31 de agosto de 2011

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“Se pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância de graça e o dom da justiça reinarão em vida!” (Romanos 5.17).

Quem não poderia se alegrar com tal novidade proclamada pela pena habilidosa do apóstolo a mais de dois mil anos atrás? De fato, conhecer sobre a nossa salvação deve nos empolgar e nos incentivar a procurarmos manter uma viva comunhão com Deus. Eis ai o mistério que em outros tempos não fora revelado aos filhos dos homens. Há uma salvação para os escolhidos de Deus. Paulo traça um paralelo entre o pecado e a justiça, entre a escravidão e a liberdade, entre Adão e Cristo.

Se nosso ancestral pudesse ver quanto estrago ele nos causou certamente ficaria muito envergonhado. Mas iria saltar de alegria quando visse que houve alguém suficientemente poderoso para reparar o dano que ele deixou. Cristo é chamado de “o segundo Adão”, pois ele representa o seu povo assim como Adão representa a humanidade. Todo o representante transmite como que por herança aquilo que ele obtém, como fruto de sua obediência ou não. Por isso Adão nos legou o pecado e a condenação, ele foi desobediente. Cristo, porém, na sua obediência e piedade, nos legou justiça e salvação.

A única coisa que Adão pode nos constituir foi escravos da nossa própria natureza. Jesus, no entanto, nos fez Reis e Sacerdotes, assim como ele é. Estamos hoje reinando em vida e ministrando boa confissão no tabernáculo espiritual de Deus, no templo do Senhor, que é o nosso corpo. Paulo nos assegura que assim como os estragos do pecado foram de valor inestimável, assim também os benefícios da graça salvadora são incalculáveis. Onde o pecado foi grande, em muito maior proporção foi a graça de Deus em nós.

Versículo para memorizar...
“E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Revelação 5.9,10).


Pr. Samuel

30 de agosto de 2011

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 Porque muitos são chamados, mas poucos os escolhidos” (Mateus 22.14).

Há uma coisa que jamais podemos esquecer em relação a nossa salvação: Fomos escolhidos por Deus especialmente para ela. Podemos imaginar quantos de nós estava envolvido com as coisas mais tristes, vis e perniciosas deste mundo. Foi, entretanto, do agrado de Deus nos escolher nele para nos resgatar de todas elas.

Quando pensamos em nossa escolha devemos também compreender onde ela se deu. Paulo nos diz que foi antes da fundação do mundo (Efésios 1.4). Isto quer dizer que antes que houvesse sol, lua, estrelas, nem sequer o princípio do pó do mundo, Deus soberanamente nos escolheu em seu beneplácito, e o fez por nos amar acima de todas as coisas. Quando nascemos, já nascemos eleitos pelo amor de Deus para pertencê-lo.

Mas para que a nossa escolha seja manifesta é necessário sermos primeiramente chamados. O evangelho é a chamada de Deus a todas as criaturas sob o céu. Onde ele é anunciado é como se Deus estivesse conclamando em todas as direções: Venham aqui! Nesse processo milhares de pessoas se aproximam para ver do que se trata, sempre movidos por uma curiosidade. Ao ouvirem a voz do Senhor, aqueles que foram escolhidos antes da fundação do mundo irão se alegrar e de identificar com tal mensagem. O Espírito Santo então os convence de seus pecados e eles recebem a salvação. Mas no outro lado da história está aqueles cujo coração não se alegra e nem se identifica com a voz do Bom Pastor; pelo contrário, até se irritam quando suas más obras ficam em evidência pela luz. Estes não crêem. Vão embora e continuam tão perdidos quanto antes. Foram chamados, mas não eram escolhidos.

Aos eleitos Deus revela a sua vontade e os faz perseverar nela, garantindo-lhes assim uma eterna salvação. Aos reprovados, resta o julgamento que terminará de acordo com suas próprias obras, ou seja, a condenação no Dia final.

Versículo para memorizar...
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda” (João 15.16).

