19 de novembro de 2010

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É muito comum hoje ligarmos a TV e vermos algum “pastor” ou quem quer que seja fazendo milagres. Aparentemente cegos enxergando, surdos ouvindo, mortos ressuscitado, miseráveis tornando-se empresários e outros tantos sinais prodigiosos. Depois que Deus revelou ao meu coração a pureza de sua palavra eu deixei de dar crédito a esses “sinais duvidosos” e passei a contemplar unicamente a misericórdia de Deus derramada sobre minha vida e sua providência no curso desta.
Certa vez conversando com um irmão pentecostal ele me disse que só a pregação da palavra não era suficiente para a igreja. Tomei um susto com essa afirmação. Como a palavra não é suficiente? O irmão que me disse isso é pastor de uma denominação aqui no meu bairro, e estava me convidando para ir a formatura de uma turma do seminário teológico de lá. Pensei comigo: O que essa turma tem aprendido a mais, já que a palavra não é suficiente? Para aquele estimado colega, a pregação deve vir acompanhada da “unção”. E eu indaguei que tipo de unção seria essa, já que todo filho de Deus recebeu a unção do Espírito Santo quando creu. “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (Efésios 1.13). Quem recebeu a JESUS em sua vida e creu nele foi ungido por Deus, diz Paulo: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do espírito em nosso coração” (II Coríntios 1.21). E João também afirma: “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós...” (I João 2.27). Não vejo a Bíblia indicando outra unção mais especial do que esta. Mas para o irmão que conversava comigo, a pregação deveria ser acompanhada pela unção de milagres, de curas, de prodígios. Ele não sabia ainda que eu sou cessaciosnista, e então quando falei para ele do meu posicionamento o amado irmão tentou me convencer de todas as formas que eu estava errado.
Eu estive no meio pentecostal, cresci lá dentro, sei como funcionam os esquemas. Hoje vejo que a igreja ao invés de proclamar o Evangelho, faz um “marketing” em cima de milagres. “Venham, venham, aqui o cego volta a enxergar! Venham, e recebam a cura de vocês! Venha, e receba prosperidade! Venham, e a sua família será restaurada!!! Vejam a emoção dessa senhora!! A mão de Deus está aqui!!! Acreditem estou escrevendo esse post e rindo...
Eu não sou incrédulo, e não limito o poder de Deus. Quando ele quer curar milagrosamente, é óbvio que ele fará. Mas o foco da Igreja não é curar a doença física, porque existe um mal muito maior que qualquer câncer, muito pior que a AIDS, muito mais terrível que todas as doenças juntas, esse mal se chama PECADO. JESUS veio chamar pecadores ao arrependimento (Marcos 2.17). Ele veio curá-los daquilo que lhes condenava eternamente. O maior milagre que ocorre hoje na Igreja é quando um pecador abandona as suas transgressões, deixa os seus pecados, as suas práticas erradas e reconhece a autoridade de Deus e o sacrifício de JESUS. É quando o chamado de Deus ao homem o convence da sua condição de réu e que a única saída para ele é render-se a voz do bom pastor, que é JESUS. Mas não dá pra fazer “marketing” com isso. Já pensou como seria bom se as propagandas “evangelísticas” fossem assim: “Venha, ouçam o evangelho que liberta, a palavra que santifica e conduz à vida eterna!!” Pelo contrário, quando se faz propaganda das coisas de Deus (pelo menos teoricamente deveria ser de Deus) se procede assim: “Próximo domingo, grande concentração de fé e milagres. Tragam os coxos, aleijados, cegos, aidéticos, cancerosos para receberem a sua vitória!!!” É interessante que nesse tipo de anuncio eles nunca pedem para levarem os mortos também, afinal, eles também têm poder para ressuscitá-los, não é verdade?
Os templos estão ficando cada vez mais cheios de oportunistas, pessoas que não dão a mínima para o evangelho, que nunca se converterão e que estão ali apenas para granjearem algum benefício. E esse tipo de igreja que nós queremos?  A ênfase nos milagres leva a isso. Precisamos voltar para a Bíblia e abandonar as malícias e malandragens dos homens.

