22 de maio de 2015

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O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assassinou a tiros o jornalista iraquiano Faras Yassin, por ter abandonado a crença e não mostrar arrependimento, em Mossul, no Iraque. A informação foi entregue pelo Sindicato de Jornalistas do Iraque nesta quarta-feira (20).

A execução ocorreu na noite de terça-feira (19), no centro de Mossul. O corpo do jornalista foi entregue aos parentes pelo EI nesta manhã, no instituto legista. Por se tratar de um apóstata, os jihadistas proibiram a família de realizar uma cerimônia fúnebre pela vítima.

Conhecido como Faras al Bahr, o jornalista foi capturado na própria casa pelos terroristas, no bairro de Al Qadesiya, em abril.

Antes de Mossul ser dominada pelo EI em junho de 2014, trabalhou ano e meio como produtor no canal de televisão "A Ninawa do Amanhã", propriedade do governador da província de Ninawa - cuja capital é Mossul -, Ezil al Nuyeifi.

Anteriormente, havia trabalhado por cinco anos na televisão por satélite Al Mosuliya, que denunciou as execuções e prisões de jornalistas de Mossul pelos extremistas "de uma maneira terrível, suspeita e preocupante".


16 de maio de 2015

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O texto de hoje significa muito para mim. Ele traz em si um desafio que tento superar todos os dias.

"Enoque andou com Deus, e já não foi encontrado; pois Deus o havia arrebatado " (Gn 5.24 NVI)

Eu fico tentando imaginar como deve ter sido a vida desse homem. Se vocês por acaso nunca tiveram esta curiosidade, pare por um instante e pense nisso. Veja, que o próprio Deus fez questão de levá-lo para junto de si em vida. O mesmo evento só veio a acontecer mais uma vez algumas centenas de anos à frente, foi o caso o profeta Elias.

É impossível não questionar o motivo pelo qual Enoque subiu aos céus ainda vivo. Um privilégio surreal. Uma bênção sem precedentes! Por que ele? O que ele fez de tão especial? No que ele foi diferente do restante dos seres humanos?

Temos pouca informação confiável sobre este personagem, a não ser este relato no livro de Gênesis e outras referências nas cartas aos Hebreus e nas de Pedro e Judas (que por sua vez estão citando um livro apócrifo). Mas acredito que o pouco que nos é dito sobre ele já é suficiente para desvendarmos o mistério desse arrebatamento.

Conforme vamos lendo a genealogia de Adão, descobrimos que Enoque foi o bisavô de outro personagem muito importante da história, inclusive bem mais conhecido: Noé. 

Diz que Noé era o único homem íntegro e justo em sua geração (6.9). Da mesma forma que seu ancestral, é dito que ele andava com Deus. E é neste ponto que o texto me chama atenção. No significado desse "andar com Deus"!

Percebemos que "andar com Deus" era o mesmo que dizer que a pessoa estava numa posição de destaque em relação aos demais. Aos olhos do SENHOR aquele ser humano era diferente. Sua conduta era outra. Ele não agia da mesma forma que os seus contemporâneos.  A humanidade estava se degradando cada vez mais. Corrupção e violência enchiam toda a terra (6.11). Os descendentes do primeiro casal repetiam os feitos dos seus antecessores. Diante desse quadro dois homens se destacam por fazerem o contrário do que o resto da humanidade fazia: Eles obedeciam a Deus.

Temos razões suficientes para crer que a geração de Enoque foi tão maligna e rebelde quanto a de Noé, ou a nossa. Mas ele agiu diferente. Ele andou com Deus. Esse andar tem um sentido muito parecido com o de duas pessoas que caminham juntas, lado a lado. Dois amigos. Enoque e Noé preferiram caminhar com Deus, não com o mundo. E receberam os benefícios dessa atitude: Um foi levado vivo para o céu, o outro escapou da destruição do gênero humano.

