30 de junho de 2014



Muito superficial é a tentativa, por parte da teoria Pelagiana, de explicar esse fenômeno2 terrível e universal como sendo a imitação de um mau exemplo e a influência de um ambiente mal. De acordo com essa visão, o pecado está sempre apenas no ato; nunca é uma corrupção da natureza humana. A natureza humana é inerentemente boa, isto é, sempre tem o poder de determinar se fará o bem ou o mal. Nesse sentido positivo, a vontade sempre é livre. Não existe nada como uma escravidão ao pecado. A natureza de Adão nunca se corrompeu pela transgressão do mandamento especial de Deus. Adão pode ter se tornado de certa forma fraco. Por causa do seu primeiro pecado, pode ter ficado mais difícil para ele retornar e guardar o caminho da obediência, mas sua natureza não se corrompeu. Toda criança que nasce é inerentemente boa e dotada com uma vontade que pode escolher livremente o bem ou o mal. A natureza, ou caráter moral, de um bebê recém-nascido é como um pedaço de folha branca, na qual alguém pode escrever o que quiser e a qual a própria criança, tão logo cresça, enche com a escrita do bem ou mal.

Se você pergunta como deve ser então explicado o fato da escrita ser invariavelmente má, e nenhum homem ser sem pecado, a resposta é que todas as coisas no mundo são contra aquele bebê no berço. Desde o primeiro momento que o bebê veio ao mundo, a folha branca de seu caráter moral começa a receber a escrita da linguagem do pecado. Quando mais tarde em sua vida passa a ter contato com o mundo de forma geral, ele se encontra com uma multidão de maus exemplos e influências malignas que o dispõe ao pecado. Assim, sucede que todos os homens se desviam e que ninguém é sem pecado. Para salvar a humanidade e construir um mundo melhor, devemos ter fé no homem, aplicarmo-nos à construção do nosso caráter, e criar um ambiente melhor para os homens em geral. Tal é o ensino da nossa era, o ensino da filosofia humanista.

Herman Hoeksema

Fonte: Reformed Dogmatics, Herman Hoeksema, Reformed Free Publishing Association, vol. 1, pp. 388-389.


Tradução de Felipe Sabino de Araujo Neto


29 de junho de 2014


Abaixo segue o estudo que acabei de ministrar na Escola Dominical da IPB de Felipe Camarão, na classe dos jovens.

Texto: João 5.1-15

Pensamento: Jesus é manifestação corpórea da misericórdia de Deus e é aquele que remove nossas limitações espirituais.

ALGUNS DETALHES A REFLETIR...

1.As portas de Jerusalém e o tanque:

a)  A cidade de Jerusalém tinha um formato quadrangular e cercado por 12 portas, uma delas era a porta das ovelhas, pois por ela passavam as ovelhas a serem sacrificadas no templo;
b) Ao lado dessa porta havia um tanque com 5 pavilhões cobertos;
c) Esse tanque era abastecido por uma fonte de água mineral cuja pressão interna fazia com que a água borbulhasse de vez em quando;
d) Os judeus possuíam 3 festas básicas que eram motivos de peregrinação à Jerusalém: a páscoa, o pentecostes e a festa dos tabernáculos;
e) Ao virem pessoas de todas as direções elas podiam optar por qualquer uma das 12 portas, mas pela porta das ovelhas entravam aqueles que estavam doentes, pois acreditavam que ali era um local de cura;
f) O nome do tanque (Betesda) quer dizer casa de misericórdia, as pessoas que entravam por ali esperavam encontrar o favor de Deus para suas vidas;

2. O paralítico enfermos a 38 anos:

a) A enfermidade era um fator de exclusão social;
b) A paralisia o impedia de trabalhar, de ter uma família, de cultuar, ele vivia preso a uma esteira no chão;
c) Alguém lhe fazia o favor de lhe deixar ali e pronto, sua vida se resumia aquela esteira perto do tanque;
d) Esse homem vivia um drama, uma frustração que tornava sua vida uma das mais tristes que pode imaginar;

3. A crendice do povo:

a) O povo judeu era é ainda é um povo supersticioso, vemos vários exemplos de crendíces populares que eles tinham;
b) Existia uma crença de quando a água se agitava era na verdade a ação de um anjo movimentado as águas, e aquele que entrasse no tanque primeiro seria curado;
c) Isso era no mínimo maldade porque só poderia ser curado quem estivesse numa condição que permitisse pular na água assim que ela fosse agitada, os que não podiam se mover ficavam a ver navios, como esse homem da narração;

4. Bestesda, um lugar de desgraça e egoísmo:

a) Apesar do nome Bestesda não era um lugar de misericórdia, e sim de desgraça, ali estavam os desprezados, ignorados, sofredores, uma história mais triste do que a outra;
b) por outro lado quem estava ali só se preocupava consigo mesmo, cada qual queria resolver o seu problema sem pensar no outro;
c) o homem disse que não tinha ninguém que o ajudasse a entrar no tanque, em 5 pavilhões não existia uma só alma que pudesse ajudar aquele doente, mostrando a indiferença dos que viviam ali;
d) Betesda, assim como nosso mundo hoje, era um lugar de pessoas egoístas, que só se preocupavam consigo mesmas;

5. Mais uma cura no sábado:

a) Assim com já tinha feito em outra passagem Jesus curou no sábado;
b) Os judeus haviam criado várias interpretações sobre como guardar o sábado uma delas proibia carregar coisas e o homem foi visto carregando seu leito na verdade uma esteira;

ALGUMAS LIÇÕES

I - Cristo é a oferta pelos nossos pecados:

Ao entrar pela porta das ovelhas Jesus revela que aqueles animais apontavam para a sua obra redentora, pois eles entravam por ali justamente para serem sacrificados pelos pecados do povo, do mesmo modo que ele seria sacrificado pelos pecados da sua Igreja;

II – Cristo é a manifestação corpórea da misericórdia de Deus;

As pessoas iam até aquele tanque esperando encontrar misericórdia, mas Deus mostra a plenitude dessa misericórdia na pessoa de Jesus;

III – Cristo é a porta das ovelhas;

Jesus usou essa expressão em João 10.9 justamente para que quem ouvisse pudesse lembrar essa porta e entender que assim como os que entram pela porta física esperam encontrar alívio para as enfermidades, os que entram pela porta espiritual, que é ele próprio, encontrarão repouso e cura para a sua enfermidade espiritual;

IV – Cristo está acima das crendices humanas;

Jesus curou o homem instantaneamente, sem requerer nem mesmo fé do doente, nem nenhum elemento extra.

