aos levitas e aos necessitados tais como estrangeiros, órfãos e viúvas:
“Ao fim de cada terceiro ano levarás todos os dízimos da tua colheita do mesmo ano, e os depositarás dentro das tuas portas. Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem” (Deuteronômio 14.28,29).
O dízimo também representa as primícias, isto é, o melhor. Neste ângulo podemos dizer que Abel foi o primeiro a dizimar:
“Abel também trouxe das primícias das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta” (Gênesis 4.4).
O rei Ezequias conclamou o povo a trazer os dízimos ao templo:
“Além disso, ordenou ao povo que morava em Jerusalém que desse a porção pertencente aos sacerdotes e aos levitas, para que eles se dedicassem à lei do Senhor.  Logo que esta ordem se divulgou, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias de trigo, mosto, azeite, mel e todo produto do campo; também trouxeram em abundância o dízimo de tudo”(2º Crônicas 31.5,6).
Diante da desobediência do povo de Israel em trazer os dízimos após o exílio da Babilônia, o Senhor os repreende através do profeta Malaquias:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3.8-10).
Será mesmo que isso se aplica a nós hoje? Será que estamos sujeitos a essa maldição que é descrita no versículo acima? Os pregadores da teologia da prosperidade adoram esse texto para fazer suas promessas mirabolantes: “Veja, se você dizimar pode fazer prova com Deus, ele vai abrir as janelas do céu na sua vida. Agora se você sonegar o dízimo, ai você vai ser amaldiçoado, vai vir um demônio devorador e acabar com suas finanças...!” Eu cansei de ouvir isso na seita Universal (IURD).
É interessante como eles se esquecem que vivemos hoje em uma nova dispensação. Não é impressão minha, a verdade é que nesses lugares onde o evangelho é fonte de lucro, a Lei é fundamental; sem ela não é possível manipular as pessoas. Precisamos entender que o dízimo descrito em Malaquias era exigido dos judeus durante o vigor da Lei de Moisés. Assim com esse dízimo haviam outras prescrições que também não estavam sendo obedecidas por eles:
“Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes” (Malaquias 3.7).
Compreendendo e estudando o contexto da Lei vamos perceber que ela contém promessa de benção para quem a cumpre e maldição pra quem desobedece pelo menos um dos seus quesitos.
“Se, porém, não ouvires a voz do Senhor teu Deus, se não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno, virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão: Maldito serás na cidade, e maldito serás no campo. Maldito o teu cesto, e a tua amassadeira. Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres” (Deuteronômio 28.15-19).
Diversas maldições são descritas para os transgressores da Lei. Na dispensação da Graça sabemos que não há mais maldição alguma contra nós:
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3.13).
Toda a maldição que sobrevinha quando a Lei não era obedecida foi lançada sobre JESUS na Cruz, não estamos mais sujeitos a nenhuma delas. Temos que levar em conta as palavras do apóstolo quando estamos nos referindo ao antigo testamento. Não tem sentido sermos resgatados por Cristo e ao mesmo tempo ainda estamos sujeitos à maldições impostas pela Lei.
Na graça estamos isentos de cumprir as ordenanças que a Lei exigia (entre elas o dízimo), pois todas foram canceladas por Cristo na Cruz:
“E tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós, e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente na Cruz” (Colossenses 2.14).
O que está acontecendo é que esses “malandros” renegam toda a Lei e querem ficar apenas com o dízimo, nesse ponto os judeus messiânicos têm toda a razão, ou você acredita que a Lei continua em vigor e a cumpre ou não. O que não pode é ficar escolhendo qual prescrição da Lei é que vai ser obedecida hoje. Ela foi feita para ser cumprida completamente, e quem desobedece a um só quesito é passível de punição.
Não existe no novo testamento qualquer mandamento apostólico sobre o dízimo. As únicas bases estão no velho pacto. Então, astutamente, os espertalhões da era moderna se utilizam dessas bases para IMPOR a cobrança de dízimos à igreja sem considerar o contexto no qual elas foram feitas aos antigos.
Agora respondendo objetivamente a pergunta proposta: Sou obrigado a dizimar? A resposta é não. Não encontramos nenhuma ordenança de JESUS através dos apóstolos prescrevendo uma cobrança de dízimos à Igreja. Isso não significa que seja pecado ofertar dízimos, desde que isso não seja imposto como tem sido feito, porque assim estaríamos voltando ao dízimo mosaico, e não existem levitas na igreja para serem mantidos. O que pode ser feito é um propósito pessoal partindo da individualidade de cada um na Igreja. Quem quiser e se dispor a dizimar, faça se assim sentir no coração. Em nenhum momento a liderança do ministério tem autoridade para prometer bênçãos em troca de dízimos ou maldição na ausência destes.
O dízimo espontâneo (como gosto de chamar) vem do coração do próprio ofertante, é baseado nos atos de Abraão e Jacó, que voluntariamente decidiram dizimar ao Senhor. É um ato de gratidão e comprometimento com a manutenção da obra de Deus, isso não significa que quem não dizima também não esteja comprometido, a questão é que quem se propõe a dizimar faz um pouco mais pelo trabalho da Igreja.
Alguns alegam que sem os dízimos não é possível sustentar os pastores e suas famílias. Na verdade, como já disse, não vemos prescrição de dízimos no período apostólico, mas fica evidente que eram as contribuições da Igreja que mantinham tanto os ministros, através de salários, (2ª Coríntios 11.8), quanto às pessoas mais necessitadas tais quais viúvas e pobres (Atos 2.44/2ª Coríntios 9.1-15/Gálatas 2.10/1ª Timóteo 5.16).
A ganância chegou a níveis tão absurdos hoje que se chegou até a criar um sistema de “Dízimo Consignado”. Isso é resultado da má compreensão do contexto bíblico e da falta de atenção de boa parte da Igreja a essas questões. Creio que qualquer ministério pode se sustentar baseando-se na liberalidade de seus membros (desde quê sejam instruídos dessa forma) e não seria necessário fazer um terrorismo financeiro com o povo de Deus, levando milhares de pessoas a uma escravidão oportunista e de barganha.