Pr. Samuel

16 de novembro de 2010

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Um sermão muito especial e esclarecedor sobre uma das doutrinas mais importantes do cristianismo e mais mal compreendidas!!!!!

www.audivel.com

15 de novembro de 2010

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(Excelente artigo extraído do site do Rev. Hernandes Dias Lopes)
Reavivamento é uma obra soberana de Deus. A igreja não produz reavivamento; ela o busca e prepara seu caminho. A igreja não agenda reavivamento; ela ora por ele e aguarda sua chegada. Reavivamento não é estilo de culto, nem apenas presença de dons espirituais ou manifestações de milagres. O Salmo 85 trata desse momentoso assunto de forma esclarecedora. O salmista pergunta: “Porventura, não tornará a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” (Sl 85.6). Dr. Augustus Nicodemus, em recente mensagem pregada em nossa igreja, ofereceu-nos quatro reflexões acerca do versículo em epígrafe.
1. Reavivamento é uma obra de Deus na vida do seu povo. Reavivamento não acontece no mundo, mas na igreja. É uma intervenção incomum de Deus na vida do seu povo, trazendo arrependimento de pecado, volta à Palavra, sede de santidade, adoração fervorosa e vida abundante. Reavivamento começa na igreja e transborda para o mundo. O juízo começa pela casa de Deus. Primeiro a igreja se volta para Deus, então, ela convoca o mundo a arrepender-se e voltar-se para Deus.

2. Reavivamento é uma obra exclusiva de Deus. Os filhos de Coré clamaram a Deus por reavivamento. Eles entenderam que somente Deus poderia trazer à combalida nação de Israel um tempo de restauração. Nenhum esforço humano pode produzir o vento do Espírito. Nenhuma igreja ou concílio pode gerar esse poder que opera na igreja um reavivamento. Esse poder não vem da igreja; vem de Deus. Não vem do homem; emana do Espírito. Não procede da terra; é derramado do céu. Laboram em erro aqueles que confundem reavivamento com emocionalismo. Estão na contramão da verdade aqueles que interpretam as muitas novidades do mercado da fé, eivadas de doutrinas estranhas às Escrituras, como sinais de reavivamento. Não há genuína obra do Espírito contrária à verdade revelada de Deus. O Espírito Santo é o Espírito da verdade e ele guia a igreja na verdade. Jamais ocorreu qualquer reavivamento espiritual, produzido pelo Espírito de Deus, dentro de seitas heterodoxas, pois Deus não age contra si mesmo nem é inconsistente com sua própria Palavra.

3. Reavivamento é uma obra extraordinária de Deus. O reavivamento não é apenas uma obra de Deus, mas uma obra extraordinária. É uma manifestação incomum de Deus na vida do seu povo e através do seu povo. Deus pode fazer mais num dia de reavivamento do que nós conseguimos fazer num ano inteiro de atividades, estribados na força da carne. Quando olhamos os reavivamentos nos dias dos reis Ezequias e Josias, vemos como o povo se voltou para Deus e houve júbilo e salvação. Quando contemplamos o derramamento do Espírito no Pentecostes, em Jerusalém, vemos como a mensagem de Pedro, como flecha, alcançou os corações e quase três mil pessoas se agregaram à igreja. Quando estudamos o grande reavivamento inglês, no século dezoito, com John Wesley e George Whitefield constatamos que uma nação inteira foi impactada com o evangelho. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos no século dezenove e na Coréia do Sul no século vinte. O reavivamento é uma obra incomum e extraordinária de Deus e nós precisamos urgentemente buscar essa visitação poderosa do Espírito Santo na vida da igreja hoje.