Eu aprendo com isso que todos os que decidem andar com Deus podem ter a esperança de receberem grandes bênçãos da parte dele. Eles não andam procurando tais bênçãos, O SENHOR espontaneamente os surpreende. Certamente Enoque não orava pedindo a Deus que o levasse e nem Noé rogava que o mundo fosse destruído e ele salvo. Soberanamente e graciosamente eles receberam este privilégio.

Outra coisa que aprendo também é que estes homens devem ter sido muito firmes. O texto não diz que eles por algum momento fraquejaram ou vacilaram em sua fé e confiança; pelo contrário, mesmo vendo o mundo todo entregue ao caos do pecado, eles insistiram numa vida santa e piedosa. Hoje, vemos acontecer o contrário. Muitos crentes já começam a aderir a algumas práticas erradas da sociedade em vez de combatê-las e testemunhar contra elas. Não estão andando com Deus, estão andando com o mundo.

Se Deus quisesse arrebatar alguém hoje como fez com Enoque, acredito que poucos seriam escolhidos, pois pouquíssimas pessoas estão andando de mãos dadas com o SENHOR. Estão se negando a agir como a maioria. Estão insistindo numa vida santa e piedosa.

As implicações são;

1. ANDAR COM DEUS: É caminhar com ele, segui-lo de perto obedecendo-o e não agindo conforme o restante da humanidade caída em seus delitos e pecados;

2. QUEM ANDA COM DEUS PODE RECEBER GRANDES BÊNÇÃOS: É um resultado que pode ser esperado, mas não buscado. Porque quem de fato quer andar com Deus, o faz porque o ama e não porque está "de olho em suas bênçãos".

3. ANDAR COM DEUS REQUER FIRMEZA: Porque o mundo não vai tolerar as atitudes de alguém que quer fazer o que é certo. É loucura deixar de viver como se bem entende para agradar a Deus. A oposição vai ser constante.

Em resumo, a Igreja tem muito a aprender com Enoque e Noé. Ela precisa andar com Deus e se afastar dos conceitos equivocados que a sociedade está sorrateiramente infiltrando nela aos poucos. Pois assim como Enoque foi arrebatado, a Igreja deverá ir ao encontro do seu SENHOR nos ares!

Pb. Samuel

15 de maio de 2015


Após um bom tempo (diga-se de passagem bem extenso), volto a publicar em meu velho blog de guerra e começo com uma coleção de pequenos comentários sobre meus versículos prediletos de vários livros da Bíblia.

Nesses comentários procuro de forma bem resumida apresentar o  meu entendimento das referidas passagens e de que forma elas impactaram a minha vida, além das suas implicações para a Igreja hoje.

Para começar, vou ao principio de tudo. O livro de Gênesis.

Acredito que todos devem conhecer de cor e salteado a narrativa da criação do mundo e da queda do homem. Já ouvi essa história quando criança na escolinha da Igreja e li diversas vezes ao longo da vida. Vemos em filmes, pinturas e até no colégio (isso já faz algum tempo) lembro que também presenciei minhas professoras contando como Deus criou o homem a sua imagem e semelhança.

Mas existe um versículo que chama a minha atenção.

"E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore que te ordenei: Não comerás dela, maldita é a terra por tua causa; com dor comerás dela todos os dias". (Gn  3.17).

Deus disse isso para o nosso pai Adão após o um jogo de empurra-empurra do primeiro casal. A situação era: A mulher, enganada pela serpente, toma do fruto proibido e oferece-o ao seu marido. Ambos, ao entenderem que estavam nus, esconderam-se de Deus que passeava pelo Jardim do Éden. O SENHOR, então, já sabendo de tudo, vai ao encontro dos desobedientes e ouve as desculpas esfarrapadas deles.

O homem quando questionado joga a culpa em Deus e na mulher (a mulher que me deste...). A mulher, por sua vez, culpa a serpente. O interessante é que a serpente não tinha a quem culpar e ficou na dela.... Em todo caso, Deus profere sentenças para cada um dos envolvidos: A serpente rastejaria sobre seu ventre (o que dá a entender que antes ela tinha pernas), a mulher teria suas dores de parto multiplicadas e finalmente chega a vez do marmanjo, o homem da casa.