Ir. Samuel

6 comentários:

Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

Amado irmão Samuel,

Tenho estado um tanto afastado das atividades do meu blog e da UBE, por razões pessoais momentâneas, mas abrindo hoje minha caixa de e-mail, vi sua nova postagem, e me parece oportuno fazer um pequeno comentário:

1 - Concordo plenamente com o que esse amado irmão fala, sobre o uso inadequado e indevido do dízimo e a forma como vem sendo exigida;

2 - tb concordo com o irmão quanto a Mal. 3.10 que se reporta ao sacerdócio levítico, logo, naõ pode, referido texto sagrado ser invocado para sustentar a cobrança do Dízimo nos dias de hoje;


COM TODO RESPEITO E CONSIDERAÇÃO A ESSE AMADO IRMÃO TENHO DE DISCORDAR NO SEGUINTE PONTO:


CONFORME SUA INFORMAÇÃO:

Na graça estamos isentos de cumprir as ordenanças que a Lei exigia (entre elas o dízimo), pois todas foram canceladas por Cristo na Cruz:

“E tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós, e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente na Cruz” (Colossenses 2.14).


COM EFEITO, PARECE EXISTIR NA COLOCAÇÃO ACIMA UM PEQUENO ERRO DE INTERPRETAÇÃO.

ORA, A LEI É A PALAVRA DO SENHOR E PORTANTO A LEI É O PROPRIO SENHOR JESUS CRISTO (JO. 1.1)

AS ORDENANÇAS DA LEI FORAM DADAS POR MOISÉS,NO ENTANTO ELAS JÁ EXISTIAM DESDE O JARDIM DO ÉDEN, POIS A LEI É A PALAVRA DO SENHOR.

É ÓBVIO QUE O QUE TEMOS DE EXCLUIR DA LEI SÃO OS COSTUMES AFETOS EXCLUSIVAMENTE AO POVO DA NAÇÃO FÍSICA DE ISRAEL, E NÃO AS ORDENANÇAS SAGRADAS QUE REPRESENTAM A PRÓPRIA PALAVRA DO SENHOR.

CRISTO NÃO NOS LIVROU DAS ORDENANÇAS DA LEI, OU ENTÃO VAMOS ENTENDER QUE PODEMOS PECAR....