As pessoas ali acreditavam que aquela água poderia curá-las, mas Cristo mostrou que elas estavam erradas, somente ele tem poder sobre as enfermidades, revelando mais uma vez sua divindade e soberania sobre todas as coisas;

Por que então hoje milhares de pessoas se submetem a amuletos, rituais sincretistas para esperando receberem as bênçãos de Deus?

V – Cristo mostra seu amor eletivo:

Mesmo nessa pequena narração vemos claramente uma alusão ao amor eletivo de Deus; em cinco pavilhões cheios de doentes, Jesus se compadeceu somente de um;

O mundo hoje está repleto de pessoas caídas e presas nos mais terríveis pecados, mas nem todas receberão o dom da Graça  de Deus;

VI – Nossa dependência e incapacidade:

O paralítico serve de exemplo para nós, pois do mesmo modo em que ele não podia ir de encontro a sua cura, nós também, enfermos pelo pecado, não podemos ir de encontro à salvação;

Jesus tomou a iniciativa de ir ao paralítico e curá-lo, do mesmo modo que ainda hoje, através da providência, ele vai ao encontro dos pecadores e os salva;

VII – A cegueira do legalismo:

Os fariseus exageravam na observância do sábado e negligenciavam o 2º mandamento: amar o próximo;
Durante 38 anos o homem esteve naquele lugar e ninguém o ajudou;

Jesus o livra daquele sofrimento, e ao invés de ficarem felizes, os religiosos acusam o ex-paralítico de violar o sábado;

“Cumprir regras é mais importante do que fazer o bem”; Isso é a falsa religiosidade. (Tg. 1.27).

Quando vemos pessoas hoje se preocupando tanto com roupas, usos e costumes, devemos lembrar que essas coisas secundárias não devem ocupar nossa mente e nosso tempo;

VIII – Cristo vai em busca dos que sofrem;

Jesus entrou por aquela porta de propósito, pois ele sabia que lá ele encontraria pessoas precisando dele;
A Igreja deve ir em busca das pessoas que precisam dela e não evitá-las;

A igreja tem a missão de realizar esse trabalho hoje;

VIV – Cristo acolhe ao pecador, mas confronta seu pecado;

A mensagem de Cristo para aquele homem foi semelhante a da mulher adútera: vai e não peques mais;
Muitas vezes Deus vai nos advertir através de problemas como enfermidades, situações difíceis e etc, mas a lição é sempre esta: procure santificação;

Tanto os que já são crentes como aqueles que a Igreja está acolhendo são chamados para santidade;

Conclusão: Nada disso seria possível se a misericórdia de Deus, através de Jesus, não tivesse nos alcançado.

Ir. Samuel


27 de junho de 2014

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ABAIXO SEGUE O ESBOÇO DE UMA DAS MINHAS AULAS NA ESCOLA DOMINICAL DA IPB DE FELIPE CAMARÃO, CLASSE DOS JOVENS.

Texto:  Marcos 7.31-37

Pensamento: Jesus é aquele que nos faz ouvir sua voz e nos capacita a falar em seu nome.

1. DECÁPOLIS:

a) Região onde ficavam 10 cidades-estados gregas, vizinhas à Samaria;
b) A maior parte da população era de gregos;
c) Nessas cidades algumas pessoas viviam em situação precária: Um historiador chega a afimar que ali “muitos vivem como brutos e não como seres humanos”;
d) Nessa região Jesus expulsou uma legião de demônios de um homem e atendeu a uma mulher siro-fenicia cuja filha também era atormentada por um espírito maligno;

2. A SURDEZ E A MUDEZ:

a) Ser mudo ou surdo são limitações até hoje, onde temos o Braile e as LIBRAS;
b) Naquela época significava ser inválido, excluído da sociedade, marginalizado;
c) As doenças eram consideradas um sinal da ira e desprezo de Deus pelo pecado (Jo 9.1,2)

3. ATITUDES DE JESUS:

a) Entrar numa região de gentios;
b) Ter contato com gentios considerados impuros;
c)  Ter contato com um doente e inválido, impuro duas vezes; (por ser gentio e ser inválido);

# LIÇÕES:

I – Novamente Jesus interage com gentios;

1.1.O evangelho vem também para os gentios (At. 1.8,9; 10.34; 11.18)
1.2.O livro de Marcos foi escrito para gentios, por isso a ênfase nas situações em que Cristo esteve entre pessoas que não eram da nação de Israel;
1.3. Aponta para a missão da Igreja ainda hoje que é de anunciar a mensagem do evangelho a todas as nações;

II – Jesus rompe a barreira do preconceito:

2.1.Do mesmo modo como fez com o centurião, Cristo ignorou as barreiras socio-culturais: atendeu novamente a um gentio, e ainda por cima um gentio doente, tido como mais impuro e desprezível;
2.2.Jesus levou aquele homem a um lugar reservado, dando atenção especial a ele (ao contrário de qualquer outro judeu que o teria simplesmente ignorado por sua raça e deficiência);

III – Jesus mostra novamente sua autoridade sobre as doenças;

3.1.Toca os ouvidos e a língua do doente para que ele mesmo pudesse entender que Jesus o estava curando;
3.2.O homem passou a ouvir e falar normalmente, o que até hoje é impossível, mesmo com o avanço tecnológico que temos;

# SIGNIFICADO DO MILAGRE

a) Ao curar o surdo-mudo Jesus está mostrando que ele veio para abrir nossos ouvidos “espirituais” afim de podermos ouvir sua voz, e nos capacitar a falar em seu nome;
b) Nenhum ser humano por si só é capaz de atender ao chamado do evangelho se Deus não intervir de modo a “abrir” o entendimento daquela pessoa e fazê-la compreender a sua palavra; (1Co. 12.3; At.16.14)
c) Ao curar cegos, surdos e mudos, Cristo apontava para o fato de que todos nós estamos espiritualmente incapacitados para nos relacionarmos perfeitamente com Deus, assim com os acometidos por deficiências tem em se relacionar com as demais pessoas;(Is. 6.10);
d) Jesus é o único que pode curar o homem do seu estado de pecado. (Lc.4.17-19);

Ir. Samuel

Domingo estarei publicando mais um esboço de aula.