4. Reavivamento é uma obra repetida de Deus na história. É importante entender que o Pentecostes é um marco histórico definido na história da igreja. O Espírito Santo foi derramado para estar para sempre com a igreja e esse fato é único e irrepetível. Porém, muitas vezes e em muitos lugares, Deus visitou o seu povo com novos derramamentos do Espírito, restaurando sua igreja, soprando sobre ela um alento de vida e erguendo-a, muitas vezes, do vale da sequidão. Nós precisamos preparar o caminho do Senhor e orar com fervor e perseverança como o salmista: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” O reavivamento é uma promessa de Deus e uma necessidade da igreja. É tempo de clamarmos ao Senhor até que ele venha e restaure a nossa sorte!

11 de novembro de 2010

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“Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação e redenção”
(1ª Coríntios 1.30)
A maioria dos cristãos hoje não têm uma resposta muito objetiva para essa pergunta proposta. Talvez alguns simplesmente digam: Ele nos salvou! Mas, a obra de Cristo foi muito ampla para nós a resumirmos em  uma única palavra. Por isso creio que o apóstolo Paulo nos fornece uma resposta mais satisfatória. Ele divide por quatro os atributos que JESUS nos impultou na cruz do calvário.
 
#SABEDORIA:
No tempo de Paulo era comum as pessoas ouvirem os "filósofos" ensinarem. Havia uma busca incessante por sabedoria por parte dos gregos (vs. 22). Porém, essa sabedoria nada poderia contribuir na relação do homem com Deus. É uma sabedoria sem valor algum no âmbito espiritual (1Co 2.6). Todavia, o Evangelho para Paulo, era a sabedoria de Deus, outrora oculta, e agora revelada aos crente através do Espírito Santo, e a sabedoria predestinada a eles. (1Co 2.6-11). Essa sabedoria é dada soberanamente por Deus, esta é a razão pela qual os poderosos e sábios segundo esse mundo não podem alcançá-la.
 
#JUSTIÇA:
A Bíblia fala de um Deus justo. Nós servimos a um Deus que é o autor da justiça. O mesmo apóstolo também nos diz que, em JESUS, Deus fez justiça (2 Co 5.21). Na sociedade atual o símoboloda justiça é uma balança com dois lados. Só pode haver justíça se ambos estiverem iguais. Usando essa conjectura podemos dizer que nós éramos pesados na balança de Deus por causa dos nossos pecados e trangressões. JESUS, como cordeiro, foi posto nessa balança conosco, mas a sua piedade foi transferida para nós, ao passo que, a nossa transgressão e iniquidade, foi repassada para ele, assim, JESUS foi punido por nossos pecados e nós recebemos misericórdia pelo seus méritos de obediência. Deus puniu a nossa transgressão nele e exerceu seu juízo e justiça.
 
#SANTIFICAÇÃO:
Santificar quer dizer "separar", separar para algum propósito especial. Em seu sacrifício, JESUS "separou" seu povo para Si (Ef 5.25,26). Podemos hoje afirmar que somos SANTOS! E isso sem nenhuma pretensão.
Esta santificação deve, entretanto, se estender à nossa vida prática (1 Co 1.1,2).  Somos santificados no espírito (separados para Deus) e chamados a desenvolver uma santidade também no corpo. Paulo nos diz que quando nos ocupamos com as coisas do Senhor, estamos santificando o corpo, assim como o espírito é santo (1 Co 7.34).
 
