6 de janeiro de 2012

Posted by Samuel Balbino | File under : , , ,


Eu mostrei no outro post que a doutrina da depravação total e do pecado original não autorizam a afirmação de que crianças nascem salvas ou que sejam salvas automaticamente quando morrem, pois todos os seres humanos nascem na mesma condição de pecadores e como tal, passíveis da ira e condenação de Deus. No entanto alguns discordam disso, como por exemplo, na Pastoral dos Bispos Metodistas sobre o Batismo, na página 16, diz:


“...as crianças são membros do Reino de Deus e, além disto, são padrão para o ingresso no Reino de Deus. A criança já entrou na nossa frente no Reino.”

Isto pode mesmo ser verdade? De acordo com o metodismo as crianças já nascem dentro do Reino de Deus, isto é, na salvação. Elas estão num patamar maior do que os adultos até o ponto de entrarem na frente deles. Todas as crianças estão predestinadas à salvação e mesmo já salvas quando morrem.

Precisamos nos questionar nos seguintes termos:

1)O homem nasce pecador?

2)O pecado o torna digno da condenação?

3)Existe apenas um “remédio” para a condenação?

O homem nasce pecador?

Sim, e já demonstrei claramente no post anterior com as sábias palavras de Davi:

“Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5, NVI).

O pecado torna o homem digno da condenação?

Tanto quanto a água está para a sede. A justiça divina só é satisfeita quando o culpado recebe por seu erro. Sendo todo o gênero humano culpável perante Deus, nada mais justo de que todos estejam na ardente expectativa do horror divino.

Existe apenas um remédio para a condenação?

Seremos sinceros? Existe mais de uma maneira do ser humano alcançar a salvação? A Bíblia diz que não.

“...porque abaixo dos céus não existe nenhum outro nome, dado entre os homens [não importa se adultos ou crianças] pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).

Não há salvação fora de Cristo. Isto significa que fora da morte substituitiva de Jesus nenhum ser humano pode ser salvo. Deus determinou que ele levaria o pecado de muitos, que ocuparia o lugar deles na hora da condenação,  e de que estes, por sua vez, experimentariam um novo nascimento, uma regeneração do estado anterior no qual se encontravam: 

“Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2ª Coríntios 5.17).

Um recém-nascido não pode participar desse processo caso morra em sua meninice. Talvez alguns digam: Veja! Isto prova que eles (os recém-nascidos) já nascem salvos! E eu digo: Pelo contrário! Mostra que eles estão horrivelmente perdidos e a menos que sejam regenerados em sua natureza, não poderão ser salvos.
Para que uma criança pudesse nascer salva ela já teria que nascer regenerada e uma nova criatura (sentido espiritual). O que soa muito estranho, pois a salvação não seria salvação, mas re-salvação. O homem já nasce salvo, ele apenas perde a salvação quando cresce e daí precisa ser salvo novamente. A Bíblia não afirma isso.

Me perdoem, o tempo não me é suficiente para escrever mais, porém amanhã continuaremos.

Ecclesia reformata, et semper reformanda!



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