26 de junho de 2014

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[Jonathan Edwards enviou em 1755 esta carta a seu filho Jonathan Edwards Jr, que tinha a idade de nove anos e estava com Gideon Hawley em uma viagem missionária entre os índios.]



Stockbridge, 27 de maio de 1755.

Querido filho,

Embora muito distante de nós, você não está distante de nossas mentes: Eu me preocupo muito com você, freqüentemente penso em você, e freqüentemente oro por você. Embora você esteja muito longe de nós, e de todos os seus familiares, contudo, é conforto para nós que o mesmo Deus que está aqui também está em Onohoquaha e que embora você esteja longe de nossa visão e de nossa assistência, você sempre está nas mãos de Deus, que é infinitamente gracioso; e nós podemos ir a Ele, e te submeter ao Seu cuidado e misericórdia . Cuide para que você não O esqueça ou negligencie. Tenha sempre a Deus perante seus olhos, e viva em Seu temor, e O busque a cada dia com toda a diligência: porque Ele, e somente Ele pode fazer você feliz ou miserável, conforme Lhe agrade; e sua vida e saúde, e a salvação eterna de sua alma e tudo nesta vida, e na que está por vir, depende de Sua vontade e desejo.

Na última semana que passou, na quinta-feira, David morreu; aquele que você conhecia e com quem brincava, e que vivia em nossa casa. Sua alma entrou no mundo eterno. Se ele estava preparado para a morte, nós não sabemos. Este é um aviso audível de Deus para que você se prepare para a morte. Você vê que ele sendo jovem morreu, tal qual aqueles que são velhos; David não era muito mais velho do que você. Lembre-se do que Cristo disse, que você deve nascer de novo, ou nunca verá o Reino de Deus. Nunca se dê ao descanso enquanto não tiver uma boa evidência de que você é convertido e tornou-se uma nova criatura .

Nós esperamos que Deus preserve sua vida e saúde, e que você retorne a Stockbridge novamente a salvo; mas sempre se lembre de que esta vida é incerta; você não sabe se irá morrer em breve, portanto há a necessidade de estar sempre pronto. Nós temos a pouco ouvido que seus irmãos e irmãs em Northhampton e em Newark estão bem. Seu idoso avô e sua avó, quando eu estava em Windsor, mandaram dizer que o amam. Todos nós aqui dizemos o mesmo.

Eu, seu terno e afetuoso pai,

Jonathan Edwards.

Fonte: Monergismo.com


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Esta é uma das perguntas que mais atormenta os líderes e pastores. O que fazer para que os jovens se interessem mais, se envolvam mais com as atividades propostas pela igreja, ou melhor ainda, frequentem mais os cultos e se sintam mais atraídos pela comunhão?

Primeiro precisamos ser bem racionais e analisar alguns motivos pelos quais os jovens não estão congregando tanto quando deveriam.

1.ROTINA SECULAR: Acredito que esse é o principal motivo pelo qual muitos de nós não congrega com mais frequência. Eu mesmo sou um exemplo disso. Por diversas vezes fiquei aborrecido por não poder me reunir com meus irmãos devido o trabalho. Certa vez estava escalado para aplicar o estudo bíblico de quinta-feita à noite e por causa do trânsito na volta cheguei em cima da hora, sem contar as vezes em que tive que ligar para o pastor e cancelar minha participação devido o meu atraso que seria evidente. Muitos outros tem faculdade, cursos e etc. Essa rotina acaba atrapalhando nossa dedicação. O que é preciso fazer é procurar equilíbrio, compensando essas horas que não podemos estar com a Igreja na semana em outros dias nos quais sabemos que podemos nos dedicar no serviço do Senhor.

2. MÁ ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO: Esse é um motivo sem justificativa. Uma pessoa desorganizada não tem tempo pra nada. Milhares de jovens sofrem desse mal. E o pior, desperdiçam seu tempo com coisas absurdas, por exemplo, vídeos games, redes sociais, Tv... Não que estas coisas sejam pecado, claro que não. Mas o problema é você consumir seu tempo quase todo nelas. Há muito mais pra ser feito do que ficar em casa o dia todo vendo Tv, ou passar horas conversando bobagem em redes sociais. Nós precisamos procurar preencher nossa mente com coisas proveitosas, e principalmente em como atuar na obra de Deus. Não podemos esquecer nossa missão como Igreja de Jesus.

3. PREGUIÇA E DESÂNIMO:Aqui mora um perigo. Alguns jovens estão de fato sem vontade alguma de participar das atividade da Igreja. A preguiça e o desânimo os desencoraja. Pode ter algumas causas possíveis: a) O PECADO, ou a permanência em um pecado específico causa um certo endurecimento de coração que por consequência o desestimula a se interessar por qualquer coisa que leva a Deus. Nesse caso é preciso que ele dê ouvidos a exortação que recebe da parte de Deus, como nesse texto por exemplo. Se você sente que se enquadra nesse item, busque imediatamente auxílio da parte de Deus. Ore, peça, confesse seu pecado e certamente nosso Deus providenciará saída para você. b) FALTA DE ESTÍMULOS: muitos jovens e adolescentes não encontram estímulos por parte da família e por parte dos irmãos. Não veem nos cultos mensagens que se apliquem ao seu dia-a-dia. Isso é uma tarefa conjunta da família e da liderança da Igreja. Por um lado os pais devem motivar seus filhos dando exemplo deles mesmos, e a liderança precisa planejar e promover programações (BÍBLICAS) que fale ao coração do jovem, que toque nos pontos que são relevantes para ele e não somente isso, mas também que abra os seus olhos para aqueles assuntos que talvez ele não considere como importantes. O que eu tenho aprendido em minhas aulas com crianças, adolescentes e jovens, é que se você precisa chamar a atenção deles para um assunto que eles consideram chato ou sem graça, você deve então fazê-los entender como aquilo é importante usando linguagens e aplicações que eles entendam. Isso é muito importante para que o jovem deseje participar mais da comunhão, ele precisa estar ali e entender que a pregação vai ensiná-lo a viver melhor, que estar ali presente faz bem ao seu espírito.