#REDENÇÃO:
Redimir significa "resgatar". Este significado é bem expressivo pois a Bíblia nos coloca nessa condição: Como em poder inimigo e precisando de libertação, como cativos precisando de liberdade.
Fomos resgatados do poder de satanás (Lc 11.21,22), e JESUS afirma que veio mesmo para resgatar pecadores (Mc 10,45). Todos quando crianças já ouviram contos de fadas, como os dos irmãos Grimm. É comum nesses contos haver uma princesinha indefesa presa por algum vilão, e um príncipe encantado que a liberta e casa-se com ela. Fazendo uma alusão a isso, podemos dizer que a Igreja é essa princesa que precisa do seu príncipe, que é Cristo. JESUS resgatou a sua Igreja de todo poder de opressão lá na cruz, e não só fez isso como a santificou, justificou e a encheu de sua sabedoria. Então, podemos louvá-lo e exaltá-lo por tal obra magnífica e abençoada consumada na cruz. Tudo por mim e por você! AMÉm!!!
Min. Samuel Balbino
Resumo da mensagem que será pregada hoje as 19.30hs na CEAG (Reunião de Oração e Intercessão)

8 de novembro de 2010

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“Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados” (Mateus 10.30).

Quanto o Senhor Jesus considera os nossos temores! Ele sabia que seu povo seria perseguido e buscava alegrá-los.
Que doce e familiar a maneira como ele colocava as coisas! Ele condescende em falar sobre os cabelos de nossa cabeça. Aqui está um provérbio, simples nas palavras, mas sublime no sentido. Parece que vemos quatro coisas nesta sentença.

I. PRÉ-ORDENAÇÃO.

O texto pode ser lido, “têm todos sido numerados.”
É do passado bem como do presente.
1. Sua extensão. Predestinação se estende a tudo.
- Todo o homem; seu ser como um todo é conhecido. “Foram escritos no teu livro” (Sl 139.16).
- Tudo o que diz respeito a ele já é conhecido, até o seu cabelo, que pode ser raspado sem prejuízo à vida ou saúde.
- Tudo o que ele faz, mesmo o mínimo e mais casual pensamento, ou ato.
- Tudo o que ele passa. Pode afetar os cabelos e mudar sua cor, mas cada fio de cabelo grisalho por tristeza é numerado. A fonte disso. O contar é feito pelo Senhor.
2. Suas lições. Jesus menciona esta ordenação com um propósito.
- Para fazer-nos corajosos sob provação.
- Para ensinar-nos a ser submissos.
- Para ajudar-nos a ser esperançosos.
- Para induzir-nos a ser alegres.
3. Sua influência. Enobrece-nos sermos assim predestinados de minuto em minuto.
Se Deus planeja até nossos cabelos, somos mesmo honrados.
Ser o assunto de um propósito divino de graça é uma glória.

II. CONHECIMENTO.

Somos conhecidos tão bem até a ponto de ter nossos cabelos contados. Com respeito a este conhecimento divino, vamos notar:
1. Seu caráter
- Preciso: “Os próprios cabelos de sua cabeça.”
- Completo: O homem todo, espírito, alma e corpo, é assim seguramente bem conhecido pelo Senhor onisciente.
- Preeminente. Deus nos conhece melhor do que nós nos conhecemos, ou do que outros nos conhecem, pois nem nós nem eles já contaram os cabelos de nossa cabeça.
- Terno. Assim a mãe valoriza cada fio de cabelo de sua filha querida.
- Simpatizante. Deus entra nas preocupações, nos anos e nas doenças que os cabelos de um homem registram.
- Constante. Nem um cabelo cai de sua cabeça sem Deus.
2. Suas lições.
- Com respeito à consagração, somos ensinados que nossas partes menos preciosas são do Senhor, e são incluídas no inventário real. Não usemos nem nosso cabelo para a vaidade.
- Com respeito à oração. Nosso Pai celeste sabe de que coisas nós necessitamos. Nós não oramos para informá-lo de nosso caso.
- Com respeito às nossas circunstâncias. Estas estão diante da mente divina, sejam pequenas ou grandes. Visto que matérias pífias como nossos cabelos são catalogados pela Providência, estamos assegurados de que maiores assuntos estão diante dos olhos do Pai.

Fonte: Capítulo 41 do excelente livro Esboços Bíblicos – Volume 2, de Charles H. Spurgeon, publicado pela Shedd Publicações.