Pr. Samuel

29 de agosto de 2011

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“Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas” (João 3.21).

É indiscutível que quem vive no pecado odeie a santidade, e quem prefere as trevas rejeita a luz, pois as trevas lhe parecem melhor. A luz quando acesa revela aquilo que estava oculto pelas trevas. Por isso é tão difícil para o homem amar a luz, uma vez que suas obras, só o referir-se a elas já é algo vergonhoso.

Todo homem tem algo do que se arrepender, alguns se arrependem hoje de quase tudo que fizeram ao longo da vida. Mas isso só é possível se este homem tiver sido convencido por Deus dos seus erros e iniquidade. Do contrário ele ainda vai continuar pensando que pecar não é tão grave assim.

Apesar de nossa natureza está absurdamente corrompida pelo pecado ainda sim resta em cada um de nós uma consciência do que agrada ou não a Deus. Esta é a razão pela qual ninguém é inocente sobre a face da terra. Por exemplo, todo o ser humano sabe que matar é algo errado. Isso é algo absoluto em todas as culturas e nações. Mas por que mesmo tendo este conhecimento o número de homicídios no mundo inteiro não diminui? Exatamente porque “conhecer” não significa “ser capaz de obedecer”. Dessa forma vemos o quanto a vontade do homem é escrava e impotente diante da tirania do pecado.

Mas só pode haver duas atitudes possíveis quando a luz Divina brilha sobre os corações corruptos e iníquos dos homens: Ou eles fogem, para que suas obras não sejam conhecidas, ou eles se envergonham e humilhados pedem o perdão e a graça de Deus. Aqueles que fogem, fogem porque sabem que a verdade está contra eles, mas preferem as trevas, amam o pecado e se entregar a ele, mas aqueles que se sente fustigados por seus delitos clamam por misericórdia e uma chance para escaparem da iminente condenação. Estes são os que amam a luz e são feitos luz para iluminarem a si mesmos e a outros também. São estes os escolhidos do Senhor.

Versículo para memorizar...
“Se dissermos que temos comunhão com ele [Deus] e andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1ª João 1.6).

Pr. Samuel

28 de agosto de 2011

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 O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. (João 6.37)

Existe alguma ocorrência de nosso Senhor ter lançado fora alguém que veio a Ele? Se existe, gostaríamos de conhecê-la. No entanto, não existe qualquer dessas ocorrências, e nunca existirá. Entre as almas perdidas no inferno, não há alguém que possa dizer: "Fui a Jesus, e Ele me rejeitou". Não é possível que você e eu sejamos os primeiros a quem Jesus quebrará sua promessa. Não alimentemos esta suposição tão infeliz.


Imaginemos que buscamos a Jesus para falar-Lhe sobre os males de hoje. Podemos estar certos disso: Ele não nos recusará uma audiência, nem nos lançará fora de sua presença. Aqueles que com frequência têm vindo e aqueles que nunca vieram a Cristo, vamos juntos e perceberemos que Ele não fechará a porta de sua graça diante de qualquer um de nós.


Este homem "recebe pecadores" (Lc 15.2), mas não rejeita qualquer deles. Nós O buscamos em nossa fraqueza e pecado, com temor, tremor, com pouco conhecimento e pouca esperança; todavia, Ele não nos rejeita. Vamos a Ele através da oração — oração contrita; com confissão — confissão imperfeita; com adoração — adoração aquém da dignidade de Cristo; apesar disso, Ele nos recebe. Nós O procuramos estando enfermos, fatigados e indignos, mas Ele não nos lança fora, de maneira alguma. Hoje mesmo venhamos a Ele, que nunca nos lança fora.

Rev. Charles. H. Spurgeon

Versículo para memorizar...
“Dou-lhes a vida eterna, jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da Minha mão” (João 10.28).


Publicado originalmente em - www.charleshaddonspurgeon.com
Adapt. Pr. Samuel

27 de agosto de 2011

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“Bom e reto é o Senhor, por isso, aponta o caminho aos pecadores” (Salmo 25.8).