É evidente que isso não se consegue do dia para a noite. É preciso oração, planejamento e muita disciplina para aguardar os resultados acontecerem. Que Deus nos ajude a fazer as coisas certas, que sua palavra seja o centro das atividades cristãs, a fim de que todos sejam atraídos a Cristo e não ao emocionalismo barato nem á libertinagem que vemos acontecendo em alguns lugares.


Ir. Samuel

25 de junho de 2014

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"...porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si..." (Gálatas 5.17).

Nenhum ser humano, por mais santo e devotado que aparente ser, pode afirmar que possui total controle sobre sua natureza pecaminosa.

Estamos todos os dias lutando contra ela, brigando para sobrepujá-la, mas ela continua lá, clamando, gritando ao nosso ouvido, falando à nossa mente. Existe uma guerra sendo travada nesse momento. Talvez você e eu estejamos bem no momento. Nada nos acusa a consciência, porém quando menos esperarmos, o pecado baterá a porta, tentará as nossas almas, e em alguns casos nos seduzirá e nos deixará no pó do remorso e da culpa. Tem que ser assim, e aprendo duas coisas com isso.

1. NOSSA VIGILÂNCIA DEVE SER CONSTANTE: O pecado é um inimigo que se aproveita da distração. Uma tática que muitos soldados conhecem na arte da guerra. Da mesma forma nossa natureza decaída usa nossos momentos de relaxamento espiritual para nos bombardear com pensamentos e vontades contrárias as de Deus. Tal como Davi caminhando ocioso pelo seu palácio antes de ver Bate-Seba. Muitas das vezes achamos que está tudo bem, que podemos ficar mais tranquilos e é nessa hora que caímos na armadilha. Precisamos ser sóbrios e muito, mas muito atentos, pois a guerra está longe de acabar.

2. NÃO SOMOS SENHORES DO PECADO: Aqueles que se gloriam do seu livre arbítrio vão dizer que é tudo uma questão de escolha. Não posso concordar com isso. Pecar é um estado de desgraça, ninguém escolhe a desgraça por vontade própria. Talvez digam: Ninguém é coagido a pecar, peca porque quer. Essa é a impressão que nós temos.Quem peca é escravo do pecado, faz somente aquilo que seu senhor manda.  A menos que seja liberto por Cristo para poder resistir as ordens do pecado, o homem permanece agindo segundo os mandados de sua natureza corrupta. Não somos senhores do pecado, isto é, não podemos dominá-lo perfeitamente. Necessitamos da ação de um libertador o qual é Jesus Cristo, e da sua chaves que abre nossas cadeias, que é o Evangelho.

Samuel
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24 de junho de 2014

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Hoje após o almoço, percorrendo as redes sociais, encontrei a notícia de que o Caio Fabio havia dado uma entrevista ao Danilo Gentili no SBT. Desde muito tempo que sei e ouço sobre as peripécias desse homem, e já havia visto alguns vídeos dele ''pregando" pela web. O que me incomoda é o modo como ele, de uma maneira grosseira e sem pudor, procura expor o que considera sendo uma correta interpretação do evangelho.

Esse cidadão conhece muito - É verdade. Ele tem razão em algumas coisas que ele fala - É verdade. Mas não adianta curar por um lado e ferir pelo o outro. É perfeitamente possível anunciar a Cristo e se opor ao sistema corrupto que hoje se vê na cristandade, sem perder a ética, a educação e a compostura. O que não vejo no Caio Fabio. Confesso que assim que assisti a entrevista pensei: Eu não teria coragem de ter visto essa cena com minha mãe ou meu pai do meu lado...Por que esse pensamento? Porque algo está errado! É contraditório falar de Cristo e de sua palavra com o mesmo tom de quem acabou de sair de um bordel.

Não estou nem mencionando os equívocos teológicos dele, mas estou me detendo no desrespeito com qual ele fere os ouvidos de quem o escuta "pregar". Não vemos nenhum dos apóstolos ou discípulos tendo atitude parecida em toda a igreja primitiva. Então em quem ele está se espelhando para agir dessa forma? Fica a pergunta no ar.

Fica um pouco difícil entender como um homem que um dia teve tanto destaque na obra de Deus se encontra num estado de rebeldia tão radical e tão maligno.

Isso nos ensina que não obstante sermos usados hoje pelo o Senhor em seu Reino, não entramos no CÉU ainda. O ser humano é falho, dissimulado, interesseiro... O que podemos esperar do homem? Temos aqui a prova de que é Deus quem conserva o seus na retidão deles. Oremos para que  o Espírito Santo, nos guia e nos aproxime da sua palavra e nos afaste desse liberalismo maldito que tem invadido a Igreja.


Ir SAMUEL

"Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes." (Romanos 14:2).

Muitos ainda se questionam se um cristão pode ou não participar de festas juninas, ou mesmo se uma denominação evangélica deve promover um eventos desse tipo. O texto citado mostra a resposta do apóstolo Paulo a uma questão de usos e costumes da época e que serve para analisarmos o problemas das festas do mês de junho em nosso tempo.

Paulo deixa claro que há pessoas cuja mente ainda estão subordinadas a temores por vezes infundados. O fato de alguns se recusarem a comer carne (talvez mais precisamente a de porco),  mostra que a mente delas ainda não está totalmente liberta de preceitos humanos ou ainda não compreenderam totalmente a liberdade conferida por Cristo ao seu povo. Mas ao contrário da atitude de alguns de nós, o apóstolo recomenda paciência para lidarmos com essas pessoas e não criticá-las ou sair por aí taxando-as de legalistas ou coisa do tipo. No meu modo de ver precisamos é orar por elas e evitar criar atritos sobre nossas próprias convicções. Deus abrirá os olhos de todos no tempo dele.

Outra recomendação importantíssima é para as pessoas que frequentemente se "escandalizam" ao ver "crentes" participando de festas juninas. Elas não tem o direito de condenar e julgar os outros como pecadores pelo simples fato de estarem participando de uma confraternização. Se em sua consciência você não se sente "livre" para participar, não queira impor o seu jugo aos outros também. Precisamos partir do pressuposto que não existe nem uma passagem bíblica que sustente tal proibição, o que nos leva a concluir que é mais uma proibição meramente humana e fundamentada apenas (na maioria das vezes) em desejo obscuro de querer mostrar "santidade".