O que me chama mais a atenção nesse texto, para ser um dos meus prediletos, é a ênfase que Deus dá ao homem. Quem primeiro pegou do fruto e comeu foi a mulher, mas quem recebeu a principal sentença foi o Adão. Parece que Deus agiu com um pouco de injustiça, mas na verdade ele foi absolutamente justo se compreendermos o papel que o homem exerce dentro do casamento.

Por diversas vezes eu tinha lido e ouvido esta história sem nunca ter atentado a esse detalhe. O homem recebeu a maior sentença por uma razão muito lógica: Ele era o líder, o administrador, o responsável por toda a criação. É por isso que a Igreja insiste em ensinar que os homem devem reafirmar sua liderança sobre a família, porque vemos claramente que isso foi algo instituído pelo próprio Deus. Não há uma relação de superioridade do homem com a mulher, tal pensamento é resultado da má compreensão do propósito divino. Anteriormente foi dito que a mulher seria uma ajudadora (2.18) e não uma serva ou escrava. A ajudadora não está em posição inferior ao ajudado, pois se ela fosse de menor importância não teria sido criada. Mas se aprouve a Deus criar uma ajudadora para o homem, foi porque ele sabiamente entendeu que este não seria capaz de fazer tudo sozinho, daí a necessidade de alguém que o ajude.

Adão era o representante de toda a criação (e isto inclui a mulher). Ele tinha a tarefa de manter tudo em ordem e zelar pela continuidade da harmonia na qual todas as coisas existiam, e ele vinha fazendo isso através da obediência a ordem dada por Deus. Não sabemos como teria sido o desfecho da história caso nosso pai tivesse se negado a comer do fruto oferecido por sua esposa. A questão é que esta deveria ter sido a sua atitude, porém ele fez o contrário. Ele falhou em sua missão. O seu fracasso trouxe consequências a todos que ele representava.

Repare que tanto a serpente, quanto a mulher receberam castigos que diz respeito somente a elas mesmas. Porém, o homem além de receber o castigo da dor ou fadiga para obter o seu alimento cotidiano, também se o torna o responsável por trazer uma maldição sobre toda a terra. A desobediência dele fez com que todos pagassem, porque ele os representava e os liderava, mas falhou em exercer sua liderança.

A isso nós chamamos de Pecado Original. O primeiro pecado cometido na história da humanidade. O primeiro homem a ter sido criado desobedeceu a Deus, e por ser ele o representante de todos os outros, seus descendentes já nascem trazendo em si o estigma (marca) do pecado do pai, além da tendência a cometerem os seus próprios pecados pessoais e se tornaram passíveis de uma dupla condenação: Pelo pecado original que herdaram e pelos próprio pecados cometidos espontaneamente.

As implicações são muitas, dentre elas destaco:

1. O HOMEM É O LÍDER: Deus concedeu esse papel claramente quando instituiu a família.
2. O LÍDER PRECISA DE UMA AJUDADORA: Naturalmente o líder não é capaz de fazer tudo sozinho;
3. O LÍDER É O RESPONSÁVEL: Na relação que existe entre o líder e sua ajudadora, qualquer problema que venha acontecer, em última análise, é culpa do mal encaminhamento ou má administração que ele desempenhou. Pois uma vez que o líder falha em sua missão, todos os que estão sob sua orientação estão sujeito a colocar tudo a perder.

A nossa sociedade atual não recebe essas ideias como sendo válidas. A psicologia e os estudiosos do comportamento humano afirmam que a Bíblia possui valores ultrapassados e que são resultados de uma cultura machista e autoritária do oriente médio. Contudo vemos o quanto o abandono desses valores ultrapassados tem custado caro para a humanidade e para a família. As consequências estão aí para quem quiser ver.

Pb. Samuel