Se há alguma dúvida quanto a justiça e retidão de Deus, basta sabermos que ele é a placa-guia da vida do homem. Quando se está em uma região desconhecida, onde não sabemos por onde seguir por não estarmos acostumados com aquele lugar, necessitamos de algo ou alguém que nos dê a direção certa por onde ir. É por esta razão que existem as placas, para indicar e orientar quem segue estrada a fora.

O homem nasce preso e escravizado pelo pecado. Não há outro destino para ele senão a condenação no dia do Juízo. Inutilmente poderia ele tentar escapar disso. Todos os homens que já viveram, que vivem e que ainda viverão hão de comparecer perante a coorte celeste e ficar cara à cara com o Soberano Senhor. Ali não haverá mais retratações, ali ele não será mais pastor, será justo juiz. É em vida que pode haver alguma esperança para o pecador. 

Deus é a placa-guia que aponta a única solução possível. Ele aponta o caminho aos pecadores. Que caminho é esse? Aqueles que foram guiados dizem que quando se depararam com essa placa-guia leram que ela apontava para um monte, e nesse monte havia alguém crucificado. Eles então trilharam por um caminho, um caminho chamado ‘caminho santo’, e nele estão caminhando até chegar a esta figura que foi maltratada e humilhada no madeiro. 

Ao longo do percurso muitos obstáculos aparecem, mas eles se sentem motivados pelo exemplo do que foi morto para poderem continuar. Outra coisa interessante é que durante a peregrinação nesse caminho eles têm sentido um forte desejo de abandonarem seus vícios e pecados e estão conseguindo. Todos eles contam a mesma história: Tiveram suas vidas mudadas e estão realmente felizes; e tudo porque seguiram a orientação de uma placa. Deus os apontou um caminho, e estão seguindo por ele como que atraídos por um imã.

Versículo para memorizar...
“...não vim chamar justos e sim pecadores” (Mateus 9.13b).

Pr. Samuel

26 de agosto de 2011

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“Porque a mensagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos é o poder de Deus” (1ª Coríntios 1.18).

O mundo olha com desprezo para as coisas de Deus. Não importa o quanto nosso testemunho seja belo e exemplar, que nos esforcemos para manifestar o bom perfume de Cristo pela terra, mesmo assim ele ainda desdenhará das nossas obras. E quanto mais revelarmos toda a nossa devoção, seja por palavras seja por atitudes, ainda sim nada será suficiente, o mundo a nossa volta nos dirá que somos tolos e que estamos perdendo nosso tempo. Para eles é tudo loucura.

É loucura sair de casa para congregar quando se poderia estar numa festa com música alta e bebidas. É loucura se conservar puro para o conjugue quando se poderia experimentar todas as aventuras que a vida sem Deus pode oferecer. É loucura crer que um dia seremos ressuscitados e transformados, e então glorificados. É loucura acreditar que existe um Deus que controla a nossa vida em todos os aspectos. Na verdade somos todos loucos, loucos para o mundo; uma vez que a sabedoria de Deus não pode ser compreendida humanamente, mas ela é revelada àqueles que realmente se tornarão sábios perante o presente século.

Os inimigos da Fé jamais poderão compreender o que nos move na direção do Altíssimo. Procuram explicar chamando de fanatismo. Ora, fanatismo é uma crença cega e incoerente, não é o nosso caso. Cremos primeiramente porque temos algo em que crer. Segundo, cremos em algo que tem começo, meio e fim: Cristo! E em terceiro, cremos porque fomos predestinados a isso. Talvez alguém diga que este argumento não afasta a possibilidade de fanatismo, só podemos lamentar e dizer que o que para eles está encoberto e misterioso, para nós já foi revelado pelo Espírito.

Versículo para memorizar...
“Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, a sabedoria oculta, a qual Deus predestinou antes dos séculos para a nossa glória” (1ª Coríntios 2.7).

Pr. Samuel