Finalmente, ainda alguns vão apelar para o argumento de que as festas juninas são de cunho religioso e ao participarmos estaríamos endossando a veneração aquela "santo" ou a Igreja Católica Romana. Na verdade já faz tempo que as festas juninas perderam essa conotação de religiosidade e ainda que permanecesse tenho certeza que as denominações evangélicas que promovem festas da colheita ou algo parecido, procuram enfatizar que ali não está se celebrando homenagem a quem quer que seja, mas apenas que como Igreja de Deus, estão reunidos para se alegrarem e confraternizarem uns com outros - Coisa que até onde sei não é pecado.


Ir. Samuel
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"Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus,a Timóteo, meu amado filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor." (2 Timóteo 1.1-2)

Deus é soberano – a vontade de Deus é suprema. Isso significa não somente que ele pode controlar algo se desejar fazê-lo, mas significa que nada pode acontecer a menos que ele decida que isso deveria acontecer e então faça com que isso aconteça mediante um poder ativo e invencível. A distinção é crucial. A falha em reconhecê-la tem resultado em absurdo e inconsistência mesmo naqueles que se consideram defensores da soberania de Deus. Deus não somente pode ativa e diretamente decidir e controlar tudo – como se fosse possível ele metafisicamente deixar algumas coisas funcionarem por si mesmas – mas Deus de fato ativa e diretamente decide e controla tudo, incluindo todos os pensamentos e ações humanas, quer boas ou más. Isso é verdadeiro por necessidade lógica, pois Deus é o único e universal poder metafísico que existe.

Sem dúvida, isso significaria que Deus é o autor metafísico do pecado e do mal. Ele foi aquele que criou Satanás bom e perfeito, e então inclinou o seu coração para o mal. Ele foi aquele que criou Adão bom e perfeito, e então fez com que Satanás o tentasse (a Escritura diz que Deus mesmo não tenta ninguém, visto que tentar é persuadir a praticar o erro, e Deus persuadir diretamente alguém a fazer algo torna esse por definição um ato justo; portanto, é logicamente impossível Deus tentar alguém diretamente), fez Adão sucumbir, e fez com que o seu coração inclinasse para o pecado. Teólogos ficam horrorizados por essa ideia, e quase sempre tentam distanciar Deus do pecado. Contudo, se distanciamos Deus do mal metafisicamente, isso significa que há outro poder metafísico que causa o mal. E isso significa que Deus não está no controle de tudo, que por sua vez significa que esse “Deus” não é Deus coisa alguma. Em outras palavras, contrário à noção popular que é blasfêmia sugerir que Deus é o autor do pecado e do mal, é blasfêmia dizer que ele não o é. Deus deve ser o autor do mal, ou o mal jamais poderia vir à existência. Deus deve ser o autor do pecado, ou o pecado jamais poderia ter acontecido.

Isso é muito diferente de dizer que Deus é mal. Uma coisa não implica a outra. Antes, Deus é aquele que define bom e mal, e mal é aquilo que viola seus preceitos morais. Embora o mal tenha vindo à existência, a Bíblia ainda chama Deus de bom. Isso necessariamente significa que Deus nunca impôs um preceito moral sobre si mesmo declarando que ele nunca deve fazer com que criaturas violem os seus preceitos morais. Portanto, não é mal Deus fazer com que suas criaturas violem os seus preceitos morais, mas é mal para as criaturas, causadas por Deus, violar esses preceitos morais.

Quanto a porquê Deus criaria o mal, e fazer com que suas criaturas violem seus preceitos, e então redimir algumas delas, é surpreendente que mesmo aqueles teólogos que se vangloriam de se referir à história bíblica como o “drama” da redenção não podem ver a resposta para isso. Pergunte ao escritor porquê há tanta oposição ao herói em sua própria história. O escritor não tem pleno controle sobre o que acontece em seu mundo? Se seguirmos as teorias absurdas de quase todos os teólogos, teríamos que dizer que os vilões aparecem e escrevem espontaneamente suas próprias linhas no manuscrito do escritor, e esse tem que dirigir seu herói para vencê-los. Ou, talvez o escritor de alguma forma “permita” que os vilões apareçam e causem destruição, mas eles aparecem sem o envolvimento direto do escritor escrevendo sobre eles na história. Os vilões dentro da história tomam controle da caneta para se inscreverem na história, mesmo antes que eles existam na história! Ou, personagens justos dentro da história tomam controle da caneta e inserem o mal neles, mesmo antes que haja qualquer mal dentro deles para movê-los a fazer isso! Alguém pode se perguntar se os personagens são infinitamente mais poderosos que o escritor. Quanta coisa sobre o decreto “passivo” de Deus e a “permissão” do mal! Em todo caso, se a Bíblia registra o “drama’ da redenção, e se Deus é o escritor e diretor, então a razão, propósito e significado da existência do mal num mundo onde Deus possui controle direto e completo é automaticamente abordada, exceto para aqueles que não tenham nenhuma compreensão do drama. Romanos 9 diz que Deus deseja “tornar conhecidas as riquezas de sua glória” (v. 23).

Suponha que um escritor pense que é o momento de Richard, um personagem em sua história, morrer. Ele pode fazer isso acontecer de muitas formas. Ele pode escrever, sem nenhuma explicação, “Richard morreu”. E Richard morreria. Ele pode lançar uma pedra do céu e esmagar Richard no chão. Ele pode simplesmente parar de mencionar Richard, e embora os leitores e outros personagens na história poderiam não estar cientes disso, ele estaria morto na mente do escritor. Mas já que estamos num drama, tornemos isso mais interessante. O escritor pode introduzir Tom na história. Ele cobiça a esposa de Richard, e no decurso de uma trama complicada e improvável, Tom dá um tiro na cabeça de Richard e o mata.