VEJA ROM.6.1-2

Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?

De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?

EXAMINE COM MUITA ATENÇÃO TODO CAP. 6 DE ROMANOS.

QUANTO A COBRANÇA DO DÍZIMO TAMBÉM TENHO DE DISCORDAR DA SEGUINTE COLOCAÇÃO:

"Não existe no novo testamento qualquer mandamento apostólico sobre o dízimo. As únicas bases estão no velho pacto".


MAIS DO QUE O TRABALHO, APOSTÓLICO, O PRÓPRIO SENHOR JESUS DETERMINOU A COBRANÇA DO DÍZIMO EM MAT. 23.23:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, E NÃO OMITIR AQUELAS.

VEJA AINDA ESSE TEXTO DE HEBREUS 7.6:

E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ALI, PORÉM, aquele de quem se testifica que vive.


PERCEBA QUE A EXPRESSÃO:... "ALI, PORÉM"... NOS FALA DE MELQUISEDEQUE CUJA GENEALOGIA NÃO É CONTADA ENTRE OS HOMENS, LOGO, UM SER ESPERITUAL OU UMA FIGURA DE CRISTO.

AÍ ESTÁ O NOSSO SACERDÓCIO: Disse o salmista falando de Cristo: "tú és sacerdote eterno segundo a ordem de melquisedeque".

O SACERDÓCIO LEVÍTICO É UMA FIGURA DO SACERDÓCIO DE CRISTO.

LOGO ENTENDO QUE O DÍZIMO É U MA OBRIGAÇÃO SIM, PORÉM, SEM VINCULO COM MAL. 3.10 QUE SE REPORTA AO SACERDÓCIO LEVÍTICO, ASSIM COMO É OBRIGAÇÃO NÃO MATAR, NÃO ROUBAR, NÃO FURTAR, ETC.

ALIÁS DEUS NÃO NOS OBRIGA A NADA, POIS, TUDO SOMENTE TEM VALOR QUANDO FAZEMOS DE CORAÇÃO, COMO ALIÁS, BEM SALIENTOU O IRMÃO...

NO ENTANTO DISSE EM DT.30.19:

Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.


INFELIZ DO CRENTE QUE ACEITA O SACRIFÍCIO NA CRUZ DO CALVÁRIO, MAS RESOLVE VIVER NA PRATICA DO ERRO.

ENSINOU O SENHOR JESUS QUE TODA A LEI ESTÁ IMPLÍCITA NO PRIMEIRO E NO SEGUNDO MANDAMENTO.

LOGO, O SERVO QUE DE FATO AMA A DEUS, TEM PRAZER DE CUMPRIR TAIS ORDENANÇAS SAGRADAS INCLUSIVE A OBRIGAÇÃO DO DÍZIMO, QUE REPRESENTA AS PRIMÍCIAS DE TODA A NOSSA RENDA.PR. 3.9

VEJA TAMBÉM MARCOS 12.1-2.


UM FORTE ABRAÇO IRMÃO

QUE O SENHOR POSSA ABENÇOAR RICAMENTE SEU MINISTÉRIO.

Junior Mecca disse...

Querido irmão Joaquim!
Gostaria de expor algumas considerações em relação a este tem, Dízimo.
1º- É preciso, para posicionar as declarações de Jesus em Mt 23:23, em relação ao contexto neotestamentário, considerarmos que até a Sua crucificação, cumpria-se o tempo da Lei, portanto, Antigo Testamento. O NT só tem seu início oficial em Mt. 27:50. Antes disso, qualquer "ordenança" de Jesus deve ser compreendida no contexto da Lei. Doutra sorte, deveremos, baseados na idéia "Jesus ordenou" também apresentarmos sacrifícios aos sacerdotes, como o fez o leproso em Samaria, ou outros tantos curados por Ele, afim de que se cumprisse a Lei de Moisés.
2º- Se realmente a prática do Dízimo fosse para o NT, onde está o sacerdote para receber os dízimos? Quem é da tribo de Levi (que não tenha herança nesta terra)? Sem falar que não estamos em Jerusalém! E pesa ainda o fato de que não participamos dos dízimos, daquilo que deseja a nossa alma, como prescreve a Lei.
3º- Se a Graça nos foi revelada, não podemos fazê-la insuficiente e assim querer ajudar a Deus em nos cuidar. Quero dizer que devemos nos decidir se queremos honrar a Deus cumprindo a Lei, exatamente como está prescrita ou, devemos ser guiados pelo espírito da Lei. Neste caso seriam as ofertas, a forma de contribuição neotestamentária. Isto fica claríssimo se observarmos a Igreja primitiva descrita em Atos. ..tudo era comum a todos e tinham um só coração.. Não havia um limite de 10% para dizimar. A regra era a necessidade do outro. E assim cumpriam o 2º grande mandamento, que semelhante ao 1º, faz cumprir toda a lei.
Não entenda-me mal. Dou mais que o equivalente ao dízimo, todos os meses. Não posso ser guiado por um item da Lei, doutra sorte tenho que aceitar a maldição se não cumpri-la. Assim, a Graça é suficiente e superior ao antigo pacto e, o torna obsoleto.

Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

Prezado irmão Junior,

Penso quase igual ao irmão.

se possível veja uma postagem minha feita em 2009:

http://vivendonoeden.blogspot.com/2009/05/obrigacao-do-dizimo.html

Apenas para seu governo, pertenci a uma denominação onde não se recolhia o dízimo.Sendo uma das mais antigas que conheço, diminui ao invés de crescer, e pode até ser extinta se continuara como vai.

Aos domingos eram feitas as coletas e o superintendente da igreja até hoje sofre para contar tantas moedinhas.

Em outras palavras se deixar, o crente não comparece nunca para ofertar.

Temos de ter a conciência de que tudo pertence a Deus, e q nós não pertencemos mais a nós mesmos, mas precisamos recolher de volta ao Senhor pelo menos o Dízimo, para o sustento da obra do Senhor.

Certamente o irmão, oferta até mais do que o dízimo e muitos também o fazem.

Entendo que Abraão deu o dízimo por uma orientação do Espírito santo, PARA ENSINO NOSSO, lembrando que tal atituide aconteceu antes da Lei.

um forte abraço

Liliane disse...

Ola irmão,
Concordo quando diz que muitos se utilizam dos dízimos para enriquecimento... e fazem verdadeiros terrorismos sobre o dá ou não do dízimos. Porém a casa do Senhor deve ser mantida. A casa do Senhor... não os pastores e sua famílias...
Se o povo for doutrinado de maneira certa, ninguém entrará no "SPC" espiritual.

Fica na Paz do Senhor

jailton disse...

paz irmão,vejo que o assunto dizimo nos faz pensar muito na questão em si.quando pregamos a palavra,nós falamos do amor de jesus,o que ele fez por nós.do amor de DEUS, o povo continua sendo engrados a DEUS,veja o que DEUS nos pede que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma,temos milhares de igrejas cada uma prega uma doutrina e todas usa a biblia ,tem hora que me pergunto como jesus ve hoje as igrejas,irmão jungando irmão ,pastores contenando outros pastores,o povo esta preuculpado com seu ventre, não com o irmão, pastores proibem membros de visitar outras igrejas,onde o povo de DEUS esta unido, ha um só DEUS um só JESUS.temos que viver em cristo ,com o amor de cristo,buscando cristo,JESUS dize a pedro converte ,muitos ainda não estao convertidos completamente ao senhor,eu ja ouvi os dois lados os contra e os a favor OS DIZIMOS todos estão sego para com DEUS.ele é dono do ouro e da prata,ele ve nosso coração,pra que ,e porque vc dizima,em atos vemos uma igreja pura de amor ,uns com os outros ,hoje vemos uma igreja que pensa só nela mesmo. mas irmão eu sei que a unica verdade que sei e tenho crido é no meu salvador e senhor da minha vida.temos que dizimar nosso coração,e orferta nossa vida para DEUS.POIS ele abençoa os bons e maus,justos e injustos.então vamos ora para DEUS abrir nossos olhos,e converter nossos corações para sua palavra, DEUS OS ABENÇOE.

Anônimo disse...

Paz irmaos, na minha i greja e por obrigacao os lideris dizarem. Se nao sao tirados do cargo de miniserio.