Seria absurdo distanciar “metafisicamente” o escritor do mal nesta história usando Tom para explicar a coisa toda. O escritor é aquele que concebe Tom em sua própria mente e o introduz na história. O escritor é aquele que o faz cobiçar a esposa de Richard e então atirar na cabeça de Richard. Além disso, o escritor é aquele que faz Richard morrer. Essa é a parte que muitos teólogos e filósofos esquecem quando lidando com metafísica. Na verdade, não é Tom quem mata Richard. Na realidade, não é a bala que mata Richard. Numa história onde o escritor detém poder onipotente, Richard não precisa morrer simplesmente por alguém ter acertado um tiro na sua cabeça. E se Richard morre, o escritor pode ressuscitá-lo dentre os mortos. De fato, o escritor pode ressuscitar Richard dentre os mortos e fazê-lo matar Tom simplesmente mediante um olhar desaprovador.

Esse é o porquê, como explicações metafísicas, as chamadas causas secundárias não têm sentido. Quando a discussão é limitada às relações dentro da história, então é aceitável dizer que Tom mata Richard. Mas quando uma explicação metafísica é necessária, devemos dizer que o escritor faz Tom puxar o gatilho, faz a bala ser arremessada do revólver, e faz Richard morrer. Esses eventos são metafisicamente independentes, e estão relacionados somente no contexto da história. Isto é, a relação entre essas pessoas e eventos existe somente na mente do escritor, e é então registrada na história. Qualquer evento ocorre somente pela causa direta do escritor. Um objeto dentro da história não pode escrever suas próprias linhas e então produzir um efeito sobre outro objeto dentro da história.

É verdade que o escritor mata Richard usando Tom, e é verdade que Tom atira voluntariamente em Richard. Tom age sob o desejo mais forte do momento, e não é coagido por nenhum outro fator dentro da história. De fato, ele não é coagido nem mesmo pelo escritor, mas isso não significa que ele tenha livre-arbítrio, e seria tolo mencionar que seu desejo e ação são “compatíveis” com o controle do escritor, pois o escritor é aquele que, em primeiro lugar, insere o desejo e ação. O compatibilismo não é apenas falso mas também irrelevante, pois não compreende a questão. Ele não é coagido pelo escritor porque coerção requer resistência naquele que é coagido, mas Tom nem mesmo tem a liberdade para exibir qualquer resistência à vontade do escritor. Seu desejo é escrito em sua mente pelo escritor, e então uma ação que é consistente com esse desejo é escrita na história. Dizer que o desejo, escolha e ação de Tom são compatíveis com a autoria do escritor é dizer nada mais que o escritor é compatível consigo mesmo, ou que o exercício de seu controle é compatível com sua posse desse controle. Isso é irrelevante e inútil para a agenda do compatibilista.

A menos que Tom seja livre do escritor, Tom não é livre em nenhum sentido significante da palavra. Ele poderia ser livre de outros personagens da história, mas mesmo isso se dá somente porque o escritor decidiu assim. Dentro da história, há de fato uma relação aparente entre a ação de Tom, a física da arma e a bala, e a morte de Richard. Mas repetindo, isso acontece somente porque o escritor torna isso verdadeiro nessa ocasião particular. Em outras palavras, não existe nenhuma relação necessária entre a ação de Tom ou a bala, com a morte de Richard. A relação é estabelecida, aparentemente se você desejar, para o propósito da história, ou drama. Na realidade, a vontade do escritor é a única explicação para qualquer condição ou evento no romance.

Tom possui uma liberdade relativa – ele é livre do controle ou interferência de outros objetos e personagens na história na extensão em que o escritor decide que ele seja livre deles. Essa liberdade relativa não tem nada a ver com a responsabilidade moral de Tom para com o escritor. Se Tom é considerado responsável por algo, é porque o escritor decide mantê-lo responsável, não porque Tom possui algum tipo de liberdade. O escritor é capaz de mantê-lo responsável precisamente porque Tom não é livre. Se Tom fosse inteiramente livre, mesmo do escritor, então Tom não prestaria contas a ninguém. A responsabilidade moral de Tom reside inteiramente na soberania e decisão do escritor. Dessa forma, o escritor pode expressar sua desaprovação para com o adultério e assassinato arrumando um final extremamente sangrento para Tom. Se desejar introduzir uma dimensão espiritual, o escritor pode até mesmo enviar Tom direto para o inferno na história.

Embora o escritor seja a causa direta e ativa do adultério e assassinato de Tom, dificilmente seria correto acusar o escritor desses crimes, visto que o escritor mesmo não cometeu adultério e assassinato, e não existe nenhuma lei no mundo (fora da história) do escritor declarando que um escritor não pode narrar um adultério e assassinato em seu romance. Tom, contudo, cometeu ambos, visto que o mundo da história desaprova ambos e reforça leis contra ambos.

Você pode se queixar que tudo isso soa verdadeiro quando diz respeito a escrever um romance, mas nós não somos meros personagens numa história. Bem, Deus não é homem, e quando escreve uma história, ele não está limitado a tinta e papel. Todavia, se você resiste à minha analogia, você pode lidar com aquela usada por Paulo em Romanos 9, onde somos meros montes de barro. Isso te ajuda de alguma forma, ou nos compromete ainda mais à minha visão? Ele diz que Deus introduz pecado, mal e conflito contra si mesmo e o seu povo (v. 17-18), pois ele deseja “mostrar” (v. 22-23). Você diz: “O que? Tudo isso para uma demonstração? Por que Deus ainda nos culpa? Que personagem pode resistir à vontade do escritor?”. Mas quem é você para questionar a Deus? Acaso um personagem pode dizer ao escritor: “Por que me fizeste assim?” (v. 20). O escritor tem o direito e o poder para demonstrar seus valores e talentos da forma que desejar (v. 21).

Estou lhe dizendo o que aconteceu a Paulo. Ele escreve que era um apóstolo de Cristo Jesus “pela vontade de Deus”. A frase em si pode se referir ao decreto ou preceito de Deus. Isto é, pode se referir à decisão eterna de Deus que Paulo seria um apóstolo, ou ao mandamento temporal de Deus que Paulo deveria ser um apóstolo. Parece que a frase em nossa passagem refere-se ao decreto de Deus. Deus decretou todas as coisas antes da criação do mundo, e ele concebeu Paulo e pré-ordenou que ele seria um apóstolo. Paulo escreve que foi separado no nascimento (Gálatas 1.15), mas ele não nasceu um cristão. João o Batista foi cheio do Espírito enquanto ainda estava no ventre da sua mãe, mas Paulo viveu uma vida de assassinato até o Senhor Jesus confrontá-lo. Ambos foram ordenados pela vontade de Deus, mas Deus decretou vidas diferentes para eles.

Não é que Deus “permitiu” Paulo correr solto até Atos 9. Deus tinha tanto controle de Saulo o Fariseu como de João o Batista. Seu plano demandou que Paulo estiver no caminho que estava antes de sua conversão. E Paulo nos diz pelo menos parte da razão: “Mas por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna” (1 Timóteo 1.16). O drama da conversão de Paulo serve ao drama maior da redenção. Deus tinha pré-ordenado que Paulo se tornaria um exemplo de um grande pecador que receberia misericórdia, de forma que “Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência”. Repetindo, isso foi em prol da demonstração, do drama. Mas para isso acontecer – para Paulo se tornar um grande pecador que recebe misericórdia – ele deve primeiro viver como “o pior dos pecadores”. Não foi um acidente que Paulo tornou-se uma demonstração da misericórdia divina, nem podemos explicar isso mediante alguma teoria ridícula de concorrência ou compatibilismo. Nem, esse foi seu destino pré-ordenado. Deus planejou e Deus fez acontecer – tudo isso.

No tempo determinado, o Senhor Jesus apareceu a Paulo e o confrontou. Paulo finalmente percebeu que ele estava errado o tempo todo, e que Jesus era de fato o Cristo predito por todos os profetas. Então Cristo ordenou que ele mudasse todo o curso de sua vida, e o comissionou para se tornar um apóstolo. A vontade de Deus era que ele se tornasse o representante mais eficaz e prolífico da fé na igreja primitiva. Ora, o escritor não tem nenhuma necessidade de Tom se deseja matar Richard, mas a história é sua e ele pode escrevê-la da forma que desejar. No mesmo sentido, Deus não precisa de nenhum homem para cumprir os seus desejos, mas agradou-lhe em seu plano, sua “demonstração” se desejar, empregar instrumentos humanos e ordenar relações humanas neste drama de redenção. E quando algo é dito ser “a vontade de Deus” no sentido de decreto de Deus, então isso será feito, pois sua vontade não pode ser frustrada na história que ele mesmo escreve. Portanto, embora Paulo tenha sido criticado, abandonado e aprisionado durante o seu ministério, os propósitos de Deus em sua vida foram cumpridos. Ele deveria ser o instrumento chave em estabelecer a presença do evangelho de Cristo na Terra, em assegurar sua perpetuidade mediante extensas explicações escritas da fé. Isso ele realizou, e ainda temos os seus escritos hoje, pois a vontade de Deus nunca falha.

Vincent Cheung

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

23 de junho de 2014

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Pela ocasião da minha ordenação ao presbiterato, segue uma descrição das funções do presbítero que encontrei no blog Doutrina Calvinista.

As funções atribuídas aos presbíteros aqui descritas não são exaustivas. Elas mencionam o que o presbítero deve ser e fazer, mas ele não pode se limitar a elas. Todos os presbíteros devem exercer o seu ofício em conformidade com a diversidade dos dons de cada um, e discernindo segundo a necessidade da Igreja. A vitalidade da igreja muito depende da operosidade dos presbíteros.

Uma palavra grega usada para se referir ao ofício de presbítero é episcopos. Sabemos que “o uso no N.T., em referência aos líderes, parece ser menos técnica do que uma tradução como ‘bispo’ sugeriria; daí, superintendente, ou supervisor At 20:28; Fp 1:1; 1 Tm 3:2; Tt 1:7.”[1] O presbítero tem a responsabilidade de supervisionar a igreja que o escolheu para ser o seu líder. Louis Berkhof afirma que “claramente se vê que estes oficiais detinham a superintendência do rebanho que fora entregue aos seus cuidados. Eles tinham que abastecê-lo, governá-lo e protegê-lo, como sendo a própria família de Deus.”[2]

A responsabilidade dos presbíteros de supervisão não se limita aos membros da igreja. Os presbíteros devem supervisionar o seu pastor. R.B. Kuiper observa que "um dos seus mais solenes deveres é vigiar a vida e o trabalho do pastor. Se o pastor não leva uma vida exemplar os presbíteros regentes da igreja devem chamar-lhe a atenção, e corrigi-lo. Se não é tão diligente em sua obra pastoral como deveria sê-lo, devem estimulá-lo para que tenha maior zelo. Se a falta de paixão que deve caracterizar a pregação da Palavra de Deus, os presbíteros regentes devem dar os passos necessários para ajudá-lo a superar tal defeito. E, se a pregação do pastor, em qualquer assunto de maior ou menor importância, não está de acordo com a Escritura, os presbíteros não devem descansar até que o mal tenha sido resolvido." [3] Entretanto, os presbíteros devem oferecer liberdade e recursos para que o seu pastor desenvolva-se e possa oferecer mais ao rebanho.

A autoridade do presbítero
A autoridade dos governadores é puramente ministerial e declarativa. Cada função do Conselho, como o ensino, a admoestação, governo e o exercício da disciplina, devem fundamentar-se na Palavra de Deus. Os presbíteros não possuem autoridade inerente. Não possuem o direito de impor as suas opiniões pessoais, preferências, filosofias sobre o culto, a doutrina, ou o governo da igreja, antes, devem examinar e extrair das Escrituras os padrões e princípios estabelecidos por Deus.

A autoridade do presbítero procede de:
1. A autoridade de Cristo como cabeça da Igreja.
2. Submissão à Cristo como o Senhor da Igreja.
3. A obediência e fidelidade à Escritura Sagrada como única regra de fé e prática.
4. Uma vida de santidade pessoal e familiar.
5. O exercício responsável da sua vocação e dos seus dons segundo o seu chamado.

As funções pastorais
1. Visitar os membros menos assíduos às reuniões da igreja;
2. Resolver os desentendimentos entre os membros;
3. Instar os disciplinados ao sincero arrependimento;
4. Orar por/com todas as famílias da igreja;
5. Consolar os aflitos e necessitados;
6. Supervisionar o bom andamento das atividades da igreja;
7. Exortar aos pais que tragam os seus filhos ao batismo;
8. Ser um pacificador em assuntos controversos;
9. Lembrar aos membros da sua fidelidade com os dízimos e ofertas;
10. Dar assistência e/ou liderar as congregações (quando houver);
11. Auxiliar na distribuição da Ceia do Senhor.

As funções doutrinárias
Os presbíteros em nosso sistema de governo têm a responsabilidade de guardarem a doutrina da corrupção. (1 Tm 3:16; Tt 2:7-8). Entretanto, para isto é necessário:
1. Conhecer o sistema e doutrinas presbiterianas;
2. Zelar pela fidelidade e pureza doutrinária da igreja;
3. Avaliar a qualificação doutrinária do pastor;
4. Examinar os candidatos ao rol de membros da igreja;
5. Discernir os novos “movimentos” que os membros estejam se envolvendo;

As funções administrativas (indivíduo)
1. Representar as necessidades dos membros nas reuniões do Conselho;
2. Zelar para que as decisões do Conselho sejam cumpridas pela igreja;
3. Lembrar os membros dos seus deveres e privilégios;
4. Acompanhar o funcionamento das sociedades e ministérios da igreja;
5. Elaborar propostas e projetos para a edificação da igreja.

As funções administrativas (concílio)
1. Reunir periodicamente para decidir sobre o bem estar da igreja;
2. Divulgar na igreja local as decisões dos concílios superiores (presbitérios, sínodo, SC);
3. Avaliar candidatos ao batismo e profissão de fé;
4. Participar na aplicação da disciplina bíblica para que atinja a sua finalidade;
5. Analisar se a Junta Diaconal está realizando as suas atribuições;
6. Acompanhar o bom andamento das sociedades internas e ministérios da igreja;
7. Avaliar para o envio ao presbitério os candidatos ao sagrado ministério pastoral;
8. Participar da ordenação e instalação de novos pastores e presbíteros;
9. Representar a igreja local nos concílios superiores.

Notas:
[1] F. Wilbur Gingrich & F.W. Danker, Léxico do N.T. Grego/Português (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1993), p. 83.
[2] Louis Berkhof, Teologia Sistemática (Campinas, LPC, 1990), p. 590.
[3] R.B. Kuiper, El Cuerpo Glorioso de Cristo (Michigan, T.E.L.L., 1985), p. 132.

22 de junho de 2014

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Gostei muito dessa aula, porque de modo simples e didático o Reverendo Augustus percorreu toda as dificuldades inerentes á interpretação bíblica e mostrou as evidências que podemos ter de que esse livro merece sim nossa credibilidade. Recomendo principalmente para os que estão iniciando agora a caminhada com Cristo.

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"Foste favorável à tua terra, ó Senhor; trouxeste restauração a Jacó. Perdoaste a culpa do teu povo e cobriste todos os seus pecados." Salmos 85:1-2

Não sei como poderia estar vivo se não fosse a misericórdia de Deus. Todos nós conhecemos e sabemos o defeitos que possuímos. Conhecemos nossas debilidades e fraquezas. Sabemos aquilo que nos envergonha. Mas Deus também sabe. Tanto sabe que ele nos restaura e nos favorece. Se não agisse dessa forma, não restaria ninguém pra contar história.

Ele nos é favorável. Nos concede aquilo precisamos. Exatamente o que exige de nós, ele nos dá para que possamos andar em sua vontade. Ainda que pequemos e não conseguimos andar plenamente retos, ele nos acolhe e restaura nossos passos. Em sua providência estão situações e circunstâncias que nos ensinam, nos advertem e nos fazem- refletir sobre seu amor e sua vontade. E o resultado disso é um novo homem que mesmo tropeçando aqui e ali,  deseja andar em novidade de vida.

Samuel Balbino

21 de junho de 2014

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Depois que a IPUSA aprovou o casamento homossexual me vieram pensamentos e questionamento como: Que "raios" está acontecendo com a Igreja? Tentei imaginar o que poderia ter levado a denominação tão respeitada a tomar tal atitude. Sei que não tenho gabarito para emitir um julgamento sobre esse fato, mas dentro de minha perspectiva acredito que a Igreja em Si (não me refiro a uma denominação específica) tem amado demais o mundo.

Estão amando o mundo no sentido errado. Precisamos amar pessoas, desejar a conversão delas e orar por isso. Pessoas caídas necessitam de salvação. Não podemos, porém, amá-las até o ponto de aceitarmos seus erros, pelo contrário, nesse quesito precisamos odiar. Sei que pode soar meio contraditório, mas é simples de entender. Uma vez que estamos em Cristo e fomos transformados para fazer a vontade de Deus, estamos em comunhão com ele e então odiamos tudo que ele também odeia. Por outro lado, sabemos que existe um plano de salvação para o ser humano e que em Jesus ele pode ser liberto dos seus pecados e ter paz com nosso Criador. É nosso dever almejar duas coisas: Que a justiça de Deus seja derramada sobre todos os ímpios que desonram seu nome, e que a sua misericórdia alcance todos aqueles que ele deseja, para que tenham escape da condenação. Em um momento expressamos o "ódio santo" em relação ao mundo, e em outro revelamos o amor para com o próximo e misericórdia.

Como podemos conviver com dois sentimentos aparentemente inversamente opostos? A igreja evidencia seu amor pelas almas que Cristo veio salvar quando anuncia sua verdade, quando incentiva as missões e torna cada um de seus membros um missionário em potencial. E como ela demonstra esse tal "odio santo"? Quando por amor à  pureza da sã doutrina ela combate todas as artimanhas humanas e satânicas que se propõem a desmantelar tudo aquilo que conhecemos como sendo amável, santo e bom. É o caso da militância gay que tem a todo custo tentado destruir a família nos moldes bíblicos e substituí-la por um modelo depravado e inconsequente, fundamentado apenas na lascívia e imoralidade e perversão da sexualidade.

Se a Igreja odiasse mais o mundo (no sentido de se apegar com unhas e dentes a pureza do evangelho) ela não cederia aos apelos que a sociedade, caída na depravação do pecado e obscurecida do entendimento de Deus, tem feitos usando todos os recursos que possui.

"Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.
Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo." (1 João 2:15-16).

Samuel Balbino